<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630</id><updated>2012-02-16T01:32:10.988-08:00</updated><title type='text'>Agência 360</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8983165095059534401</id><published>2012-01-17T10:46:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T10:46:33.602-08:00</updated><title type='text'>Carta ao leito: Valorizando a reportagem</title><content type='html'>Esta é mais uma edição em que o 360 aposta no conteúdo. E aposta também que há leitores que se interessam por matérias bem apuradas, bem escritas, aprofundadas. Pois este é o cardápio de mais uma edição.São longos textos, e não são longos porque queremos martirizar nosso público. Não trabalhamos com o factual, com o texto objetivo e normalmente curto da notícia. O que fazemos são matérias especiais. E fazemos profissão de fé que um texto bem escrito, bem cuidado, pode ser saboroso ao leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem de capa é um perfil sobre o ex-prefeito de Frutal, Alceu Silva Queiroz. Alceu é uma personagem polêmica em nossa política. Mesmo estando há mais de 20 anos longe das urnas, ainda existem os alceusistas doentes e os anti-alceusistas declarados. Mas é inegável sua importância em nossa história e as marcas que deixou na cidade. Esta matéria permite conhecer um certo Alceu. Por certo ainda existem vários Alceus, que outros poderão revelar.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priscila Minani, repórter do 360, tem pai bombeiro. Quando resolvemos fazer uma reportagem sobre o dia a dia da corporação aqui em Frutal, obviamente que esta pauta seria dela. Mais uma vez, entrega um competente trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sonhos e os caminhos que se colocam para os garotos que querem ser os nossos futuros Ronaldinhos e Neymares é o tema da reportagem de esporte da edição, por Rafael Del Giudice Noronha, um talento que desponta com pinta de craque no jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repórter Thaís Fernandes foi nossa enviada especial ao SWU e nos conta a impressão e a experiência de um grupo de jovens que saiu de Frutal e foi curtir este grande festival de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem mais trabalhou nesta edição foi a repórter Mariana Nogueira. São delas as fotos do perfil de Alceu, a reportagem sobre um passeio gastronômico pelo mercado municipal da bela Florianópolis e a matéria especialíssima do caderno Bis, a primeira do 360 em três páginas, que retrata a vida dos universitários nas repúblicas que se espalham por Frutal. Prestes a iniciar o terceiro ano de jornalismo, Mariana já produz como uma veterana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ótimos textos destes colaboradores e o trabalho estupendo feito pelo Eduardo Uliana na parte visual são a alma do 360. É material de primeira. Confiram e vão concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lausamar Humberto - Editor&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8983165095059534401?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8983165095059534401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/carta-ao-leito-valorizando-reportagem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8983165095059534401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8983165095059534401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/carta-ao-leito-valorizando-reportagem.html' title='Carta ao leito: Valorizando a reportagem'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-121096619991365563</id><published>2012-01-17T10:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T11:27:49.989-08:00</updated><title type='text'>Um certo Alceu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3VqzHtDDdIE/TxXLpUN_RmI/AAAAAAAAAIw/gs2i7V1oUTo/s1600/alceu1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-3VqzHtDDdIE/TxXLpUN_RmI/AAAAAAAAAIw/gs2i7V1oUTo/s320/alceu1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Lausamar Humberto, Rafael Del Giudice Noronha e Priscila Minani&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você é da igreja? Tem cara de gente da igreja, de crente.”&lt;br /&gt;“Não, não sou da igreja.”&lt;br /&gt;“Mas crê, não é? Todo mundo tem que crer em Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim o primeiro diálogo entre Alceu Silva Queiroz e o editor do 360. Marcada a entrevista, ele nos esperava na porta de sua casa vestido com uma calça de tecido leve, com uma cor pendendo para o bege, sapatão e camisa solta, para fora da calça. Cumprimentos e saudações, e somos encaminhados por ele ao fundo de sua casa. Alceu tem o andar suave e os passos curtos de quem já viveu muito. Chegado ao local da conversa, ele ajeita o sofá de maneira que fiquemos bem acomodados em um ângulo favorável: frente a frente. Assim se dará o desenrolar da prosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política ainda domina seus pensamentos. Mal sentamos e já quer falar sobre a situação atual da política frutalense e as eleições do ano que vem. Informa que no dia anterior estava em uma reunião, mas que não nos diria com quem ou o que foi conversado. A opinião do ex-prefeito sobre a eleição e o que foi esta reunião “secreta” o leitor lerá no box em destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O personagem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alceu nasceu em Frutal, na Fazenda Cerradão, onde morou até “amadurecer e tomar conta do próprio nariz”. Terceiro dos 11 filhos de Francisco Batista Queiroz e Olívia Januária de Jesus, nascido no dia 11 de dezembro de 1926 - “novinho, né?”, ri o entrevistado. Com 85 anos, está totalmente lúcido e permanece muito bom de conversa, sempre entremeada por algumas anedotas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua casa é grande e confortável. Mora nela há 30 anos, mas hoje mora “de bera”; considera que a casa é de seu filho. Mas antes de assentar neste endereço mudou 36 vezes. Quando comprou a casa era uma casa mais miudinha, estava novinha, cheirando a tinta. Custou caro, foi um negócio ruim e não melhorou com tempo. Mas a esposa já não aguentava tantas mudanças. Para acalmá-la, disse que a casa era dela. Passou uns dias, apareceu bom negócio; queria vender, mas a esposa não quis e não deixou: “você me deu a casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lida com as marcas do envelhecimento com graça. Mostra-nos que, apesar da idade, seu rosto não apresenta rugas, para o desespero e inveja das senhoras de 40 que não têm a mesma sorte. Só no pescoço, e para esconder é só manter a camisa&amp;nbsp; abotoada. Já a coluna está toda enrugada, herança de um acidente de automóvel em São Francisco de Sales de há muitos anos. Dormiu, acordou com o carro “avoando”...”que dor”. As pessoas o tiraram de dentro do carro. No médico, nem radiografia tirou. Sarou com o tempo. Recentemente fez ressonância magnética. A marca do acidente tá lá, na coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da infância, tem boa lembrança. E reflete: “depois que a gente fica velho a gente tem lembranças de coisas ruins que você tem saudade. Não tem nada pior do que carrear com carro de boi. E eu tenho uma saudade doida. Aquilo tombava, milho caia no córrego e eu lembrando do véio bravo...o pai era uma onça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do relacionamento com os irmãos, as dificuldades não são escondidas: “dizer que o relacionamento é cem por cento é mentira. A família tem gênio; ficam sem conversar; mas na hora do chega, do aperto, os irmãos tão aí...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeiro passos na política&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A política verdadeira, de urna, chegou tarde. Beirava os 35 anos quando foi candidato a primeira vez a vereador, em 1961. Neto de coronel, de título comprado, e com o pai integrante da UDN (União Democrática Nacional), esta iniciação foi inevitável. E entrou numa época onde quase ninguém tinha pretensões de ocupar um cargo de vereador. “Eu não queria, assim como nenhuma outra pessoa. Para arrumar um candidato a vereador tinha que ir uma turma para cercá-lo e não deixar fugir. Naquela época, vereador não recebia salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando te jogam numa eleição, você quer ganhar.” Como o povo vivia em dificuldade, nos meses da política era muita “pedição”. Não estava acostumado com aquilo e achou custoso. &lt;br /&gt;Desse mandato não guarda as melhores recordações. “Vereador não apita nada”. Seu compadre tinha uma rádio, que começou a transmitir a reunião da Câmara. Muito falador, fazia um barulho danado. Ficou bem conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que marcou essa legislatura foi a cassação do prefeito João Carlos Ribeiro. Helvico Queiroz, advogado em Frutal, sobrinho de Alceu, conta a conduta decisiva de seu tio nesta cassação: “No dia da votação, meu tio estava sentado do lado de um vereador que devia apoiar o prefeito. Ele ficou o tempo inteiro conversando com este vereador, para distraí-lo, e não deixar que ele votasse a favor do prefeito. Numa sessão tumultuada, Alceu conversava com o vereador, com a mão sobre a perna dele, não permitindo que levantasse. Na hora que percebeu que ia votar, conversou ainda mais e segurou firme a perna do vereador. Resultado, a votação aconteceu, este vereador não percebeu, e o prefeito foi cassado. Quando perguntei ao tio: _ mas e se ele levantasse? “_ Aí, eu tinha o revólver”, responde. Verdade ou só está contando vantagem? Só ele sabe”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cassado o prefeito, assume o vice. O vice era Celso Brito. Não gostava e não gosta do Celso de graça, por causa de partido político. “Não topo de maneira nenhuma. Não sou inimigo, mas politicamente somos água e óleo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, ficou um bom tempo morando em São Paulo, e voltou. Aproximava-se a eleição de 76. Foi procurado para ser candidato a prefeito. A mulher concordou: tinha que vir pra cidade de qualquer jeito, para estudar os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adversário, Osvaldo Batista de Mendonça, o Osvaldo do Cinquenta, era, segundo Alceu, “homem que olhava por cima, membro da maçonaria”. “Foi uma política braba (sic)”. Certo dia, cruza com o concorrente e o ouve dizer: “ _ Vocês acham que eu vou perder pra um homim (sic) desse?” Eleito, conta o episódio para Osvaldo: “você me ajudou a ganhar a eleição porque aí trabalhei mais...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O primeiro mandato (1977 a 1983)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O primeiro mandato de Alceu ficou marcado por algumas importantes obras. “E não tinha deputado pra me ajudar”, faz questão de lembrar. Uma das principais foi a construção da nova rodoviária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rodoviária antiga ficava no centro, onde hoje é o calçadão. Resolveu transferi-la para o Alto da Boa Vista. Para isso teve que fechar grandes esbarrancados, abrir a avenida Lauriston Souza, construir ponte. Deu uma briga danada. Um dos proprietários da chácara que ficava onde se ergueria a ponte encrencou. Os trabalhadores da prefeitura colocavam estacas e ele ia e arrancava. Foi quando Alceu fez uma proposta “meio boba” para ele.&amp;nbsp; Que proposta foi esta, só Deus sabe. Mas o sujeito não arrancou mais nenhuma estaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia suspeita de que a escritura era forjada. Alceu falou com o juiz: “_ Já tô com a rodoviária pronta, a rua pronta. Como é que eu faço?”. Segundo Alceu, o juiz deu a seguinte resposta:” _ Numa noite, vai com o maquinário e derrube cercas, mangueiras, pés de laranjas.” Um dia de carnaval, o povo lá dançando e as máquinas derrubando tudo. E a ponte foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria construir o posto de saúde municipal Sandoval Henrique de Sá. No terreno morava um policial aposentado, bravo. Disse que não saia. Alceu avisou que precisava da casa, que era da prefeitura e que “ele ia topar um mais bravo - disse assim, vai que dava certo, Alceu ri - vai é sair mesmo”. Saiu, e recebeu um terreno para construir uma nova casa com os materiais da antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a construção da rodoviária, retirou pessoas que moravam na área e deslocou para o que seria a Vila Esperança. Foi muito criticado por isso. O novo bairro não tinha estrutura. Os opositores diziam que estava criando uma Vila dos Pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vila dos cachorros, quando queriam me atingir, diziam Vila dos cachorros. Mas este apelido tem explicação. Um camarada de Votuporanga arrumou alguém e invadiu lá, fez um cômodo de laje, piso de cimento, para colocar coisas de matar vaca. Quando o cômodo foi derrubado ficou uma fedentina só. Quando levava gente pra ver onde seriam os terrenos, estava cheio de cachorros atraídos pelo fedor dos restos de vacas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concorda com as críticas que recebeu por fazer este novo bairro, que segregaria os mais pobres. “A vida anda dessa maneira. Você abre um loteamento, dá de graça (sic), eles vão construindo, vai chegando quem tem um tutuzinho, compra e faz uma casinha melhor. Quem vendeu constrói outro cômodo, compra uns móveis. O dinheiro vai girando. Hoje, lá é uma cidadezinha...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo mandato (1989 a 1992)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No segundo mandato, fez mais de 300 casas, tapou ainda muito esbarrancado, abriu a avenida JK e construiu uma nova sede para a prefeitura.&amp;nbsp; “Tem muita coisa que se faz e não aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz muita rede de esgoto. Cuidei dos vilarejos, levando água, luz, esgoto, posto de saúde. &lt;br /&gt;Passou ao sucessor 72 veículos. No último mês de seu mandato colocou anúncio no rádio dizendo que quem tivesse algo pra receber da prefeitura que procurasse. Esta era uma marca de seu governo. O empresário Adalberto Queiroz confirma: “O Alceu, na frente da prefeitura, sempre pagou em dia”. “Pagava um dia antes e não depois”, finaliza Alceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição de 92 seria histórica em Frutal. Havia uma chapa que prometia mudança, renovação, encabeçada pelo jovem arquiteto Toninho Heitor e o médico Zanto, muito popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mote principal desta campanha era o lema “Nem Celso, nem Alceu”. Alceu diz que esta frase não incomodava, mas a expressão “tô nem aí” dita como “tonin aí”, essa o deixava injuriado. &lt;br /&gt;Mas sabe que é do jogo. Também teve um jingle grudento: “E pra prefeito de Frutal, Alceu Queiroz, Alceu Queiroz, Alceu Queiroz,...”. Um adversário reclamou: “por que não para com essa música? Já tá incomodando.”, e Alceu: “é pra encher o saco mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu nome martelado pelos alto-falantes dos carros, a filhinha de um eleitor quis conhecê-lo. Sabendo disso, assim que venceu a eleição, foi conhecer a garotinha. Ela olhou pra cima, ficou caladinha, despediu e foi embora. No outro dia, o pai o encontrou e contou que a menina disse, assim que Alceu saiu: “pai, mas ele é feio, hein!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha que poderia ter feito mais no fim do segundo mandato. “Sinceramente, pensei que meu candidato ia ganhar e queria deixar o caixa organizado para ele. Devia ter feito mais coisas, gastado toda a verba. Deixei pro Toninho e qualquer buraco que ele tapava, colocava: aqui vai o dinheiro do povo. Falando isso, queria dizer então que eu tinha roubado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que Toninho já o procurou e reconheceu que errou, que não podia ter feito o que fez. Perdoou? Sim - mas não esqueceu, continua na cabeça. “Quanto mais velho, mais guarda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informalidade para resolver questões sempre foi uma característica do político Alceu Queiroz. Resolvia muitas coisas no papel de pão, no guardanapo, enquanto conversava com alguém em um boteco. Tem a fama de ser rude, pavio curto. Não concorda com ela. Diz que sempre foi sincero. Certo dia, Mauro Menezes, importante líder comunitário já falecido, disse ao Helvico, sobrinho de Alceu: “Gosto do Alceu porque ele não tem palavra”, Helvico ficou sem entender; aquilo era o oposto do que se espera, que as pessoas gostem de quem tem palavra. Mauro explicou: “Faço um pedido para o Alceu. Hoje ele diz que não, de jeito nenhum, que não há hipótese. Amanhã ele já diz sim, que se ajeita.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agiu com força uma única vez. “Um vagabundo veio me questionar, já de plano feito, para me tirar do sério e mostrar para a imprensa. Nesse dia, o coloquei pra fora do gabinete, empurrando-o com a cadeira. Mas ele merecia.” Não acha que tem pavio curto. Sempre entendeu os pedidos. Quando alguém o procurava era porque precisava. “Quando é candidato promete tudo. Depois, tem que atender”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhece que teve grandes ajudas nestes seus dois mandatos. Cita o nome de alguns funcionários que foram muito importantes para o seu trabalho: Izídio, Chiquinho Mata, Chico Queiroz. No segundo mandato destaca o trabalho de seu filho, Gilsen Queiroz. “Ele é trabalhador demais. Andava toda a cidade, sabia o que estava acontecendo. E sempre pegou no pesado, não tem moleza com ele, não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Família e rotina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alceu é viúvo da Dona Sebastiana Maria Queiroz. Teve oito filhos, sendo três de um relacionamento anterior. Três filhos já faleceram: Alceuzinho, Elder e Alcimar. São quatorze netos e uma bisneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concorda que vô gosta mais do neto do que do filho. ”Quero bem meus netos demais da conta, mas gosto mais ainda dos filhos que me deram os netos”. Não fica alisando, comprando balinhas, não é avô babão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trabalhar duro a vida toda, a experiência lhe permite o descanso. Alceu gosta de ver tevê, adora assistir novelas. E o futebol? Não é dos programas favoritos, mas ainda assim, assiste. Não gostava muito de futebol, mas de uns tempos pra cá vem gostando. O filho que mora com ele e os netos são Palmeiras, mas “aquele Palmeiras perde demais, não dá pra torcer”. Gosta do Santos, acha o Neymar “engraçadim (sic), um molecão, e joga demais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apreço pela música é bem definido: “gosto de música bonita”. O ritmo sertanejo é o preferido, com Tião Carreiro e Pardinho e Gino e Geno sendo as duplas citadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alceu é um senhor com pouco estudo. Completou o grupo, mas não concluiu o ginásio, como era nomeada a escolaridade da época. Mas a vivência política lhe deu destreza de idéias. Dono de uma risada gostosa e de um gênio decidido, define como deve ser um bom político: “tem que ser humano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Alceu não foi sempre um tocador de obras e pouco voltado para o social? Samuel de Souza e Silva, 78 anos, que quase sempre esteve em campo político oposto ao de Alceu, não concorda com este julgamento: “ele tinha noção que seu trabalho ia atingir todas as pessoas. Havia uma preocupação social, já que ele queria que a cidade crescesse”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alceu diz não ter um ídolo político. Mas, quando dizem que foi o melhor prefeito de Frutal, recusa o elogio e aponta uma admiração: “Dr. Sandoval Henrique de Sá foi o melhor prefeito que Frutal já teve.” Detesta os políticos pára-quedistas. “Eles vem aqui apenas roubar os votos. Não tem compromissos nenhum com a cidade”. Torce para que Narcio e Zé Maia continuem como deputados por muito tempo: “eles mudaram nossa região”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O legado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A vida de Alceu Queiroz é cheia de histórias, ora engraçadas, ora polêmicas, mas sobre sua passagem pelo gabinete o resumo é feito pelo próprio: “No primeiro mandato, peguei um diamante bruto que não consegui lapidar. No segundo, acredito, a tarefa foi concluída. Hoje não quero mais política, não pra mim, mas o envolvimento é inegável.” Político nato, ainda mexe os seus pauzinhos. Opina sobre questões que envolvam a cidade e, claro, sua opinião vale muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas você deve estar se perguntando: e a conversa inicial do texto, o que tem a ver? Simples, além de crer em Deus, Alceu foi um homem que acreditou em Frutal, acreditou que a posição da cidade no Triângulo Mineiro e tão próxima ao estado de São Paulo, seria e ainda é, algo que deve ser explorado com grande potencial de desenvolvimento. E quando teve oportunidade de comandar a cidade por duas vezes fez o que julgava necessário para que esse desenvolvimento acontecesse. Impossível deixar passar a observação de que a Frutal de hoje tem muito de Alceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeita Ciça reconhece: “Alceu será lembrado como um prefeito dinâmico, empreendedor e comprometido com o desenvolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eleições 2012&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alceu: “vou trabalhar para que o Mauri seja prefeito de Frutal”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi começar a entrevista e Alceu já quis falar sobre a eleição. Em sua opinião, o quadro ainda está muito indefinido, “tem muito pré-candidato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instado a opinar sobre alguns destes pré-candidatos não se vez de rogado: “Toninho Heitor já deu o que tinha que dar. O Ésio não serve para Frutal. A candidatura do Lino não é pra se levar a sério. O Romero Brito é boa pessoa, não vejo nada de ruim, acho que até vai ser candidato, mas não a prefeito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alceu já fez sua escolha. E seu candidato é o empresário Mauri Alves, proprietário da Coragro. A chapa dos seus sonhos é Mauri e Romero. A “reunião secreta” citada no corpo da reportagem foi com a prefeita Ciça, justamente para tratar dessa possível dobradinha. O 360 apenas juntou as pontas para chegar a esta conclusão. Após entrevistar Alceu, estivemos com a prefeita Ciça no dia seguinte. Sem saber o que Alceu havia dito, nos informou que havia estado com ele por um longo tempo. Foi só somar 2+2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos de Narcio e Ciça estarão juntos nesta eleição, é o que aposta Alceu. E ele acredita que o nome que encabeçará esta chapa será o de Mauri. Mas, afinal, por que esta escolha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vi o Mauri chegando aqui menino, montando a loja ali no Posto do Paulo. Cresceu, está muito bem de vida. É sério, é preparado. Dos pré-candidatos, ele dá de 10 a 1. Não digo de 10 a 0 pra não humilhar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alceu está confiante: “Essa política está fácil. Temos que fazer as coisas com calma. E estou trabalhando nos bastidores como se fosse minha candidatura. Acho que vai dar tudo certo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinqüenta anos de eleições. É bom prestar atenção no que diz o “velhinho”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-121096619991365563?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/121096619991365563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/um-certo-alceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/121096619991365563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/121096619991365563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/um-certo-alceu.html' title='Um certo Alceu'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3VqzHtDDdIE/TxXLpUN_RmI/AAAAAAAAAIw/gs2i7V1oUTo/s72-c/alceu1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8244771089761617346</id><published>2012-01-17T10:29:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T10:29:32.894-08:00</updated><title type='text'>Abobrinhas, tomates, Gran Torino...</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma criatura de hábitos, de rotinas. A quebra da normalidade sempre me angustia, desconforta. Acomodação, dirão uns. Medo do novo, dirão outros. É um jeito de se levar a vida, direi eu. Nem melhor, nem pior. Meu jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro destas rotinas está o domingo. O meu jeito de viver o domingo. E o meu domingo perfeito certamente será muito diferente do domingo perfeito de quase todos: céu cinzento, frio, chuva fina, fórmula1 de manhã, almoço com amigos, jogo do Flamengo à tarde, Manhattan Connection à noite, e o sono dos justos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta rotina de domingo há a inescapável visita à feira. A compra de abobrinhas, tomates, frangos caipiras, as pechinchas da hora da xepa, o pastel, a conversa com os amigos, os cumprimentos aos conhecidos. Sempre igual, e sempre muito bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no meio desta rotina, há a sessão cinema que, na falta de um, torna-se sessão DVD. Muitas vezes, é pipoca sem compromisso, entretenimento puro. Em outras, a profundidade é o prato do dia. Nem sempre os filmes entregam o que prometem, mas quando o fazem é deleite puro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim um domingo com Gran Torino. O filme de Clint Eastwood, disponível nas locadoras já há bastante tempo, é uma pequena obra-prima. Pequena porque filme de baixo orçamento, feito em pouco mais de um mês. Só que Clint hoje é um arquiteto da imagem com pleno domínio sobre arte que exerce. Como a idade fez bem ao velho durão de Hollywood. É o grande nome vivo do cinema clássico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema não é fábula, não precisa ter lição de moral ao seu término. Estes filmes que pretendem passar uma mensagem edificante quase sempre são apenas chatos. Já Gran Torino é cinema de outro calibre e nos dá uma lição de redenção, de tolerância, de modo seco, direto. É um soco bem dado no fígado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o filme para a turma na qual dei aula de ética jornalística. E o que tem a ver este filme com ética jornalística?, perguntarão os idiotas da objetividade. E quem disse que jornalista tem que ler ou ver apenas temas ligados ao seu mundinho?, digo eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o término, havia um silêncio respeitoso. Conseguir um silêncio, ainda por cima respeitoso, de uma sala de universitários não é tarefa fácil. Mas as pessoas reconhecem quando estão diante de uma grande obra de arte. Era o caso. As garotas da sala estavam com os olhos vermelhos pelo final impactante. É uma obra de alto calibre. Se ainda não viu, veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lausamar Humberto, jornalista e professor universitário, é editor do 360.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8244771089761617346?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8244771089761617346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/abobrinhas-tomates-gran-torino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8244771089761617346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8244771089761617346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/abobrinhas-tomates-gran-torino.html' title='Abobrinhas, tomates, Gran Torino...'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5148050946796991198</id><published>2012-01-17T10:27:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T10:27:38.310-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo, velhas discussões e boas decisões</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Ana Carolina Araújo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou docente do ensino superior há seis anos. Esse tempo me deu a certeza de que a educação superior faz a diferença na vida das pessoas e, conseqüentemente, na sociedade de maneira geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso com embasamento. Basta cruzar os dados do último Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Ministério da Educação em novembro de 2011 e as notícias do desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste na última década. O Censo detectou que o percentual de matrículas no ensino superior nas regiões citadas acima aumentou de 2001 a 2010, em contrapartida ao decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investimentos governamentais e da iniciativa privada, em especial no Nordeste, têm exigido mão de obra qualificada para atender a demanda de novas indústrias, do setor de serviços (com destaque para o turismo) e da construção civil. Dados do IBGE mostram que entre 1995 e 2007, a participação do Nordeste no PIB (Produto Interno Bruto) nacional aumentou de 12% para 13,1%. Com a economia em plena expansão, até mesmo os fluxos migratórios tradicionais diminuíram no país nos últimos 15 anos. Ainda segundo o IBGE, a corrida para o Sudeste, que marcou as décadas de 1960 a 1980, deixou de existir. O estudo aponta que a principal razão para a migração interna no país é a oferta de emprego. Qualificados, trabalhadores do Nordeste não precisam mais sair de sua região e têm sido um dos motores propulsores do desenvolvimento naquela área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa introdução foi para justificar minha surpresa quando qualquer formação superior seja desqualificada. E, então, entro no assunto que me concerne: a formação superior de jornalistas. Adianto que aplaudo a decisão da Câmara de Frutal em aprovar, no final de 2011, a exigência do diploma para jornalistas que queiram atuar como assessores de imprensa na casa. Respeito muito os jornalistas não diplomados que atuam com brilhantismo na profissão. Mas eles são cada vez em menor número. O mercado da comunicação, hoje, se difere muito do cenário de 15 anos atrás. Era fantástico quando um jovem adentrava uma redação e os veteranos tinham tempo (e paciência...) para explicar as minúcias da profissão. Era uma época de redações cheias, quando o mercado se responsabilizava pela boa formação do jornalista. Hoje, simplesmente, não há tempo ou disponibilidade. As redações são enxutas, o tempo de fechamento está mais apertado. O jornalista precisa chegar minimamente qualificado ao mercado para iniciar sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando digo qualificado, não me atenho às técnicas de apuração e redação da notícia. Refiro-me à experiência de vida que uma universidade proporciona. O Censo do Ensino Superior mostra que calouros de universidades estão se matriculando mais jovens. A média de idade é de 26 anos. E além de muita informação técnica, o que o ensino superior proporciona a esses jovens é a oportunidade de conhecer outras pessoas, com diferentes interesses. É participar de uma cultura universitária que não inclui somente informações específicas da profissão, mas que trará ao indivíduo uma ampliação da visão de mundo, o tempo para a reflexão, a oportunidade para que se formem, além de profissionais qualificados, seres humanos capazes de mudar a realidade em que vivem e que, no mínimo, possam se posicionar de maneira ética e responsável diante dos mais variados conflitos que enfrentarão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para deixar bem claro, sou a favor da Proposta de Emenda Constitucional que torna obrigatório o diploma de nível superior em jornalismo para o exercício da profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, sinceramente, que seja aprovada em segundo turno no Senado e na Câmara. Não por razões corporativistas. Mas porque acredito, como jornalista e educadora, que profissionais que passam por universidades são seres humanos que podem fazer a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ana Carolina Araújo é jornalista e coordenadora do curso de Comunicação Social da UEMG – Campus de Frutal.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5148050946796991198?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5148050946796991198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ano-novo-velhas-discussoes-e-boas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5148050946796991198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5148050946796991198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ano-novo-velhas-discussoes-e-boas.html' title='Ano Novo, velhas discussões e boas decisões'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6528090339106640996</id><published>2012-01-17T10:25:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T11:17:12.735-08:00</updated><title type='text'>Ponto Crítico - É honesto?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lEmvrFK9nT8/TxXJKEE7L5I/AAAAAAAAAIo/2CMi59iqZoU/s1600/pontocritico.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://4.bp.blogspot.com/-lEmvrFK9nT8/TxXJKEE7L5I/AAAAAAAAAIo/2CMi59iqZoU/s320/pontocritico.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano é ano de campanha. E todas as notícias envolvendo corrupção que nos tem rodeado, vide os ministros que têm caído como peças de dominó, trazem à baila a questão da honestidade. E os marqueteiros de plantão já perceberam isso há um bom tempo. Marca clara nas campanhas políticas mais recentes: a valorização da honestidade pessoal do candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais esperado. As campanhas atuais são comandadas por experientes profissionais do marketing e da propaganda. Se a honestidade é um diferencial importante para o seu produto tenha certeza que ela será estampada na testa do candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o candidato é realmente honesto pouco importa. Se for o que os eleitores-consumidores desejam, o coordenador político de plantão não lhes negará este pedido. E tome slogans: “honestidade acima de tudo”, “fulano é o prefeito mais honesto que Brogodó já teve”, “honestidade, capacidade e trabalho” e outras baboseiras mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marqueteiros se defenderão. Se o candidato possui algumas manchas em sua honestidade, estas manchas devem ser apagadas, pelo menos até a eleição. Agora, se o candidato é imaculado, de reputação ilibada, por que não se aproveitar de uma de suas mais visíveis e admiráveis qualidades? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marqueteiros têm razão. Afinal são profissionais pagos, e muito bem pagos, para dourar a pílula da melhor forma possível. Todas estas considerações são feitas por jornalistas chatos, irritados com o baixo salário e sem coisa melhor pra fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como grande admirador desses profissionais, acredito na candura de todos os candidatos. São honestos, honestíssimos. Mas me pergunto: e daí? Conheço muitas e muitas pessoas que são honestas e que nem por isso saem alardeando esta qualidade aos quatro ventos e nem são candidatas a coisíssima nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto. Não devíamos esperar de nossos candidatos uma carta pública atestando sua honestidade. Para postularem um cargo público – de&amp;nbsp; representação, é bom lembrar – ser honesto é o mínimo. Por isso esta deveria ser a primeira pergunta que nos faríamos para definir nosso candidato. Fulano de tal é honesto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante qualquer campanha eleitoral se faça este questionamento. Se a resposta for SIM pode continuar avaliando o candidato. Agora se a resposta for NÃO pare por aí. De nada lhe adiantará saber se o candidato é um bom administrador, um grande empreendedor, um líder regional, uma pessoa ligada ao social. A primeira resposta já deve tê-lo eliminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se depois desta sua avaliação crítica ninguém tiver passado pela sua peneira, a coisa então estará preta, e tenha certeza que há algo de errado com você ou com os candidatos. E para o bem e a alegria geral da nação, e sem querer ser portador de mau agouro, reze pra que seja com você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6528090339106640996?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6528090339106640996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ponto-critico-e-honesto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6528090339106640996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6528090339106640996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ponto-critico-e-honesto.html' title='Ponto Crítico - É honesto?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lEmvrFK9nT8/TxXJKEE7L5I/AAAAAAAAAIo/2CMi59iqZoU/s72-c/pontocritico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7237278021510317894</id><published>2012-01-17T10:21:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T11:13:21.093-08:00</updated><title type='text'>Os protetores de plantão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nVt_nsZ9MO0/TxXIQEdzFfI/AAAAAAAAAIg/2Pwm64vIXE4/s1600/bombeiro12.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-nVt_nsZ9MO0/TxXIQEdzFfI/AAAAAAAAAIg/2Pwm64vIXE4/s320/bombeiro12.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Priscila Minani &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvar vidas. Talvez esse seja o objetivo que torna a Corporação de Bombeiros a instituição mais respeitada pela sociedade. Em suas fardas e com viaturas vermelhas, devem estar sempre prontos para qualquer ocorrência ao toque da sirene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incêndios, acidentes, enfartes, captura de animais, afogamentos, desabamentos, inundações... É triste, mas os bombeiros vivem, na maioria das vezes, próximos de tragédias. Viver assim não é fácil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias são colocados à prova da vida e da morte. Pode ser que seja um dia tranquilo, somente cumprindo horário de serviço e fazendo plantão. Mas pode ser que o pelotão seja convocado a lidar com uma situação, por exemplo, de pessoas presas em ferragens em um grave acidente, o que requer muito esforço e concentração. O cotidiano é incerto, mas a vontade de ajudar é o que move esses profissionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal impressão é percebida quando se pode acompanhar de perto o trabalho deles. Por isso, na manhã do dia 3 de novembro de 2011 a equipe 360 estava a postos no quartel do Corpo de Bombeiros de Frutal. Por volta das 9 horas somos apresentados à estrutura do lugar. O soldado Tiago Fachinelli fala sobre a demanda de Frutal. Por ser uma cidade interiorana, é calma. Enquanto pronunciava essas palavras, a sirene tocou, como que desafiando o soldado. O serviço o chamava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicações interrompidas, pois a agilidade é primordial. O chamado no 193 era pra um caso de suspeita de AVC, o popular derrame. Poucos segundos de movimentação e estavam todos prontos para o socorro. Fomos autorizados a acompanhar a ação, desde que num carro particular. Assim o fizemos. No caminho, uma verdadeira perseguição à viatura, afinal tratava-se de uma emergência. Chegando ao local as ações são rápidas e logo a vítima é levada ao hospital. Frei Gabriel ou São José? O destino é definido de acordo com a propriedade ou não de plano de saúde. Enquanto acompanhávamos o trabalho dos bombeiros, um senhor, conhecido da família, estava no local e antes que eu perguntasse, já deu seu depoimento: “Acho o Corpo de Bombeiros melhor para Frutal do que a ambulância, porque eles são estudados para isso e são muito atenciosos e cuidadosos”, declarou Jades Reis da Silveira. Prova espontânea de admiração e reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A vida do quartel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Já que é para cumprir horário em prontidão, ou seja, 24 horas de serviço por 48 horas de descanso, que seja num lugar confortável. O quartel frutalense possui boas instalações. A estrutura, além de compreender o espaço destinado ao trabalho, ainda possui área para a prática de atividades físicas, como campo de futebol, quadra e piscina. O alojamento e a cozinha dão um ar caseiro ao lugar que acaba se tornando o lar dos profissionais no plantão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito horas da manhã. Inicia-se a jornada. Passos calmos de quem ainda está sonolento, levam os bombeiros à sala de serviço. Um bom dia aqui, outro ali e as conversas fiadas com os colegas de trabalho a qualquer momento podem ser interrompidas. Se o telefone toca, a indicação da ocorrência é dada por um dispositivo com quatro cores de lâmpadas posicionado na parede frontal do quartel. Se a vermelha acender é sinal de que será um resgate; a verde indica salvamento; e a amarela e a azul representam os casos de socorro. Independente da cor, o caso é o mesmo: o papo muda e a seriedade e compromisso com o profissionalismo são as vozes da vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, o carro vermelho com o soar da sirene deixa olhares preocupados por onde passa, pois se está apressado é sinal de que alguém corre risco e qualquer minuto pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa. Assim que a correria passa, o retorno ao quartel é tranquilo. No período entre as ocorrências, o clima é de descontração, até porque todos precisam recuperar as energias diante das situações do expediente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cerca de 30 bombeiros que formam o efetivo de Frutal. Comandados pelo Sargento Leopoldino, eles têm à sua disposição viaturas e um barco para salvamento. Em média, são sete no plantão diário, que se dividem nos trabalhos. Quando não é possível que estejam todos, o serviço se torna mais complicado, porém não deixa de ser bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades de Itapagipe, Limeira d’Oeste, Iturama e São Francisco de Sales estão entre as que são cobertas pelo comando de Frutal. Trata-se de uma região muito grande para um efetivo muito pequeno. Outra dificuldade é a falta de referências por parte da sinalização e das pessoas que requerem o serviço. O tempo perdido nessa situação pode mudar os rumos da vida de uma pessoa. Isso ainda deve ser melhorado para que a prestação de serviços possa ser cada vez mais eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A escolha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser corriqueira a maioria dos atendimentos, a pressão é constante. Aliás, tem que ser dessa forma. Pois, mais hora, menos hora, pode ser que a monotonia seja quebrada e o psicológico deve estar preparado. Por isso, desde o curso de formação, o emocional e a pressão são trabalhados a todo instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa mais difícil nem é a do socorro, mas a de voltar ao quartel como se não tivesse saído, lidando com o sofrimento de forma natural. Não é frieza emocional, é necessidade profissional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que Tiago Fachinelli tem vivido. Há três anos na corporação, diz gostar cada vez mais do que faz. Sempre gostou de correr riscos e essa profissão lhe agrada. Por fim, a repórter pergunta: “já pensou em desistir?”. A resposta: “Nunca. Na época do curso de formação vivemos o extremo para saber se é isso que queremos, e eu tenho certeza”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7237278021510317894?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7237278021510317894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/os-protetores-de-plantao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7237278021510317894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7237278021510317894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/os-protetores-de-plantao.html' title='Os protetores de plantão'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nVt_nsZ9MO0/TxXIQEdzFfI/AAAAAAAAAIg/2Pwm64vIXE4/s72-c/bombeiro12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7109502694069422642</id><published>2012-01-17T10:11:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T11:10:21.052-08:00</updated><title type='text'>Quem não sonhou?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KWmVTXMyShk/TxXHgLDzQnI/AAAAAAAAAIY/WGRsommz_ic/s1600/Alisson+Ribeiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-KWmVTXMyShk/TxXHgLDzQnI/AAAAAAAAAIY/WGRsommz_ic/s320/Alisson+Ribeiro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam o que quiser. Do menos fanático, do menos habilidoso até o mais apaixonado torcedor de futebol, todo garoto já chutou uma bola. E um dia, ou esse garoto ou alguém à sua volta já disse: “vai ser jogador de futebol”. E quem não sonhou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assiste ao clipe da música “É uma partida de futebol”, do Skank, ouve: “o futebol é um ramo da arte. Arte popular.” A seguir, um belo solo de guitarra e, sem dúvida, um dos melhores resumos sobre o que é um jogo. Definições simples, que deixam claro a função de cada jogador no campo. A parte menos feliz do clipe é, para este paulista que vos escreve, mostrar uma partida entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, mas isso, é detalhe, mero detalhe de regionalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo garoto se identifica com ela. Que moleque, com seis, sete ou até vinte anos já não sonhou entrar num estádio lotado para fazer aquilo que mais gosta: jogar futebol. São raras as exceções, assim como são raros os que conseguem realizar este sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, a história é esta: um garoto simples, que joga o seu futebol no campinho de terra, ainda sem nenhum calçado. Alguém passa por ali, o observa. E gosta! E o leva para testes, para treinos, até que dá certo. Um novo Pelé? Um novo Garrincha? Bem, são suposições injustas. Jamais haverá outro jogador como Pelé, como Garrincha, ou até mesmo um Felipe Melo. O novo aspirante a astro do mundo da bola é único. Pode ser habilidoso ou cabeçudo, como muitos definem o nosso volantão da última copa, mas cada jogador tem a sua característica. Arquétipos – a mini-história do começo do parágrafo – existem apenas na teoria, exceto para Jung, nome famoso da psicologia analítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, além do dinheiro e da fama – alcançados por uma minoria – por que ser jogador de futebol? Por que passar tanto tempo longe de casa, para depois, os amadores, entrar nestes micros coliseus contemporâneos que são os campos da várzea na esperança de ser visto e sair do anonimato, se tornar minoria, exceção? É impossível explicar paixão, esperança e prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se é pequena a parcela de pessoas que vivem esse sonho, até que isso se torne realidade, a possibilidade sempre existe. E existe em qualquer lugar do mundo. Seja em Marselha, França, onde nasceu Zidane. Seja em Ypacaraí, Paraguai, terra de um dos melhores zagueiros da Copa de 1998, Gamarra. Seja em Paulista, interior do Pernambuco, terra de Rivaldo, o grande jogador brasileiro, ao lado de Ronaldo, na Copa de 2002. Em qualquer lugar do mundo, existem talentos, existem pequenos diamantes, pedras brutas à espera da lapidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alisson Ribeiro, o beque de Fronteira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O leitor provavelmente ainda não ouviu falar de Alisson. Nascido no dia 10 de fevereiro de 1994, na cidade de Fronteira, o jovem atua hoje como zagueiro do time sub-18 do Internacional Sport Club.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da pequena história sobre surgimento de jogadores, descrita acima, Alisson não foi visto em um campinho de terra. E para os argumentadores de plantão, isto não é uma contradição. Serve para mostrar que cada história é uma história e reforçar a idéia: os arquétipos são, na maioria das vezes, pura teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à história do beque de Fronteira. Há quatro anos, Alisson começava a dar os primeiros passos no caminho para o Rio Grande do Sul. Treinava na escolinha municipal de sua cidade, até que, dois anos depois (2009), surgiu a oportunidade de jogar um campeonato regional, em São José do Rio Preto. Fronteira participou e o zagueiro despertou o interesse do nosso outro personagem, Afranio Vieira Junior, frutalense, professor de educação física e então técnico do América de Rio Preto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessado no futebol do atleta, Afranio o convidou para uma semana de treinamentos em Rio Preto. A semana foi de trabalho intenso, com saldo positivo. Alisson permaneceu na cidade paulista até meados de 2010, obteve bons resultados. Teve altos e baixos como todo atleta, mas nunca desistiu. “O Alisson é focado, sério, já passou por fases difíceis e sempre buscou melhorar. É muito maduro, característica importante para não ficar deslumbrado com o mundo do futebol e alcançar seus objetivos.”, diz Afranio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rio Grande do Sul, o beque está fora de casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em março de 2010, Alisson viu a oportunidade de mudar a vida. Um DVD com lances do atleta e um jogo completo foi levado para dirigentes do Internacional. Novamente o garoto foi convidado para ficar uma semana treinando sob a análise de profissionais que buscam transformar a pedra bruta. O resultado? Aprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um mês e o contrato com o Internacional seria assinado. Alisson conta como foram os dias que ficou na capital gaúcha antes da assinatura: “O começo é bem difícil. Até assinar o contrato é assim. Mas hoje o clube oferece toda a estrutura necessária para o nosso melhor desenvolvimento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zagueiro, que começou em Fronteira, numa escolinha simples, é hoje atleta da Agência N2Sports, já foi campeão gaúcho – em cima do Grêmio –, 3º colocado em campeonatos nacionais e coleciona títulos de torneios regionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar deste mundo de títulos, contratos, boa estrutura, ninguém substitui a família e isso ficou claro, ao ouvir as palavras de Alisson pelo telefone “A saudade de casa é complicado. Eu saí com 14 anos e minha adolescência foi trabalhar, mas o que aperta mesmo é a saudade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Talentos por todos os lados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Além de Alisson, Afranio conta que existem outros jogadores da região que estão em grandes clubes. Na cidade de Frutal mesmo, o garoto Gustavo, que começou em 2006 na Escolinha Gol de Placa, hoje é capitão da equipe Sub-15 do Noroeste de Bauru. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, portanto, provado por A + B, que talentos existem por todos os lados, mas só talento não basta. “A formação da família é importante. O Alisson, por exemplo, já trabalhava quando começou a jogar bola e os pais sempre estiveram ao lado dele. Tenho certeza que se ele não conseguir ser um jogador profissional, será uma excelente pessoa. A família sempre o ajudou.”, analisa Afranio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incentivo ao esporte é outro fator de grande relevância. Por mais que exista uma lei, com este nome, é difícil trabalhar na formação de jovens atletas. Afranio trabalha como professor, mas poderia estar na busca de garotos que formassem uma equipe e representassem a cidade. “Voltei para Frutal e ninguém me procurou para desenvolver um projeto com crianças e descobrir novos talentos, aí fica difícil mexer com futebol.”, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível transformar sonhos em realidades, mas, primeiro, é necessário transformar aspirações em realizações. Apoiar, incentivar o esporte. Se virão atletas bons ou ruins, é secundário. A formação como cidadão vai além. Sonhar não faz mal algum, pelo contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7109502694069422642?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7109502694069422642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/quem-nao-sonhou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7109502694069422642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7109502694069422642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/quem-nao-sonhou.html' title='Quem não sonhou?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KWmVTXMyShk/TxXHgLDzQnI/AAAAAAAAAIY/WGRsommz_ic/s72-c/Alisson+Ribeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-3471574442659144122</id><published>2012-01-17T10:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T11:08:09.381-08:00</updated><title type='text'>A ilha da magia dos sabores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TLEy8goi_8Y/TxXG1PUkIHI/AAAAAAAAAIQ/uTupRcq6-vk/s1600/Caipirinha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://2.bp.blogspot.com/-TLEy8goi_8Y/TxXG1PUkIHI/AAAAAAAAAIQ/uTupRcq6-vk/s320/Caipirinha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repórter que aqui vos escreve esconde um entusiasmo: a gastronomia. Não só pela formação acadêmica na área, mas por ter passado a vida em torno de fogões, com mãe e avó cozinheiras de mão cheia. Assim como os sabores caseiros, as novidades são bem-vindas. É preciso comer de tudo, já dizia a minha mãe. E foi seguindo seu sábio conselho que em minha última viagem relâmpago, deixei a praia de lado e fiz um tour gastronômico pelo Mercado Público Municipal de Florianópolis, provando sabores e aromas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As admiráveis praias do sul brasileiro encantam por suas águas claras de areia branca. Floripa não fica atrás. A ilha tem cerca de cem praias, entre essas estão: Brava, Canasvieiras, Ingleses, Jurerê, Santinho, Praia do Forte, Joaquina, Mole, Armação, Morro das Pedras e Açores. Na chegada à ilha da magia, fica praticamente impossível não se envolver pela beleza da Ponte Hercílio Luz, um cartão-postal de botar inveja em qualquer maravilha do mundo moderno. Durante a noite, a beleza arquitetônica da ponte se evidencia com as luzes reluzindo seu reflexo no mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Turismo Gastronômico &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A ilha de Santa Catarina tem como base gastronômica os peixes e frutos do mar, apesar de contar com casas típicas italianas, japonesas, entre outras. No Mercado Público são encontrados os pescados mais bonitos da cidade. São diversos boxes com peixes frescos, crustáceos e moluscos. Há também uma imensa variedade de grãos, verduras, legumes, frutas, peças de carne defumada e artesanatos. O espaço construído em 1899 contava com apenas uma ala de espaços para vendas, a outra ala e um vão ligando as duas partes do mercado foram feitos em 1915. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o mercado abriga 140 boxes com mercadorias diversificadas e bares. Entre os bares internos, o Box 32. Fundado em 1984, o local é conhecido como o balcão mais democrático do Brasil, pois nele se sentam pessoas de todas as classes sociais. No cardápio, que, diga-se de passagem, existe disponível em sete idiomas, mais do que se espera de um bar de mercadão, pratos recheados de peixes, camarões, outros frutos do mar e as cachaças 32. O pastel de camarão com 100 gramas de recheio e as ostras frescas são, segundo o garçom Marcelo, os pratos mais pedidos. As apetitosas pernas de rãs fritas e empanadas não passam despercebidas. Suculentas e exóticas, aguçam a curiosidade e matam a fome dos freqüentadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma ala e outra do mercado, um vão a céu aberto, e outros bares e restaurantes. Com música ao vivo, andarilhos, vendedores ambulantes e pombos, o lugar é preenchido de mesas e pessoas. O ambiente pitoresco e descontraído faz jus a um Mercado Municipal centenário. O chopp na caneca de 500 mililitros faz-se presente em praticamente todas as mesas, o calor e os petiscos servidos servem de ajuste perfeito para acompanhar a bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as especiarias é possível provar o Congrio, peixe de carne branca macia e com poucos espinhos, grelhado, acompanhando de pirão, arroz branco, salada e molho de camarão pela bagatela de R$50. O preço amigo chamou à atenção já que, na noite anterior,&amp;nbsp; em um famoso restaurante italiano de Florianópolis, o mesmo pescado, em porção menor, acompanhado de talharim, bolinhos de purê de batata e brócolis não saiu por menos de R$150. Iscas empanadas de peixe acompanhado de caipirinha de limão com cachaça espantam o cansaço do passeio, a fome da tarde e o calor de um sábado de primavera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sábados, dia em que estive no local, o Mercado Municipal fecha às 12h. Já os bares que estendem as mesas na rua, fecham às 15h. Aos domingos nada funciona. Curioso é que, de acordo com alguns comerciantes, as praias ficam lotadas aos sábados e domingos não apenas pelos turistas, mas pelos próprios florianopolitanos, que aproveitam para aproveitar as belezas da terra natal, algo diferente do que se vê em muitas cidades litorâneas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Turismo cultural&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É preciso pés em sapatos confortáveis, roupas leves, sacolas ecológicas para guardar as compras e muita disposição para caminhar entre as subidas e descidas do centro histórico de Florianópolis. As ladeiras forradas de paralelepípedos, ladrilhos e calçadas de pedras portuguesas cansam até os mais atletas.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alfândega, vizinha do Mercado Público Municipal, abriga na sua frente uma feira livre onde é possível comprar artesanatos, discos de vinis, caricaturas, pinturas, livros antigos e até um pão com linguiça. Existe também um aglomerado de barracas que vendem queijos, panelas de barro, artesanatos de renda, carnes defumadas, lingüiças, salames e outros embutidos. O Largo da Alfândega é ponto de encontro de artistas que se apresentam no palco do chafariz e turistas que buscam um passeio cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calçadão histórico-comercial da Rua Felipe Schmidt não perde em beleza. No local, além do comércio das lojas e galerias, vêem-se vendedores ambulantes aos bocados. No chão de pedras portuguesas eles estendem sua mercadoria, cena semelhante à da Rua 25 de Março em São Paulo. Ainda nesse endereço, a Igreja de São Francisco, inaugurada em 1815 ,preserva os traços originais do período colonial. Na entrada, vários pedintes esperando doação, fato comum, já que pertence à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que protege os desafortunados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto I – Centro Histórico, Área Central de Florianópolis – também inclui o Museu Histórico de Santa Catarina. O Palácio Cruz e Sousa foi construído para ser Casa do Governo. Nele se abrigaram governadores no Brasil Colônia, presidentes da província no Brasil Império e chefes do poder executivo estadual no Brasil República. Após anos como sede do poder executivo, o palácio se transformou em museu fazendo parte das obras sócio-culturais do centro da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis não é a ilha da magia por acaso. Mas também não é apenas de resorts e jurerês que ela é mundialmente conhecida. A ilha é um importante centro histórico brasileiro. Há na cidade uma ponta da vasta história do nosso país em cada esquina. Prédios com traços coloniais, os artesanatos à venda, o jeito de vender o pescado e a educação dos habitantes. Cada segundo em Floripa compensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-3471574442659144122?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/3471574442659144122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ilha-da-magia-dos-sabores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3471574442659144122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3471574442659144122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/ilha-da-magia-dos-sabores.html' title='A ilha da magia dos sabores'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TLEy8goi_8Y/TxXG1PUkIHI/AAAAAAAAAIQ/uTupRcq6-vk/s72-c/Caipirinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-3163993324630018168</id><published>2012-01-17T10:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T11:04:45.936-08:00</updated><title type='text'>SWU 2011 #EU TAVA LÁ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u1m8q8YqgbU/TxXF9AJDrNI/AAAAAAAAAII/2EylRbG1Hs8/s1600/swu1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-u1m8q8YqgbU/TxXF9AJDrNI/AAAAAAAAAII/2EylRbG1Hs8/s320/swu1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Thaís Fernandes&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 180 mil pessoas nos três dias de Festival. O SWU (Começa com Você) reuniu música e artes com o intuito de disseminar trabalhos e discussões sustentáveis. Os cabelos denunciavam a diversidade: dreads aos montes, moicanos, chapinhas, black powers. A grande maioria viajou muitas horas até chegar ao evento, mas a verdade é que a viagem ao lado de amigos ou mesmo de desconhecidos com algum gosto em comum, já é grande parte da aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em três dias, artistas nacionais e internacionais se dividiram nos mais&amp;nbsp; diferentes estilos. Do reggae para o eletro, até o legítimo rock’n roll. Com 1,7 milhão de metros quadrados o Festival abrigava além dos palcos musicais, diversas intervenções artísticas e, ainda o II Fórum Global de Sustentabilidade. As palestras e debates ocorreram durante as manhãs e as tardes de todos os dias. Para quem já tivesse o ingresso bastava se inscrever e participar de graça. O Fórum contou com convidados de peso como o músico e pacifista Neil Young e a diretora de cinema Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças e As melhores coisas do mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura do Festival contou com muito rap e reggae. E quem escolheu o primeiro dia não se arrepende. Marina Toniollo Reis, 20, estudante de Comunicação Social na UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), planejava desde junho deste ano a viagem ao Festival.&amp;nbsp; “Quando meus amigos me falaram e fiquei interessada, combinamos de ir todos juntos”. A turma que decidiu viajar quase 12 horas até o SWU era formada por seis estudantes da UEMG, Campus de Frutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de opções locais fez os amigos suarem pra conseguir um meio de transporte. “Foi dificílimo encontrar transporte. De tanto eu ir atrás, lembrei de uma excursão que fizemos para o programa Altas horas e o guia Claudinei me passou o cartão dele, entrei em contato. Como ele é de Rio Preto, me informou sobre uma excursão de uma agência de lá. Todo mundo concordou e fomos com eles. O único problema era que a excursão saia de Rio Preto, mas nós demos um jeito... fomos de táxi, hehehe... e no final deu tudo certo.”, brinca Marina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todo o esforço foi recompensado com a chegada ao local do evento. “Valeu&amp;nbsp; a pena sim, cada minuto de ansiedade e de insônia.”, afirma Thiago Couto, 21, um dos seis estudantes que saíram de Frutal rumo ao primeiro dia de Festival SWU. Marina lembra ainda o que passava por sua cabeça antes da chegada: “Expectativas foram muitas. Queria muito participar de um festival mundialmente conhecido e com tantas atrações. Primeira sensação? Olha aonde eu tô! Foi demais, é enorme! Olha a estrutura desse lugar.”, impressiona-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show mais falado do dia 12 certamente foi o do Black Eyed Peas. Thiago ressalta o carisma do grupo americano. “Curti sons até mesmo antes desconhecidos. A energia, a “vibe” te faz curtir! Surpreendi-me com o show do Marcelo D2 e do BEP! Sensacional é pouco”, enfatiza Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os shows internacionais foram os mais esperados e surpreendentes para os amigos. “Snoop Dog foi demais, foi um show muito bom. Meus amigos todos comentaram que adoraram o show. E negativamente foi o Kayne West, chato até!”, relembra Marina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que em meio a tantas opções, foi preciso definir bem o que cada um queria fazer. Por isso a primeira parada foi por um dos ambientes de intervenção artística, para depois seguirem para a Tenda Heineken, onde estavam os Dj’s. “Devido ao enorme espaço e aos shows simultâneos não tive a oportunidade de fazer tudo, porém fiz tudo o que eu dei prioridade.”, afirma Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante, que cursa o 4º período de Administração, esteve seu primeiro grande Festival e conta que já guarda grandes lembranças. “A sensação é única, não me sentia no Brasil. Eu me sentia como em um festival na Inglaterra ou qualquer outro festival internacional fora do nosso país, que para eles já é freqüente. Grandes artistas nacionais e internacionais fizeram com que eu não desistisse ou deixasse essa oportunidade passar.”, ressalta Thiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Apesar de ficar super cansada, não conseguir dormir no ônibus e ficar 48 horas acordada, valeu a pena. Quero essa aventura de novo!”, diz Marina que relembra ainda que a companhia dos amigos foi essencial para tornar a experiência inesquecível: A viagem foi maravilhosa. Só risadas, vale a pena, quero repetir!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a 73 atrações musicais, os interessados tiveram que escolher bem em qual dia comparecer. E a preferência frutalense ficou mesmo com o último de dia de Festival. O dia 14 de novembro reuniu bandas que tem em comum o rock e os fãs devotos, incluindo um ônibus lotado de frutalenses. Kaio Cesar, 23, estava de olho no Festival desde sua primeira edição no ano passado: “Não poderia perder a segunda. A expectativa era de um festival alternativo, com muito rock e sem violência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua lista de preferências, Kaio destaca as bandas Alice in Chains e Stone Temple Pilots. Mas como todo grande evento, este também proporcionou surpresas. “A banda Down eu praticamente não conhecia e foi espetacular. Já a Primus foi uma merda e todo mundo falava que era uma banda fodida.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem, que já esteve em outros festivais, destaca a estrutura e a qualidade das bandas no SWU: Com certeza foi o maior festival que já fui. Os diferenciais foram as bandas dos anos 90, com certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele não se abala com a idéia de viagem cansativa de bate-volta. “Pra quem mora em Frutal, se quiser ir a show grande tem que enfrentar viagem longa, então eu sempre encarei essas viagens de cinco ou mais horas. E é sempre bom, porque a viagem também faz parte da diversão. É praticamente um evento a parte.”, confirma Kaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a experiência de um grande Festival os três aventureiros são unânimes: Sim, eles pretendem repetir a dose. “Com certeza, se o line up do SWU 2012 estiver legal como em 2011 eu irei. E estou planejando de ir ao Lollapalooza em 2012... vamos ver.” comenta Kaio Cezar. Marina também tem planos para o Festival Lollapalooza que ocorrerá em São Paulo, em abril do ano que vem. “Umas das minhas bandas favoritas vai tocar, o Foo Fighters! Eu to morrendo de vontade de ir. Se eu tiver grana eu vou!”, explica. E Thiago&amp;nbsp; completa: “As economias de universitário que sou, já estão sendo feitas!”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-3163993324630018168?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/3163993324630018168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/swu-2011-eu-tava-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3163993324630018168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3163993324630018168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/swu-2011-eu-tava-la.html' title='SWU 2011 #EU TAVA LÁ'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u1m8q8YqgbU/TxXF9AJDrNI/AAAAAAAAAII/2EylRbG1Hs8/s72-c/swu1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1127160024230395478</id><published>2012-01-17T10:04:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T10:58:46.792-08:00</updated><title type='text'>Proclamando as repúblicas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pD6EUYHAZBw/TxXEm0qQzbI/AAAAAAAAAH4/nXLlytJbUCk/s1600/republicas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/-pD6EUYHAZBw/TxXEm0qQzbI/AAAAAAAAAH4/nXLlytJbUCk/s400/republicas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o nascimento do campus da Universidade do Estado de Minas Gerais em Frutal, a cidade ganhou não só em educação, mas também em desenvolvimento. Em 2004, ano do primeiro vestibular da UEMG, Frutal acolheu alguns novos moradores que cursariam Administração. A partir daí, o número crescente de universitários acompanhou o desenvolvimento do campus, que a cada ano criava novos cursos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, 1300 alunos freqüentam os sete cursos oferecidos pela instituição. Estudantes que adotaram Frutal como lugar pra viver. A questão é: como vivem esses universitários? Onde moram? Como se alimentam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa parcela mora sozinha ou divide a casa com mais um estudante. Outros,&amp;nbsp; optaram pela comodidade das pensões. Há ainda os que residem nas cidades vizinhas e vem todos os dias para Frutal de ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são as repúblicas que estão se disseminando pela cidade, tornando Frutal uma cidade caracteristicamente universitária. Já é em torno de vinte o número de repúblicas instaladas atualmente na cidade, com uma média de cinco moradores. São repúblicas femininas, masculinas e uma mista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como grandes famílias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;República tem perfil. Umas são mais unidas, outras mais independentes, mas todas vivem em sintonia. Pessoas que antes da faculdade não se conheciam, hoje vivem como uma grande família. Assim como o nome diz, república é uma coisa pública, neste caso, todos são líderes opinando e contribuindo para o bom andamento da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É como se fossemos irmãos, uma família” define Samuel Rocha, integrante da Vira-Lata, república masculina mais conhecida da cidade. Na casa moram além de Samuel, que é de Franca, Warley Damásio, de João Monlevade, Alex Santana, de Cajobi, Hugo Zaqueo, de José Bonifácio, Thiago Madlum e Felipe Soares, ambos de São José do Rio Preto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as conterrâneas de Minas Gerais, Giovanna Mesquita, de Teófilo Otoni, Monique Calasãs, de Uberaba, Samira Baltazar, de Viçosa e Juliana Cavalcanti, de Conselheiro Lafaiete integram a Rep. De Minas, que é pouco popular, mas que não perde em espírito de república para nenhuma outra.&amp;nbsp; “É uma questão de sorte a república, das pessoas com quem você vai morar”, diz Monique. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bigorna é o nome da única república mista existente em Frutal. São duas meninas, Jôicy Franco Silva, de Indiaporã e Samara Fagundes da Silva, de Araxá, e um menino, Ramires Félix de Lima, de José Bonifácio, dividindo o mesmo teto, teto sustentado por uma grande amizade. “A ideia da república mista veio porque já tínhamos grande amizade, e nenhum de nós estávamos contentes com os lugares que morávamos” conta Jôicy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caçulinha das repúblicas frutalenses é a Rep. Kalymama, com três moradores e quatro meses de existência. A Kalymama surgiu quando Rodolfo Gorjon, de Bebedouro, José Humberto Carvalho Freitas e Eduardo Figueiredo Queiroz, ambos de Iturama, se juntaram. Eles saíram do condomínio onde moravam e buscaram um ambiente só deles. “As mudanças foram em relação ao espaço e a liberdade. Acho que isso já é bastante coisa, se for pensar”, enfatiza Rodolfo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis mulheres e um cachorro. Assim é composta a Rep. Tcheca. Aline Roldão, de Itapagipe, Allana Magno e Jéssica Rodrigues, de Rio Preto, Larissa Dardani, de Santa Adélia, Natália Coquemala, de Nhandeara, Taciane Borges, de Passos e Tcheco, frutalense, o poodle que é o xodó das tchecas, apelido dado às meninas da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que muitos pensam, salvo algumas exceções, as repúblicas são organizadas, limpas e harmoniosas. Cada qual com suas peculiaridades e regras a serem seguidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A independente Tcheca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Amontoadas em um sofá de 3 lugares, cinco das seis integrantes da República Tcheca abriram as portas da casa para provar que “a Tcheca é uma casa de família”, como definiu Natália. A casa é ampla e cada uma tem seu quarto, seu espaço.&amp;nbsp; Por um desses acasos do destino, as seis estavam à procura de um novo lugar pra morar quando se encontraram e fundaram a moradia. Seis mulheres (ainda sem o cachorro)? Tinha tudo para dar errado. Mas deu certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu, sinceramente pensei que nunca fosse dar certo”, diz Aline, enquanto Taciane destaca um dos pontos positivos da casa, “às vezes você tá precisando de alguém, pode ter três fora, mas sempre vai ter uma das meninas aqui pra te ajudar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas são categóricas quando o assunto é o motivo principal para morar em república: o orçamento. Dividir as despesas de aluguel, água, energia elétrica, internet, etc., é muito melhor do que pagar todas essas contas sozinhas. Já a alimentação é uma despesa individual, cada uma é responsável pela sua alimentação. “A gente não tem que ficar preocupando com o que a outra vai comer” ressalta Jéssica. O fator pais também foi decisivo. Saber que as filhas terão com quem contar caso precisem de alguma coisa tranqüiliza os pais e mães das meninas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Tcheca, pode tudo, menos o barulho excessivo. Desde que, todas saibam e concordem. Pode festa, churrascos, aniversários e reuniões de amigos. Na limpeza, cada integrante é responsável pelo seu quarto e os ambientes comuns são de todas. Se uma decide começar a limpar e a outra vê, logo todas estão limpando a casa juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fofo Tcheco é uma grande companhia. Segundo as meninas, tem dias que nenhuma delas quer brincar com ele, então ele faz bagunça, as necessidades na sala, rasga o lixo e leva frutinhas pra dentro de casa. Pronto: atenção conseguida. “Ele é encapetado” assume Allana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão agitado segue as meninas o tempo todo, aonde uma vai ele vai atrás. “Esses dias eu fiquei sozinha, aí eu olhava pra ele, ele olhava pra mim. Eu e você, você e eu” conta Natália. “Quando ele tá limpinho é bem mais fácil das meninas darem moral pra ele” brinca Taciane. Mas mesmo com o banho atrasado o filhote embeleza e levanta o astral do ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Três em um&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eles já moravam juntos no condomínio Kalymam e dois já eram amigos antes da faculdade. Eis que surge a irmandade Kalymama. Um por todos e todos por um. O que é de um é de todos (com ressalvas, claro). “A gente vai ao mercado e não tem o meu requeijão e o requeijão dele, a gente compra tudo junto e come tudo junto”, explica Rodolfo. O método tem dado certo desde o começo da vida em república, em meados de agosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se de três meninos que nunca precisaram fazer as atividades domésticas na casa dos pais, a organização da casa fica por conta da empregada. Cada um cuida das suas coisas da maneira que sabe, mas a cada quinze dias a casa passa por uma visita da faxineira que coloca tudo em seu devido lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avisar o outro que vai sair é rotina. Eles sempre procuram deixar os outros a par do que está acontecendo em sua vida. Chamam pra sair juntos, pra ir a festas ou até mesmo pra ir até a padaria. “Aqui a gente chama um ao outro pra tudo pra ir pra qualquer lugar. A gente procura dar explicações”, diz Eduardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto o trio vai continuar mantendo sua formação original, mesmo com a chegada dos calouros no ano que vem. De acordo com eles, as despesas são ideais e eles conseguem passar um mês bem, não há motivo para colocar outra pessoa apenas para diminuir os gastos. Um novo morador poderia influenciar o bom andamento da casa. “No começo do mês pagamos as contas e o dinheiro que sobra a gente faz a compra no supermercado. A casa fica cheia de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois, as coisas vão acabando e a gente termina o mês a pão e macarrão instantâneo”, diverte-se Rodolfo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do pouco período de república eles assumem que sentem falta da casa quando estão em suas cidades natais. Um pouco se deve pela independência que têm quando estão em Frutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eles tem seus horários e rotinas próprios, além de poderem passar a tarde jogando vídeo-game juntos, por exemplo. Na Kalymama, sinceridade é tudo. Deixar tudo em pratos limpos é essencial para os três. Apenas as pequenas coisas são deixadas de lado. “Têm coisas que não precisam virar discussão, você deixa passar”, conta Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles gostam da vida que levam e da forma como vivem. Deste período universitário vão levar coisas positivas para a vida toda, a amizade, tolerância e o respeito às diferenças. “O que vai ficar pra sempre é a convivência com as pessoas”, conclui José Humberto.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma escada estreita e alta leva à arrumadíssima República de Minas. A casa já passou por diversas formações, foi até república mista. A escolha do nome surgiu porque todas as integrantes são mineiras e são meninas (ou minas, na gíria dos garotos).&amp;nbsp; A formação atual? Quatro mulheres, um cachorro e um peixe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com três quartos e uma suíte, as meninas compartilham despesas e serviços domésticos. Na parede da cozinha há uma listinha dos afazeres do mês, e o sábado é dia oficial da faxina na Minas, “Cada uma é responsável pelo seu quarto e a gente divide o resto da casa” diz Giovanna. Há também a lista do lixo. Cada dia da semana uma é a encarregada de por o lixo para fora. A compra do mês é dividida entre as quatro e cada uma faz o que pode. Monique é a cozinheira oficial, ela faz todos os dias o almoço com a ajuda de Samira, já Giovanna e Juliana ficam responsáveis pela limpeza da louça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima harmonioso é explícito. Uma discussão ou outra tem, mas no fim tudo volta à calmaria. Elas dão ao fato de terem se conhecido na república o mérito da boa rima da casa. “Amiga acha que tem o direito de entrar totalmente na sua vida” define Samira. E a saudade uma da outra existe nos períodos de férias. Para não perder o costume, elas mantêm sempre o contato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas preocupações na vida de um estudante: contas, estudos e relacionamentos. “Dia 10 é dia de pagar o aluguel e você não tá nem aí, o seu pai paga. Aqui é diferente”, é assim que Giovanna explica o resultado da responsabilidade que adquiriu quando passou a morar em república. Quando vão para a casa dos pais, são mais tolerantes, principalmente porque entendem como é que se trabalha a estrutura de um lar sem que um invada o espaço do outro.&lt;br /&gt;Mesmo unidas, cada uma tem sua rotina diária e aos finais de semana e feriados, elas procuram sempre fazer as refeições juntas. “O companheirismo é muito. São poucas as repúblicas, creio eu, que vivem tão bem quanto nós, nunca tivemos nenhum problema, vivemos super bem” conclui Monique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meninos de pedigree&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Que vira-lata que nada. Os seis integrantes da República Vira-Lata passam bem longe disso. São seis homens de família. A república existe há dois anos e sempre está de portas abertas para os amigos, por isso é uma das mais populares de Frutal, senão a mais. “Talvez a república é a mais conhecida porque fazemos mais festas que as outras” diz Samuel. “Às vezes, a gente acha ruim por ser tão conhecida, as pessoas param e já entram” explica Warley, defendendo a privacidade da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles decidiram morar em república tanto pelas despesas quanto pela companhia. Ter alguém pra dividir os problemas e situações corriqueiras do dia-a-dia, vale muito para os meninos. Na área doméstica é Diná quem manda. A empregada estabelece a ordem na casa, e eles mantêm. Sujou, lavou. Assim funciona a organização interna da Vira-Lata. As refeições, em sua maioria, são feitas em restaurantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“A gente foi cortando o que dava problema. Por exemplo, limpeza, dividir o serviço dava problema, então vamos contratar alguém”, conta Samuel. Brigar? Nunca. De forma adulta eles procuram resolver os problemas da casa, e uma única vez foi preciso fazer uma reunião para tomar as decisões em conjunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima família também é transparente entre eles, um sempre avisa ao outro o que vai fazer. Tiago, Warley e Hugo estudam na mesma classe, e de acordo com Tiago sempre que Warley ou Hugo não acordam para ir à aula, ele bate na porta do quarto e pergunta se eles vão ou não para a faculdade. “Rola certa preocupação, claro”, diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem seu quarto, e o que colaboraria para uma casa desprendida torna-os unidos, porém independentes. Cada qual com seus compromissos, mas sempre procurando o outro para saber se está tudo bem, se quer almoçar junto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos da Vira-Lata são amigos da vizinhança toda. “As vizinhas contam com a gente como contam com qualquer outro vizinho”, fala Samuel. De bagunçada a casa não tem nada. Há sim, uma baderna ou outra dentro dos quartos, mas as áreas comuns da casa estão sempre em perfeita organização, “As pessoas sempre acham que república é bagunça. Acham que vai entrar na república e vai ver cueca jogada, comida. Que é festa 24 horas por dia, que ninguém pensa em estudar. Como se quem vivesse em república só quisesse saber de festa e sacanagem”, desabafa Tiago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias dos seis integrantes já visitaram a casa, para conhecer o ambiente e os outros moradores. “O pessoal é bem tranquilo aqui. Vai morar todo mundo longe de casa? Então vou morar com alguém legal, claro, pra não ter brigas”, conta Warley. Quando questionados se um tem reclamações do outros, a resposta é não. Para eles é importante falar sempre sobre a convivência. Seguem a lição de que, se você trata o seu colega de casa com educação, você pode tratar falar sobre qualquer assunto. Eles avaliam que cresceram como pessoas morando em república, aprenderam a lidar um com os defeitos do outro, não invadir o espaço, ser paciente e adulto. Quando entraram eram seis adolescentes. Hoje, são seis homens (ainda não formados, pelo menos até a colação de grau).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre meninos e meninas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um forte laço de amizade uniu um menino e duas meninas na República Bigorna. Das poucas casas onde menino e meninas vivem juntos e vivem bem. Jôicy, Samara e Ramires vieram para quebrar todas as ideias de que república mista não dá certo. Os três convivem muito bem, e até mais que muitas repúblicas tradicionais Frutal afora. De todas as repúblicas entrevistadas, são os únicos que associam a vida conjunta que têm com um casamento. “Todos temos os números uns dos outros e dos pais também. Se alguém demora pra chegar em casa, ou coisas do gênero, estamos sempre telefonando. Já tivemos casos de acompanhar em médicos e ficar no pé até para tomar os remédios e comer direito”, conta Jôicy. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quatro quartos, sendo dois suítes, que são ocupadas pelas meninas, o trio divide as despesas e o serviços domésticos. Há organização para tudo, pra tirar o lixo, lavar a louça e manter os cômodos da casa limpos. O quarto, como em todas as outras, é responsabilidade de cada um. E o sistema de revezamento das tarefas domésticas funciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome bigorna está relacionado com a dualidade dos sexos dos moradores. Uma bigorna tem duas pontas, e, “assim como a bigorna foi um objeto criado para agüentar os golpes do ferreiro, assim também, a rep. Bigorna foi criada para que juntos, eles suportassem os golpes da vida”, afirma Jôicy. Os três têm a casa não apenas como abrigo, mas como um legado a ser deixado para os futuros moradores, pra que todos que vierem a morar na casa suportem a difícil vida de universitário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito em primeiro lugar. Na bigorna pode tudo, desde que o tudo não invada o espaço do outro. “A pessoa pode fazer o que quiser, até onde couber apenas ao dono do quarto, ou seja, coisas que atrapalham a liberdade dos outros moradores não são aceitáveis, como colocar o som muito alto, ou ficar conversando com muita gente”, conta Ramires. Para ele, o único menino da casa, é muito importante respeitar a individualidade das meninas, principalmente. “Pelo menos nunca vamos brigar por futebol, ou por estarem todos com TPM” diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias reagiram de maneiras distintas. Uns aceitaram rápido, outros relutaram para quebrar o preconceito de que homens e mulheres não podem ser amigos e dividirem uma casa. A mãe de Jôicy, Júlia Francisca Franco Silva, diz que é normal para ela saber que a filha mora com um menino. A filha tornou-se mais responsável e morar em república mista é uma oportunidade para aprender a lidar com personalidades diferentes. Já os pais de Ramires não reagiram bem a princípio, mas após constatarem que o filho, Samara e Jôicy não teriam problemas de entrosamento, aceitaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência tem mostrado que meninos e meninas juntos dão certo.&amp;nbsp; Dão muito certo. A Bigorna é um exemplo de que pessoas de sexos diferentes podem ser amigos e,&amp;nbsp; por quê não?, morarem juntos. “Com relação à convivência, existe sim um maior equilíbrio do que nas republicas de um sexo só. É complicado explicar, mas a casa parece ter uma moderação de gostos, opiniões... É bem divertido”, completa Ramires. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Casa é casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De fato, repúblicas são moradias que funcionam tão bem quanto qualquer casa de família. São casas com quartos, banheiros, salas, cozinhas, varandas, roupas pra lavar, almoços, festas, brigas e fidelidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os estudantes que vivem em repúblicas em Frutal sofrem algum tipo de preconceito pela escolha. A reação das pessoas com a frase “eu moro em república” nem sempre é positiva, e esse tabu se dá principalmente pelas pessoas não conhecerem a fundo como vivem esses estudantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores, querem saber a mais pura realidade? Eles vivem como todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1127160024230395478?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1127160024230395478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/proclamando-as-republicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1127160024230395478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1127160024230395478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2012/01/proclamando-as-republicas.html' title='Proclamando as repúblicas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pD6EUYHAZBw/TxXEm0qQzbI/AAAAAAAAAH4/nXLlytJbUCk/s72-c/republicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-9169604502971104496</id><published>2011-10-24T09:50:00.001-07:00</published><updated>2011-10-24T09:50:29.379-07:00</updated><title type='text'>Fotos da 7ª edição</title><content type='html'>&lt;div style="padding: 0; overflow: hidden; margin: 0; width: 500px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277136666/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6229/6277136666_ee27383bb8_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277137110/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6110/6277137110_47e4328534_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276615831/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6105/6276615831_5be85a26c2_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276616685/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6058/6276616685_e20c08c098_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276617995/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6227/6276617995_921d1702c8_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276618745/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6113/6276618745_9ca7e0f265_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276619089/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6217/6276619089_da467b8f35_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276619437/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6056/6276619437_b587a48d87_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276620601/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6093/6276620601_8c0172f701_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276621959/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6164/6276621959_18c1dd0479_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277144992/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6034/6277144992_a015be271a_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276623415/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6100/6276623415_b3c962fd32_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277146130/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6019/6277146130_dd22afa055_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277147540/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6110/6277147540_aaa8dfe651_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276627169/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6031/6276627169_57d5942f2e_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277149748/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6223/6277149748_86a35fc230_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277150444/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6041/6277150444_eaaa53df0c_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276629513/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6046/6276629513_76edf9cfe2_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277152138/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6094/6277152138_f60a2e6317_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276630675/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6235/6276630675_883c55b743_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277152802/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6049/6277152802_b4dff0c669_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277153446/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6108/6277153446_74369c5489_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6276632197/in/set-72157627843779495/" title="Cidade das Águas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6049/6276632197_f372d2cb51_s.jpg" alt="Cidade das Águas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6277155996/in/set-72157627843779495/" title="Conservatório Municipal" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6092/6277155996_237b1a6651_s.jpg" alt="Conservatório Municipal" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/sets/72157627843779495/"&gt;Jornal 360 - 7ª edição&lt;/a&gt;, um álbum  no Flickr.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-9169604502971104496?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/9169604502971104496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/fotos-da-7-edicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/9169604502971104496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/9169604502971104496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/fotos-da-7-edicao.html' title='Fotos da 7ª edição'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm7.static.flickr.com/6229/6277136666_ee27383bb8_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5437037600221460895</id><published>2011-10-24T06:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T06:13:07.813-07:00</updated><title type='text'>Charge: Enquanto isso na CBF...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BCrGXGEeYjA/TqVkT3abSII/AAAAAAAAAGo/OjeD8BGvmjA/s1600/chargesetembro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-BCrGXGEeYjA/TqVkT3abSII/AAAAAAAAAGo/OjeD8BGvmjA/s640/chargesetembro.jpg" width="451" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5437037600221460895?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5437037600221460895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/charge-enquanto-isso-na-cbf.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5437037600221460895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5437037600221460895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/charge-enquanto-isso-na-cbf.html' title='Charge: Enquanto isso na CBF...'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BCrGXGEeYjA/TqVkT3abSII/AAAAAAAAAGo/OjeD8BGvmjA/s72-c/chargesetembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7779167874176458888</id><published>2011-10-24T05:25:00.001-07:00</published><updated>2011-10-24T05:25:48.576-07:00</updated><title type='text'>Carta ao leitor: Plularidade singular</title><content type='html'>Desde a primeira edição do 360 ficou bem clara e explícita a linha editorial do jornal: reportar o cotidiano frutalense, sem sangue, tragédia ou apelo sexual e policial. A dúvida se isso ia dar certo ou não ficou para trás com a aprovação dos leitores, que parabenizaram a iniciativa. Agora, o final de 2011 se aproxima e seis edições mais experiente, o jornal amadureceu. Está mais informativo, curioso, crítico e, porque não, engraçado. O sucesso das “twittadas” foi tanto que ampliamos o número de twitters publicados na página 12. Nosso colunista gaúcho de palavras ácidas, Carlos Teixeira, vem sem papas na língua e destila seu humor sobre políticos, personalidades, Rock in Rio, Copa do Mundo no Brasil e Congresso Nacional. Fechando a parte humorística do jornal, logo abaixo deste editorial você confere mais uma charge imperdível do nosso amigo Samuel Rocha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Explicando o título do editorial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por regra e convenção, todo jornal tem uma matéria de capa. Aquela que vai despertar a curiosidade do leitor. Geralmente tal reportagem foi mais bem produzida, escrita com a intenção de vender, arrancar elogios e garantir a popularidade do veículo de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição do 360, assim como em outras, foi difícil escolher a matéria que ilustraria a parte superior esquerda da primeira página. Isso porque o material produzido para a 7ª edição está plural e singular. Plural pela forma como todas as reportagens abordam, sobre determinada perspectiva, a cidade de Frutal. E singular pela forma como cada repórter retrata de maneira primorosa a pauta que lhe foi confiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja aprendendo e ensinando como funciona um leilão de gado; se aventurando pelo coração e todos os outros órgãos de uma usina de álcool e açúcar; sentindo na pele as dificuldades de quem depende do transporte público; contando um trecho da história artística do município ou cobrindo um evento internacional, como a inauguração da Cidade das Águas, cada matéria tem a cara de Frutal e as impressões de jovens jornalistas que já são frutalenses de coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7779167874176458888?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7779167874176458888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/carta-ao-leitor-plularidade-singular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7779167874176458888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7779167874176458888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/carta-ao-leitor-plularidade-singular.html' title='Carta ao leitor: Plularidade singular'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2628549295525566776</id><published>2011-10-24T05:24:00.001-07:00</published><updated>2011-10-24T05:24:42.733-07:00</updated><title type='text'>Exemplos</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Aluízio Umberto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piedade, um sentimento esquisito de sentir. Cola no outro uma fragilidade desumana, urgência de apoio. A mim incomoda a denúncia de dependência, de que o outro é passivo, que não conseguirá superar sem ajuda. Jamais imaginei que a piedade me levaria a escrever alguma coisa sobre duas crianças, mas é o que me inspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma tarde quente de domingo. Havia um homem, em idade adulta, entre 30 e quarentas anos, desses que a gente percebe que labutam cada dia pelo pão e proteção de um teto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totalmente vencido pelos efeitos da bebida ele encontrara um pedaço de terra gramada para descansar o corpo. A julgar pela profundidade do sono, o local, que não deve ter mais que dois metros de comprimento por um e meio de largura, parecia a cama perfeita. Esse homem estava sem camisa, trajando apenas um surrado bermudão jeans. Notava-se a carteira no bolso, volumosa, o que tanto podia ser dinheiro ou documentos. Algumas pessoas, nas proximidades, comentavam os efeitos da bebedeira e a provável necessidade de guardar a carteira daquele homem – esposo de uma pessoa conhecida daqueles que estavam por ali.&lt;br /&gt;Até aqui, infelizmente, uma cena corriqueira. São muitos os alcoólatras acorrentados às malvadezas da cachaça e da cerveja. Mas então se deu a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabíamos que aquele homem havia chegado ao local acompanhado dos filhos. Uma mocinha, talvez de doze ou treze anos, e um menino que não deve ainda ter ultrapassado o décimo aniversário. Os meninos, talvez informados da situação do pai, deixaram suas brincadeiras para ver o que acontecia. Ao ver aquele homem em situação tão exposta e humilhante, esses meninos ainda, que o devem ter como herói e referência de proteção, se encolheram em tristeza, desamparo e vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nem todos ali sentiram o mesmo, mas em mim subiu uma amargura que travou a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mocinha, que deveria estar ocupada em enfeitar os sonhos fantasiosos da pré-adolescência, sentou-se em um degrau de escada, à cabeça do pai, e, esmagada pela tristeza e decepção, enfiou a própria face entre as mãos, correndo as palmas pelos cabelos – num típico gesto de impaciência, desesperança. Para ela, que já deve saber um pouco sobre a incompreensão e hipocrisia dos seres humanos, a dor era consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais comovente foi a ação do menino. O pequeno, sem entender bem o que acontecia com o pai, sentou-se na grama com as perninhas cruzadas, o tronco pendendo para frente. As mãozinhas apoiadas no chão estavam separadas uma da outra. Os bracinhos abertos, como o corpinho inclinado, pareciam sugerir proteção aquele que deveria ser seu guardião. Às vezes ele corria o olhar despreocupado por todos aqueles que estavam ao redor. Não havia medo naqueles olhinhos – apenas um tantinho de estranheza. Vergonha também não havia. Nos olhos do menino brilhava tão somente um carinho infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens de documentários da vida natural – quando filhotes ficam ao lado dos pais mortos, impotentes e perdidos na vida – cavaram em meu coração um vazio de desesperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas crianças, em vigília pelo genitor bêbado estirado sobre um pedaço de gramado, sendo motivo de risinhos insensíveis de alguns passantes, jamais sairão das minhas preces. E nelas pedirei que um dia possam todos os pais ter mais respeito pelo enorme peso de nossas ações e decisões sobre aqueles a quem chamamos de filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai, eu soube depois, é um homem bom. Trabalhador que bebe esporadicamente e não maltrata a família. Mas, nesses dias de bebedeira, tenho para mim que ele se torna o assassino da autoestima da própria filha. Além de matar aos poucos a inocência de um garoto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2628549295525566776?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2628549295525566776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/exemplos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2628549295525566776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2628549295525566776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/exemplos.html' title='Exemplos'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7807240734533371445</id><published>2011-10-24T05:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:23:10.055-07:00</updated><title type='text'>Jornalista multimeios: o jornalista no plural</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pautar, entrevistar, escrever, gravar e atualizar perfis. Na sociedade da informação o jornalista é um profissional com várias identidades, quase um Clark Kent, só que sem super poderes. O comunicador que o mercado exige, agora designado multimeios, é aquele que além das funções básicas que já exerce, é capaz de executar tarefas técnicas e trabalhar com várias ferramentas ligadas ao meio de comunicação: seja impresso, televisivo, radiofônico ou virtual. E muitas vezes, todos esses formatos resultam em blogs, sites, rádios e televisão pela internet, competindo a este único profissional a função de reportar, fotografar, editar, diagramar e atualizar todo conteúdo da página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha difícil para uma pessoa desempenhar todas essas funções? É inevitável. Assim como aconteceu em todas as áreas, a evolução tecnológica extinguiu funções e fundiu várias em uma. E as empresas de comunicação não fugiram a regra. Nos processos seletivos exigem que jornalistas recém-formados saibam utilizar câmeras fotográficas, filmadoras e programas de edição de áudio e imagem. Além, é claro, escrever bem e com agilidade. O domínio da informática e de línguas estrangeiras é uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os novos jornalistas estão preparados para esse novo mercado? A maioria não. Poucas instituições de ensino superior acordaram para essas exigências e reformularam a grade curricular, inserindo disciplinas sintonizadas com as novas tendências. Cabe ao “foca” não ficar preso ao conteúdo dado dentro da sala de aula e buscar conhecimentos técnicos fora do campus. Desenvolver projetos experimentais que transitem entre diversos meios e se aventurar como fotógrafo, vídeorreporter, diagramador, editor e tantas outras funções que fazem parte da rotina nos veículos de comunicação. E como dizia o eterno Chacrinha: “Quem não se comunica, se estrumbica”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7807240734533371445?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7807240734533371445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/jornalista-multimeios-o-jornalista-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7807240734533371445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7807240734533371445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/jornalista-multimeios-o-jornalista-no.html' title='Jornalista multimeios: o jornalista no plural'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6771047712785091472</id><published>2011-10-24T05:22:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:22:01.731-07:00</updated><title type='text'>Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido!</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leilão é uma forma de venda muito comum nos tempos atuais. Nessa modalidade de comércio, uma mercadoria é oferecida inicialmente com um valor que, conforme interesse do público de compradores, vai aumentando. As mercadorias são nomeadas por lotes, cada lote tem um ou mais produtos. O leiloeiro é a peça chave do leilão, normalmente é ele quem mostra o lote e faz a venda. É também o leiloeiro que apresenta aos compradores as condições de venda do lote. O lance, por sua vez, é o valor dado por um interessado em comprar o produto. Existem leilões de terras, imóveis, carros, jóias, gado, móveis antigos, artigos de luxo e até tapetes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No leilão de gado a fórmula é a mesma, o que muda são as personagens. O leiloeiro negocia com os clientes lotes de bovinos de leite, de corte ou de reprodução. Geralmente os freqüentadores dos leilões de gado estão à procura de animais de qualidade com preço mais acessível, já que a negociação é a alma desta espécie de vendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1982 foi realizado o primeiro leilão de gado de Frutal e do Baixo Vale do Rio Grande por iniciativa do então presidente do Sindicato Rural de Frutal, Jairo Rodrigues de Mendonça. A partir daí a modalidade de vendas se tornou rotina no município. Atualmente, são quatro empresas de leilões de gado instaladas em Frutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estimativa acerca da quantidade de cabeças de gado leiloadas semanalmente chega a casa dos milhares, somente em Frutal. É muito comum a participação ativa de toda a região na compra e venda de gado em leilões da cidade. Campina Verde, Carneirinho, Comendador Gomes, Fronteira, Itapagipe, Iturama e Pirajuba são algumas das cidades que fazem parte da microrregião de Frutal e participam semanalmente nos leilões. Além de algumas cidades do estado de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leilões acontecem faça chuva ou faça sol, movimentam a economia da cidade, não apenas no setor pecuário, mas também em todos os setores que envolvem a vinda de pessoas de outras cidades para o município como hotéis, restaurantes e postos de combustíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leiloar é uma arte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça chave do leilão é o leiloeiro. A profissão aparece na história 500 a.C, na Babilônia, quando mulheres bonitas e adultas eram leiloadas para casar. O mesmo acontecia com escravos. Em 1850, no Primeiro Código Comercial Brasileiro, a atividade de leiloeiro já estava integrada ao sistema comercial e a revisão deste código em 1934 não alterou a regulamentação da carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nivaldo Pacheco de Morais está há 25 anos, completados em 31 de agosto, no ramo dos leilões. Com milhares de leilões no currículo nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, ele afirma que o sucesso veio da persistência “Tudo na vida é treino”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser leiloeiro é uma profissão que não necessita de formação acadêmica. Pacheco destaca que seu diploma como médico veterinário proporcionou experiência e conhecimento sobre os animais e suas qualidades. “A argumentação é muito importante, você falar do que você conhece. O leiloeiro precisa enaltecer o animal. Se eu não conhecesse do assunto eu cometeria muitas gafes”. Há um regulamento a ser seguido, e cabe ao leiloeiro deixar claro ao comprador este regulamento antes que o leilão comece. Todos os defeitos do animal devem ser mostrados, o negociante não pode levar gato por lebre, “Não é ético”, ressalta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leiloeiro de gado é um artista que com conhecimento e rapidez vende um animal. É muito comum leilões de gado com fins beneficentes. Pacheco já participou de muitos em prol de instituições de Frutal e região, como o Hospital de Câncer de Barretos, que colocou o nome do leiloeiro em uma sala de tratamento radioterápico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ligação imediata&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer a preferência de cada comprador é fundamental para o bom andamento de um lance e essa é uma das melhores qualidades do bom auxiliar de pista. Pra quem não sabe o que é, são aquelas pessoas que percorrem o leilão arrecadando os lances e repassando-os ao leiloeiro, apenas com gritos e gestos. Lucimar Barcelos Menezes é a ‘pisteira’ mais antiga da região, são 27 anos cumprindo uma agenda cheia de leilões todas as semanas. Essa profissão requer ciência e técnica para que haja compreensão mútua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação com o comprador trouxe a ela conhecimento muito grande de cada um: “eu trabalho há muitos anos e vivo no meio do pessoal, conheço todo mundo e já sei quem gosta de qual tipo de gado, se são gabirus (bezerros novos) ou vacas gordas”. São bezerros, vacas leiteiras e bois. A aparência física do animal também conta muito na hora da compra “O animal tendo uma qualidade boa, sendo bravo ou não, branco ou preto, o que importa é a qualidade”. Sem a auxiliar de palco a atividade do leiloeiro não está completa. Ela auxilia na venda, na negociação cara a cara, é a ligação entre leiloeiro e negociante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura física do leilão consiste em um palco alto de onde o leiloeiro vai narrar às ofertas e um cercado logo abaixo do palco, para os animais ficarem à mostra. O público comprador fica em mesas e cadeiras dispostas em volta desse cercado, assim todos podem ter ampla visão do animal. O espaço livre entre o público e o cercado do animal é a pista em que os auxiliares trabalham. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais que chegam aos leilões não são previamente cadastrados, eles vão chegando e aos poucos sendo vendidos. Quem leva animais para vender também compra. É um negócio recíproco. Frutal é uma praça de atividades comerciais importantes e o leilão é uma delas. Os leilões de gado fortalecem a pecuária regional e aquecem a economia, levando o nome da cidade para os quatro cantos do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6771047712785091472?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6771047712785091472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/dou-lhe-uma-dou-lhe-duas-vendido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6771047712785091472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6771047712785091472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/dou-lhe-uma-dou-lhe-duas-vendido.html' title='Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido!'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8434686584892632391</id><published>2011-10-24T05:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:20:17.963-07:00</updated><title type='text'>A anatomia de uma usina</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha e Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C6 H12 O6. A fórmula da glicose. Essa equação está presente na maioria dos nossos estudos enquanto freqüentamos o ensino médio. Depois ela cai no esquecimento ou é bem pouco lembrada. Porém, outros, adoradores dos cálculos equacionados e das reações, levarão suas vidas trabalhando intimamente com essa equaçãozinha que um dia já tirou o sono de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem são esses adoradores? Onde eles estão? Nas usinas? Bingo! A região de Frutal tem diversas usinas. Lá, trabalham químicos, técnicos químicos, engenheiros elétricos, mecânicos, agrônomos, administradores de empresa, técnicos em álcool e açúcar, colhedores, tratoristas, lavadores, borracheiros, porteiros, motoristas, técnicos em segurança do trabalho, cozinheiros. É grande o número de trabalhadores, diretos ou indiretos que uma usina tem. A organização é praticamente a de uma pequena cidade. E todos em volta de uma estrutura que gira em torno de açucares, dos quais a glicose é apenas o membro mais popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Para conhecer melhor o que acontece nesse local complexo do qual muito se fala, mas pouco se sabe, passamos um dia na Usina Cerradão, onde acompanhamos o caminho percorrido pela cana-de-açúcar desde o corte até se chegar ao açúcar que compramos no mercado e ao álcool que abastece nossos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;A Usina Cerradão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada na Rodovia MG 255 no Km 30, a Usina Cerradão existe desde o ano de 2006 e atualmente tem, na sua área agrícola, plantações espalhadas por cidades da região como Comendador Gomes, Fronteira e Itapagipe.&amp;nbsp; São 1290 trabalhadores que se revezam todos os dias, a maioria em turnos de 8 horas, ou seja, a usina não para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura impressiona. Indústria, oficinas, refeitório, vestiários, laboratórios, salas de reuniões, viveiro e uma frota com cerca de 150 veículos próprios, que vão desde carros e caminhões, até transbordos e colhedoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando por todos os setores da usina uma característica fica evidente: a baixa faixa etária dos funcionários, que deve girar em torno dos 30, 35 anos. A aposta em novos profissionais resulta em líderes ou chefes de setores bem jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Apesar do tamanho, e o conseqüente número elevado de funcionários, não se vê nenhuma pessoa fora da sua função ou andando à toa pelas ruas, que ainda não são asfaltadas e têm características de uma usina. O cheiro, o chão coberto com resíduos de bagaço, tudo faz lembrar ou aguçar os sentidos sobre o que há ali: cana-de-açúcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupando um grande espaço e com este mundaréu de gente, a comunicação poderia ser um problema, mas ocorre o oposto, ela é exemplar. Por aparelhos eletrônicos, rádios e outros utensílios, os setores se comunicam a cada instante, o que diminui a perda de tempo em certas tarefas. Esta comunicação por aparelhos poderia empobrecer a convivência, o corpo a corpo entre os funcionários. Não é o que se percebe. As pessoas se conhecem, se cumprimentam, sabem os nomes uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornada agrícola&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cana-de-açúcar passa por várias etapas até ser transformada em combustível e alimento. Na primeira delas - a plantação - na maioria das vezes são feitos contratos entre a usina e os fornecedores de cana para o uso da terra. O fornecedor pode “arrendar” ou até mesmo plantar, cuidar e colher a cana para depois vendê-la à usina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o tempo de crescimento, que geralmente varia entre um ano e um ano e meio, é feita a colheita. Na usina Cerradão, 90% da colheita já é mecanizada, enquanto que a colheita feita manualmente se destina a casos isolados, como nas áreas dos terrenos que não permitem o acesso das colhedoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta colheita é feita por frentes de trabalho. Acompanhamos a frente 3, que conta com 3 colhedoras, 6 transbordos, 5 caminhões e 1 trator e seus operadores. Estes trabalhadores ganham salários fixos, mas as frentes possuem metas diárias de produção que geram bonificação.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wellington Fernando Parolezi tem dois anos de serviço na usina, começou como tratorista e hoje é operador de colhedora. Gentilmente nos cedeu uma carona enquanto cumpria o seu turno de 8 horas de serviço. A sensação que se tem na cabine onde Wellington trabalha é de estranhamento. Cinco metros separam o operador do chão, que tem desníveis, buracos, curvas e precipitações. “Se você acha que é estranho, não viu nada. Em alguns canaviais a gente chega a ficar com a colhedora de lado” comenta Wellington, enquanto passa com o veículo por uma fileira de cana-de-açúcar, chamada de “rua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto da colhedora, trafega também um transbordo. Na colhedora existem ferramentas que abrem a passagem, jogam a cana para baixo, onde ela é cortada. Depois disso há um elevador que tem a função de mandar essa cana para os transbordos. Depois de cheios, são levados até a usina, passam pela balança, pelo laboratório e entram na indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A chegada à indústria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminhão carregado chega à indústria, passa pela balança e pelo setor de logística, onde há um rigoroso e complexo sistema de monitoramento dos veículos. Os computadores de bordo apontam sobre como se deu o uso do equipamento, avaliando rotação do motor, consumo, velocidade e outros quesitos pelos quais os motoristas serão pontuados. Esta pontuação influenciará no holerite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É feito então um sorteio para que seja definido qual veículo terá de passar pelo laboratório de análises da sacarose. O laboratório é o lugar onde a cana é analisada, qualificada e direcionada. Adriana, líder do laboratório, nos apresenta um maquinário complexo. Um tubo coleta a cana dos transbordos para que seja feita uma série de análises. São 10 quilos coletados para a separação das impurezas. Após isso, 10% do que foi coletado é levado para a parte de dentro, onde será realizada a medição do pH, bem como do teor de sacarose, frutose e glicose de cada planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse teor que determina o valor a ser pago pela cana. De acordo com as medições, quanto maior o desvio para a direita no equipamento, maior a presença de sacarose, o que quer dizer melhor remuneração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, devido ao valor de mercado, a Usina Cerradão trabalha mais com a produção de açúcar. A cana da região tem se mostrado de boa qualidade. O solo, na opinião de Adriana, ajuda, pois as plantações passaram por no máximo três cortes, tendo assim uma boa qualidade em relação às outras partes do país, com favorável presença de sacarose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Onde a transformação acontece&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantio, espera, colheita, pesagem, sorteio, análise. Após todos esses procedimentos, a cana finalmente está pronta para o processo industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortados em toletes, os pedaços de cana passam pelas moendas, que separam o caldo do bagaço. Este caldo é que vai se transformar em açúcar ou álcool. Ele percorre uma série de etapas, entre elas: banho químico, purificação, fermentação e destilação. Processo que parece simples, mas que depende de uma porção de máquinas, motores, purificadores e principalmente de calor, muito calor. Dentro de alguns equipamentos a temperatura pode chegar a 700 graus, o que preferimos não conferir tão de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caldo transforma-se em combustível e alimento, mas e o bagaço? O bagaço é aproveitado para gerar energia. Hoje, a Usina Cerradão produz 1200 toneladas de bagaço por dia e a queima deste bagaço permite a geração de energia suficiente para abastecer toda a cidade de Frutal, e há capacidade para uma produção ainda maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pratas da casa, em casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar um dia perambulando pelos tentáculos que existem em uma usina, permite uma série de observações. Afinal, quando você pensa em usina, sua mente certamente faz o seguinte trajeto: cortadores, queimadas, mau cheiro, caminhões pra lá e pra cá e um emaranhado de máquinas que são complexas demais. Ok, as máquinas são complexas, assim como a tentativa de explicá-las, mas o restante, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos trabalhadores, a Usina Cerradão é a segunda casa. Adão José da Rocha Neto é um personagem que representa bem tal afirmação. O estudante de administração tem 22 anos e começou na usina no dia 19 de março de 2008. Foi o terceiro funcionário da indústria. “Quando soube que haveria uma indústria, coloquei na minha cabeça que queria trabalhar aqui, enviei vários currículos e consegui.” O jovem iniciou no serviço com a missão de abrir buracos para a construção. Hoje é encarregado do salão de açúcar. Ele aponta como qualidade da empresa a valorização do quadro de funcionários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão, nesses três anos de serviço, além da ascensão na empresa – em comparação com seu primeiro salário teve um aumento de renda de mais de 400% - obteve também conquistas pessoais. Casou-se, teve filho e em breve estará formado. Exemplo para os outros, soubemos de sua história pelo engenheiro elétrico da usina, Eduardo Henrique, o que mostra a relação próxima que há entre os funcionários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pedro Pignata, 54 anos, é o gerente industrial da usina. Vindo de Pitangueiras, com 30 anos de experiência no setor, participa do projeto desde o início e é o responsável por uma indústria que tem capacidade atual para moer 2 milhões de toneladas. A meta é alcançar 3, 5 milhões já em 2015. Questionado sobre o pequeno número de funcionários que existe em cada setor da indústria, explica que a automação é a responsável por isso. A área agrícola é a que requer mais mão-de-obra, enquanto a indústria tem uma estrutura muito enxuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Funcionários e meio ambiente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As centenas de funcionários que circulam pelo complexo são diferenciadas pelo setor em que trabalham. Os da área agrícola usam uma camisa marrom, os da indústria, uma camisa verde. Verde que também é o tom usado pelo pessoal do administrativo. Muitos destes funcionários farão suas refeições no refeitório, que é amplo e arejado. No dia desta visita o cardápio era arroz, feijão, filé de frango empanado, bife e salada. A alimentação é de responsabilidade de uma nutricionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A usina implantou um projeto de coleta seletiva do lixo. Por toda a área estão espalhados os recipientes que receberão estes resíduos. Há ainda o cuidado com o uso da água. Nestas plantas industriais modernas o gasto é pouco, já que há um sistema de reaproveitamento da água utilizada na indústria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo positivo na questão ambiental, e que é o orgulho de Otávio Queiroz, engenheiro agrônomo, é um viveiro que tem atualmente 20 mil mudas. “Nosso viveiro tem espécies nativas. As sementes são compradas, plantamos e cuidamos no viveiro e depois são replantadas. Temos capacidade para 50 mil mudas, em breve, atingiremos essa meta.”, conta. Este projeto é em parceria com a Basf e fornece mudas para projetos de reflorestamento da própria usina e ainda beneficia fornecedores e instituições. Dentre as 20 mil mudas, estão espécies como umbu, farinha seca, jatobá graúdo e ipê roxo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do expediente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio marca 17 horas, pelo menos para nós e alguns funcionários, o dia chega ao fim. A usina não parará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a hora de subir ao ônibus e percorrer os 37km que separam a indústria da cidade de Frutal, não sem antes nos despedirmos de Leandro, Rodrigo, Everaldo, Ademir, Suellen, Adriana, Rodrigo, Eduardo, Adão, Wellington, Rafael e de outros inúmeros funcionários que nos permitiram conhecer e entender esta pequena cidade que funciona todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos outros trabalhadores irão chegar para continuar tocando este empreendimento que produz açúcar, álcool, energia, empregos, renda e possibilidade de mudança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8434686584892632391?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8434686584892632391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/anatomia-de-uma-usina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8434686584892632391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8434686584892632391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/anatomia-de-uma-usina.html' title='A anatomia de uma usina'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2918136661364011235</id><published>2011-10-24T05:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:16:13.041-07:00</updated><title type='text'>O perigo acabou de entrar</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Frutal, os casos confirmados de abuso sexual infantil são estatisticamente poucos, vão de um até quatro por mês. Mas este número baixo se explica, principalmente, porque a maioria não é notificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também casos em que a criança “consente”. Uma criança de 13 anos grávida de um adulto, mesmo que tenha “consentido” com a relação sexual também é vítima, pois, independente de ter aceitado ter a relação, é uma criança que biológica e psicologicamente não está preparada para a vida sexual e principalmente para ser mãe. É um ato criminoso grave contra a adolescente e a criança que está por nascer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Perigo Online&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muito comuns os casos de abuso sexual e pedofilia começarem na internet. Em salas de bate-papo, redes sociais e comunidades. Este ambiente cibernético é de total liberdade, nele as pessoas podem liberar os sentimentos reprimidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma série de ações que são fundamentais para a família proteger o menor do perigo online. Primeiro, o computador deve estar em uma área de acesso da família, como uma sala, assim, os pais podem acompanhar o que os filhos estão fazendo. É preciso monitorar os domínios que a criança/adolescente está visitando, hoje é possível controlar os sites bloqueando os que crianças/adolescentes não devem acessar. O acesso à internet deve ser controlado com horários fixos, os pequenos devem aprender a usar o computador com moderação, sem que esta atividade prejudique as outras, como estudar, praticar esportes e brincar com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ameaça está à solta e grande parte dos acusados por abuso sexual infantil que usam a internet finge serem crianças para convencer o menor a marcar um encontro, que raramente é de conhecimento da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é pedofilia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedofilia é caracterizada pela atração, afeição e/ou relação sexual que um adulto mantém por uma criança no período pré-puberdade, ou seja, uma criança de zero até doze anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS – o ato da pedofilia é uma desordem mental e de personalidade do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que a população saiba que uma pessoa precisa de análise médica e psicológica para ser, comprovadamente, pedófila. Apenas pouco mais de um quarto das pessoas que cometem abusos sexuais com crianças são assim consideradas. A grande maioria atenta contra menores pela facilidade de convencimento e ingenuidade dos abusados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de obsessões sexuais no qual a pedofilia está inserida também se encontra a zoofilia, desejo por animais; a necrofilia, desejo por cadáveres; a podolatria, desejo por pés e o masoquismo, quando a pessoa sente prazer através da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abuso Sexual &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o portal Observatório da Infância, o abuso sexual de crianças e/ou adolescentes pode ser dividido em dois tipos: intrafamiliar e extrafamiliar. O primeiro se dá quando o ato sexual praticado parte de alguém do círculo familiar da criança, já o segundo, ocorre quando o acusado não tem nenhum grau de parentesco com a vítima. O abuso pode ocorrer com ou sem contato físico. Acariciar, tocar, forçar relação sexual com a criança fazendo uso de violência e pedir ou obrigar a criança a praticar ato libidinoso em troca de pagamento são casos onde há contato físico. Quando não há contato entre vítima e acusado, o abuso se dá pelo assédio verbal, ato obsceno, pornografia infantil e até por observar crianças/adolescente nus de maneira que os intimide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pornografia Infantil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação de fotos e/ou vídeos de crianças praticando ou simulando intencionalmente atos sexuais é pornografia infantil. No Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – o crime de pornografia consiste em “apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar, ou publicar em qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente” (Art. 241 do ECA descrito na Lei 9.069/90). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lei x Mídia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São crescentes os números de casos de pedofilia divulgados pela mídia, seja pela televisão, jornais ou internet.&amp;nbsp; Mas o que poucos cidadãos sabem é que o crime de Pedofilia não existe como forma penal no Brasil. Esse crime é previsto no Artigo 217 do Código Penal como “estupro de vulnerável” e sua pena é de oito até quinze anos de reclusão, estando entre os crimes hediondos. O que existe é uma condição psicológica denominada pedofilia e não um delito em si com este nome. Sendo assim, é errado que um veículo de comunicação acuse uma pessoa que cometeu abuso, de ser pedófila, estando sujeito o veículo a penas por difamação, calúnia e injúria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ações para a proteção dos menores - PAIR Frutal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PAIR – Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro – é uma ação federal das Secretarias Nacionais de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e Direitos Humanos da Presidência da República. O principal objetivo do PAIR é cumprir o ECA oferecendo à criança ou adolescente vítimas de violência doméstica e sexual o atendimento previsto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Frutal o PAIR vem sendo articulado em um projeto que envolve Vigilância Sanitária, Conselho Tutelar, Secretarias da Educação, Esporte e Cultura, Polícias Civil e Militar, UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais, FAF (Faculdade Frutal), Centro Viva-Vida, Hospital Frei Gabriel, Unidades Básicas de Saúde, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e entidades da sociedade civil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nice Helena Franco Botelho, coordenadora municipal de Saúde, explica que todas as entidades envolvidas precisam estar atentas às suspeitas de violência sexual infantil preenchendo a Ficha de Notificação/Investigação Individual – Violência Doméstica, Sexual e/ou outras Violências Interpessoais -. Esta ficha pode ser preenchida por qualquer pessoa que suspeite de um caso, pode ser um vizinho, um professor ou um parente da vítima. “Em Frutal a maioria dos casos são notificados no Hospital Frei Gabriel quando a criança dá entrada por uma lesão” diz. A enfermeira Ana Catarina Silva Oliveira, que trabalha no Núcleo de Vigilância em Saúde de Frutal, participa do PAIR – Extensão Frutal – e ressalta a importância de se investigar uma suspeita antes que o ato sexual em si se conclua. “A pessoa que fizer esta notificação terá a identidade mantida em sigilo, para sua segurança e segurança da criança/adolescente”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o PAIR espera-se que a burocratização com os casos seja menor, tornando o atendimento mais eficiente e garantindo para as crianças que sofreram violência um cuidado especial. Para isso é preciso que todos denunciem através das notificações e ligações para o DDN (Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes) discando 100 de qualquer telefone do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Freud explica?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acompanhamento psicológico com crianças que sofreram abuso sexual é de extrema importância. A criança/adolescente violentada muda o seu comportamento e apresenta reações como baixa auto-estima, depressão, vergonha, culpa. A figura do psicólogo trata esses sentimentos ouvindo os relatos e auxiliando a compreensão da criança sobre o fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área da psicologia e psiquiatria, o pedófilo, como já foi dito no início da reportagem, é tratado como uma pessoal portadora de uma desordem mental. Sigmund Freud, médico neurologista pai da psicanálise, divulgou no século XX, estudos sobre a perversão humana, mas de acordo com o psicólogo Paulo Cesar Peixoto a psicanálise não estuda tão a fundo a questão da pedofilia, “Ela não dirá que aquele que porta desejos voltados para crianças constitui uma categoria à parte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicanálise pode ser um caminho para o tratamento de quem alimenta desejos sexuais por crianças/adolescentes, desde que haja vontade de modificar esses desejos, antes do ato sexual consumado. “A psicanálise é movida pelo desejo de mudança daquele que a procura. Não encontro outra possibilidade para ocorrer uma mudança que não seja por esse caminho”, diz Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu queria chamar a atenção para o fato do processo de demonização e de medicalização da pedofilia acontecer ao lado de outro processo para o qual temos imensa permissividade. Falo do processo cultural que vivemos no qual colocamos como ideal de beleza uma beleza imberbe.&amp;nbsp; Nosso padrão de beleza leva meninas de 12 anos às paginas das revistas travestidas de femme-fatale.&amp;nbsp; Nossa cultura erotiza a infância ao mesmo tempo em que se escandaliza com a pedofilia”, enfatiza o psicólogo. “A sociedade fica feliz em colocar o problema como doença de um ou outro, pedir sua punição ou tratamento, e despreza a necessidade de pensar no que ela está comprometida com estes processos”, completa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa é responsável pelos atos que pratica. Se você leitor, conhece ou desconfia de que existe abuso sexual infantil em seu círculo social, denuncie. É a partir de ações assim que o número de casos poderá ser diminuído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2918136661364011235?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2918136661364011235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/o-perigo-acabou-de-entrar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2918136661364011235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2918136661364011235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/o-perigo-acabou-de-entrar.html' title='O perigo acabou de entrar'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2449732422355713001</id><published>2011-10-24T05:13:00.001-07:00</published><updated>2011-10-24T05:13:30.385-07:00</updated><title type='text'>Haja paciência</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Priscila Minani&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Frutal é um lugar de poucos prédios. Portanto, seu crescimento é horizontal. Com uma densidade demográfica de aproximadamente 22 habitantes por quilômetro quadrado, coincidentemente a mesma do Brasil, nas últimas décadas o crescimento tem espalhado esta população. E aí surge um problema: como a maioria dos serviços públicos ainda se mantém na região central, de que forma os moradores dos mais distantes pontos da cidade fazem para se locomover? Como anda o transporte público da cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta questão em mente, o Jornal 360 se propôs a verificar esta situação. Para se conseguir fazer uma pesquisa de campo é preciso que se tenha material para ser analisado. Portanto, hora de pegar o bonde, ou melhor, o ônibus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui a primeira dificuldade: onde e em quais horários eles circulam? Uma das primeiras fontes de busca foi o site da Prefeitura. Depois de revirá-lo, não consegui obter nada que facilitasse meu trabalho. Tais informações, que deveriam ser de fácil acesso para a população, não estão ao alcance de quem mais necessita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns telefonemas e insistente procura por dados, consegui, com um funcionário do Pátio da Prefeitura, uma lista escrita à mão, com os locais que contam com a presença do poste de, aproximadamente, 1,50m, nas cores branco e vermelho com o indicativo “CIRCULAR” gravado em preto. São 66 pontos espelhados pela cidade, por onde circulam dois ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar indicado para partida: Praça da Matriz. Trata-se do ponto de maior fluxo do ônibus circular na cidade, pois é de onde chegam e de onde saem os usuários que moram em locais afastados e precisam do veículo para chegar ao centro e, depois, para voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação recebida era a de que o ônibus sairia às 11 horas. São 10h45 e cerca de 10 pessoas já se encontram no local. A hora passa, o ônibus não chega e mais pessoas aglomeram-se. É gente simples que, em sua maioria, levantou cedo para conseguir realizar suas tarefas. Não é preciso muito para que comecem as conversas enquanto o ônibus não vem. Já passam das 11h15 e uma senhora exclama: “que demora!”. Dona Guadalupe Aparecida Silva é de Comendador Gomes. Estava no calçadão de Frutal com sua filha e precisa do ônibus para ir para casa da mãe, que mora no bairro Frutal III. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pouco de espera e algumas pessoas desistem. Acabam gastando dez reais para ir de taxi, porque a demora cansa. Foram oito reais a mais que para essas pessoas farão toda a diferença. Enfim, 11h39 e o circular chega. A aparência externa não é das melhores. Dois reais na mão do motorista, porque não há cobrador, e se tem acesso à parte interna do veículo. Essa preocupa mais que a externa. Bancos sujos e tremeliques que tornaram cuneiforme as anotações no papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem é desbravadora. Boa oportunidade para quem conhece apenas a região central da cidade. É o meu caso. Há um ano e oito meses – para ser mais específica – habitando as terras mineiras, procurei morar num lugar que satisfizesse as minhas necessidades. Assim, tendo bancos, mercado, farmácias e lojas em geral ao meu redor, o único lugar que precisei apelar para o ônibus foi no trecho Praça da Matriz – UEMG, pois até a Agência 360 localiza-se no centro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando... Uma virada à esquerda aqui, outra à direita ali e as ruas desconhecidas levam a lugares familiares, como a rodoviária. Durante o trajeto, o coletivo é lento. É natural que sua velocidade não seja a de um carro de corrida, mas é necessário que ele se locomova mais devagar que o normal para garantir que nenhuma parte de sua lataria fique para trás. É isso mesmo. A impressão é a de que há peças soltas no veículo. O barulho que se ouve devido ao choque com o solo esburacado é assustador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho segue pelas ruas que cercam o Recinto de Exposições. Lá do alto consegue-se avistar a parte conhecida da cidade, com destaque para os edifícios Executivo, Frutal e o Hotel do edifício 3 Poderes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora parece que o ônibus está saindo da cidade. Engano. A placa indica “Rua Belo Horizonte”. Estamos atrás da Cervejaria Fass. Mais um pouco de andança e o Viaduto Conrado Heitor de Queiroz é a passagem para os bairros Frutal II, III e IV. Já se passaram 20 minutos do início da viagem, e bem longe do centro da cidade, o ônibus trafega por ruas nas quais o que resta de asfalto se confunde com a terra vermelha. Há poucas pessoas no transporte. Lá no fundo, uma mulher cheia de sacolas e de olhar curioso. Conversei com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De aparência jovem, Vilma Santos é uma mato-grossense que veio visitar a família. Está a alguns dias na cidade e por já ter gasto um bom dinheiro com mototáxi, não teve alternativa a não ser o transporte público. “O mototáxi cobrou cinco reais para me levar pra casa. Hoje gastei o dinheiro comprando umas coisas e tive que vir de ônibus, mas não gostei, é muito demorado”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca por alguém que fosse usuário freqüente do circular, avisto uma mulher entrando. Ela está acompanhada de duas meninas que provavelmente são suas filhas e mostrou encaixar-se no perfil procurado. De jeito simples, Érica Aparecida Presedina usa o meio de transporte público só quando não há outra forma de locomoção. Ela diz que o ônibus precisa de maiores cuidados e que teme andar porque diz não ser seguro, principalmente por causa das crianças. Quando questionada sobre reivindicações, ela responde: “direto vai gente lá reclamar, mas nunca resolve”. Sobre o mesmo fato, outro usuário desabafa: “não adianta reclamar, aqui só tem moral quem tem dinheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem estranha aos olhos de quem só conhece o centro logo encontra o Lions Club, numa esquina da Avenida JK. Bom, deve ser o fim da viagem: o ônibus segue pela avenida, contorna o calçadão e chega ao destino final. Certo? Não, errado. É hora de cruzar a rua e explorar o XV de Novembro. Mais voltas e voltas. O relógio marca 12h57. O ônibus passa pelo bairro Princesa Isabel - para os mais íntimos, Brejinho – passa pelo Cemitério Municipal, passa pela Assistência Social Pio XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trajeto é muito longo. Não há uma divisão de percurso com mais ônibus fazendo o itinerário, o que tornaria as viagens mais rápidas. Esta falta de rapidez é a principal reclamação dos usuários e certamente o principal motivo para que o circular trafegue quase às moscas.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de uma hora e 20 minutos chega-se ao fim desta viagem e ao fim desta matéria com uma constatação: o transporte público de Frutal é inadequado, caro, pela qualidade que oferece, e quase impossível de se usar pela simples falta de informação sobre horários e itinerários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2449732422355713001?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2449732422355713001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/haja-paciencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2449732422355713001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2449732422355713001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/haja-paciencia.html' title='Haja paciência'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8361151868872851202</id><published>2011-10-24T05:09:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:09:24.193-07:00</updated><title type='text'>Ponto Crítico: O monarca da cultura popular</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo sem meias palavras e correndo o risco de desagradar um monte de gente: Roberto Carlos é o maior e mais importante artista popular brasileiro de todos os tempos. É natural que este título caiba a alguém da música. Afinal, temos os nossos ídolos populares no cinema, na TV, mas nada que ombreei com a força da MPB, entendida aqui como música popular mesmo, e não apenas aquela vestida de roupa de grife. E sendo da música, alguns gritarão: maior que Ary Barroso, que Tom Jobim, que João Gilberto, que Caetano, Chico, Milton e Gil? Maior, sim senhores. E saibam que adoro todos os citados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta afirmação é algo que o Lausamar com 20 anos nunca faria e ainda seria capaz de jurar que jamais cometeria tal julgamento. As coisas mudam. O reconhecimento da grandiosidade de Roberto Carlos é uma constatação de uma fase mais madura, a partir dos 25, 30 anos.&lt;br /&gt;Meu contato com o Rei foi primeiro pelas rádios AM. Minha mãe adorava rádio e fazia as tarefas de casas com o velho radinho de pilha ligado. Eu conhecia boa parte de seu repertório, mas sem nenhuma avaliação ou proximidade maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na adolescência, o seu sucesso me intrigava. Nesta época o que eu ouvia era a MPB “sofisticada” e o pop/rock internacional. Para piorar, começa a sua fase de músicas para as mulheres pequenas, para as gordinhas e até para que usam óculos. Convenhamos que estas canções são indefensáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato com algumas de suas músicas da fase inicial e romântica como Detalhes, Como é grande o meu amor por você e Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo não deixavam dúvidas do seu talento como compositor e sua facilidade absurda de comunicação com a massa. Mas foi uma coluna de Nelson Motta na Folha de São Paulo, sobre um destes especiais de fim de ano e que atentava para o cantor espetacular que Roberto é, que me levou a prestar mais atenção na obra do Rei. Conclusão: o cara é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua voz não possui grande extensão, o que é compensado com uma naturalidade de canto capaz de constranger aqueles para quem cantar é coisa dificílima. O disco Roberto Carlos – Acústico MTV é prova deste controle absoluto de sua arte que o Rei possui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um grande artista aquele que produz uma grande obra. Pode ser até única, a chamada obra prima. Um poeta que fez um grande poema, um escritor que fez um grande livro, um cineasta que dirigiu um grande filme, são todos grandes. Mais raro é produzir dezenas de obras primas. E estamos falando de uma destas raridades. Roberto, quase sempre com seu parceiro Erasmo, possui 20, 30 grandes canções. Quantos podem dizer o mesmo? Poucos no Brasil, poucos no mundo. Só os verdadeiramente geniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minhas 10 maiores canções do Rei.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Detalhes&lt;/b&gt; – O maior sucesso. A não resignação pelo amor perdido.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu te amo, eu te amo, eu te amo&lt;/b&gt; – A música é um convite para a plateia cantar junto.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fera Ferida&lt;/b&gt; – A melhor letra da dupla Roberto e Erasmo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Debaixo dos caracóis dos seus cabelos&lt;/b&gt; – Canção de solidariedade que se tornou uma grande canção de amor.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As baleias&lt;/b&gt; – Uma música engajada que não é chata. Ao contrário, a melodia é linda e tem versos memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O portão&lt;/b&gt; – “Fui abrindo a porta devagar / mas deixei a luz entrar primeiro / todo meu passado iluminei...” Só estes versos justificariam a escolha.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As curvas da estrada de Santos&lt;/b&gt; – Minha preferida. A mais rock and roll do Rei.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fim de semana&lt;/b&gt; – A mais família das músicas brasileiras. Bonitinha, fofinha, a delicadeza em forma de canção.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu querido, meu velho, meu amigo&lt;/b&gt; – Difícil ouvir e não chorar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é grande o meu amor por você&lt;/b&gt; – O modelo perfeito de canção romântica e a mais bossa nova das músicas de Roberto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8361151868872851202?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8361151868872851202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/ponto-critico-o-monarca-da-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8361151868872851202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8361151868872851202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/ponto-critico-o-monarca-da-cultura.html' title='Ponto Crítico: O monarca da cultura popular'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8366880375511258803</id><published>2011-10-24T05:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T05:05:41.515-07:00</updated><title type='text'>A vida é cheia de som e delicadeza</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Natália Coquemala e Rafael Ferreira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Música e vida se completam.”, é o que pensa Eliane Lacerda, diretora do conservatório municipal João Adriano de Barros, que há mais de quatro anos vem dando a comunidade frutalense a oportunidade de um contato mais próximo com a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eliane realmente tem a música em alta conta. Para ela, a pessoa que se envolve com música aprende valores para a vida. Pratica a humildade, o respeito, a disciplina. “São todos os valores da vida que todos nós devemos praticar. Música é o encanto da vida, ajuda a florescer e colorir com sentimentos e emoções.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conservatório é fruto da parceria entre a prefeitura de Frutal e Antônio Benedito Barbosa, proprietário do terreno onde está localizada a escola de música. Para se chegar a esta parceria uma breve história precisa ser contada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era costume na época, a mãe de Antônio deu à luz a ele em casa, vindo a falecer após o parto. O recém-nascido foi criado pelos avós maternos e durante toda a infância criou um amor por aquela casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço onde funciona o conservatório foi cedido por Antônio, que se tornou advogado e hoje mora em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito católico, quis fazer do lugar que foi sua morada, um espaço que atendesse a comunidade. Entregou o local ao Pe. Geovani, na época o responsável pela paróquia Santo Antônio, para que o lugar fosse utilizado para trabalhos comunitários. O padre começou fazendo ali algumas reuniões como, por exemplo, grupo de mães, porém, vendo que aquele espaço poderia ser mais bem aproveitado, a igreja o cedeu para a prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeita Maria Cecília Marques Borges, a “Ciça”, sempre teve planos de criar um espaço que trabalhasse com música para a comunidade frutalense. Ela viu nessa cessão do imóvel uma boa oportunidade e iniciou o projeto. Em 21 de março de 2007 foi fundado o Conservatório Municipal “João Adriano de Barros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no começo já foram iniciados os cursos de flauta doce, teclado, violão e canto. E foi um sucesso. “Atendíamos as pessoas que não tinham condições de pagar por uma aula particular, então elas vinham pra cá e as aulas eram em grupo. A população se interessou muito, mesmo com o pequeno espaço sempre tivemos de 200 a 350 alunos. Esse conservatório veio completar momentos na vida das pessoas” comenta Eliane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coincidência ou destino?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem que tudo é obra do destino. Então, neste caso, ele trabalhou incansavelmente em seu objetivo. Antonio é de uma família muito culta e sempre teve contato com a música. A prefeita Ciça também, toca piano e sempre foi muito musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio nasceu em 22 de novembro, considerado o dia da musica. Ciça nasceu na mesma data.&lt;br /&gt;Ciça sempre desejou que Frutal tivesse um local voltado para a música e que atendesse a população. Antonio queria que o local, onde passou sua infância e o qual muito amava, fosse usado também em prol da comunidade frutalense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio teve três filhos, sendo a do meio mulher. Maria Cecília era o nome dela. O apelido era Ciça. Assim como o pai, sempre foi apaixonada por musica e também por todo aquele espaço. Ela foi assassinada e seu pai colocou seu nome na pequena capela que existe no conservatório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidências ou não, o fato é que de alguma maneira a prefeita Ciça e Antônio estavam ligados na realização desta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O projeto arquitetônico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o próprio Antonio quem planejou todo o local onde hoje funciona o conservatório. Ele queria transformar aquele espaço mas também queria conservar a história. A casa onde nasceu e morou não pode ser mudada. Ela deve ser mantida exatamente como foi construída. Essa exigência do proprietário faz parte do documento de concessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena capela “Santa Cecília”, padroeira dos músicos, fica no lado esquerdo do portão de entrada, nos fundos do conservatório. Ela foi construída em homenagem a São Dimas, assassino que foi crucificado ao lado de Jesus, mas se arrependeu e foi perdoado. Essa capela é uma forma de Antônio perdoar o assassino de sua filha Ciça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem foi João Adriano de Barros?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno garoto pobre sentado em uma calçada tocando um cavaquinho faltando cordas. Foi assim que o maestro Josino de Oliveira encontrou João Adriano enquanto andava pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou encantado com a musicalidade que tinha aquele “menino de rua”. Procurou saber quem eram seus pais e descobriu que João era órfão. Entrou com um pedido de adoção perante o juiz e conseguiu a guarda do pequeno garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Adriano foi um grande músico. Ensinou música, foi maestro da banda de Frutal, tocou vários instrumentos e fez uma história musical muito importante na cidade, deixando inúmeros discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cursos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o conservatório tem cerca de 250 alunos e conta com oito cursos: violino, violoncelo, bateria, violão, teclado, acordeom, flauta doce e coral. Funciona de segunda a sexta-feira durante os três períodos. É aberto para toda comunidade, com alunos a partir de 10 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos que não têm condições de contribuir vão até a assistência social onde é emitido um laudo e esse aluno é isento da contribuição. Os que podem contribuem com um valor de vinte reais por mês. Esse dinheiro é utilizado para a manutenção dos instrumentos, das instalações e também ajuda na realização das apresentações feitas pelos alunos. A prefeitura não pode a todo o momento arcar com os gastos imediatos que são necessários. A burocracia é grande, e essa foi uma forma encontrada para suprir as necessidades mais urgentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas são em grupo. Quem gere todo esse projeto é a Secretaria de Promoção Humana.&lt;br /&gt;O conservatório não é apenas uma escola que ensina a tocar um instrumento. “Temos toda uma condução pedagógica. Os alunos fazem, além do instrumento, aula de percepção, como teoria musical. Pretendemos ir acrescentando, com o passar do tempo, aulas de história da música, apreciação musical, música de conjunto e mais uma série de matérias afins. Não se faz um músico só com notas, mas também com disciplina e respeito, e isso nos ensina a viver.”, acrescenta Eliane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alunos e professores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo Henrique de Melo Correa é professor de canto/coral no conservatório há quatro anos. Segundo ele, o curso é livre, porém requer uma boa base de percepção musical. As aulas de canto acontecem uma vez por semana, nas segundas-feiras, das 19h às 21h na própria sede onde funciona a escola de música. “É uma espécie de coral municipal, servindo a comunidade em apresentações e eventos.”, acrescenta Pablo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geovanna Ferreira Silva, 14, faz parte da primeira turma de coral do conservatório. A sorridente garota conta que sempre cantou. Aos oito anos, quando ia à missa e participava do coral infantil da paróquia Nossa Senhora Aparecida, ficava fazendo arranjo nas musicas. Quando teve, em 2005, o coral na escola primária onde estudava, participou por curiosidade. Começou a fazer apresentações e “foi brotando em mim aquela vontade” diz Geovanna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela as aulas em grupo são boas. O conservatório não tem suporte para atender os alunos individualmente. “O fato de ser em grupo não diminui a qualidade do ensino” afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do coral, Geovanna também aprendeu a tocar instrumentos. Desde 2007 faz teclado e esse ano está aprendendo violino. Violão aprendeu sozinha, mas ano que vem pretende começar a fazer aula para aprimorar seu conhecimento. Conta com o forte apoio dos pais, que a incentivam a sempre continuar e vão a todas as suas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não sabe se no futuro vai viver de musica. Talvez esse seja apenas um hobby ou uma segunda opção de faculdade. “A faculdade de música implica muito a parte de instrumentos, e estes são um complemento, uma diversão” confessa a menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fala sobre o que sente com a música a feição da pequena garota se transforma completamente. Surge um sorriso de felicidade e se percebe a satisfação por estar falando sobre algo que gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela música é algo maravilhoso. Uma das coisas mais importantes. Tudo foi sendo formulado em cima desse caminho. Os amigos que tem, os lugares que freqüenta são graças a música. Pensa que se não tivesse começado no coral de primário em 2005, hoje talvez estivesse em uma direção totalmente diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei se a minha vida vai continuar com a música daqui a algum tempo, mas hoje, eu devo tudo isso a música” comenta em um tom de agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como se informar sobre os cursos: o endereço do conservatório é: Rua Frei Teodósio nº 400, fone: 3421-8496.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8366880375511258803?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8366880375511258803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/vida-e-cheia-de-som-e-delicadeza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8366880375511258803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8366880375511258803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/vida-e-cheia-de-som-e-delicadeza.html' title='A vida é cheia de som e delicadeza'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8135740120455501636</id><published>2011-10-24T04:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T04:59:08.962-07:00</updated><title type='text'>Frutal das águas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Mariana Nogueira e Priscila Minani&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 de setembro de 2011. Neste dia Frutal inscreveu seu nome no mapa do mundo como importante pólo de conhecimento científico com o lançamento oficial da Cidade das Águas. O projeto da UNESCO-HidroEX, que será mundialmente conhecido pelo seu nome em inglês, City Of Waters, prevê a realização de pesquisas e projetos para a preservação das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes eventos formais importantes, a presença de autoridades é pule de 10. Estiveram presentes no evento figuras como o vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho; o ministro da educação, Fernando Haddad; Narcio Rodrigues, Secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; o deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia; o diretor da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz; a presidente da Fundação Cousteau, Madame Francine Cousteau; o presidente do Conselho Mundial das Águas, Luic Fauchon e o presidente do Unesco-HidroEX, Otávio Elísio Alves de Brito; além de outros deputados federais e estaduais, representantes de instituições e a atriz Cléo Pires, a embaixadora das águas da Unesco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frutal foi escolhida como sede por diversos fatores. A cidade localiza-se as margens do Rio Grande, que com cerca de 1300 km de extensão e cobrindo 17% do território mineiro, concentra duas usinas hidrelétricas bem próximas a Frutal: Porto Colômbia e Marimbondo. Por estar na região do Aqüífero Guarani, a maior fonte subterrânea de água doce da América do Sul, em meio ao Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, e no Triangulo Mineiro, o território frutalense tornou-se propício para instalação da Cidade das Águas. “Frutal fez por merecer”, afirmou Narcio Rodrigues em seu discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Cidade das Águas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto idealizado pelo deputado Narcio Rodrigues e realizado pelo Governo de Minas e Governo Federal conta com apoio da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura -. Está sendo formado um Condomínio Temático de Instituições de Ensino Superior para que se estabeleça um pólo avançado de estudos em preservação da água e desenvolvimento sustentável. Neste condomínio já estão presentes as seguintes instituições: Universidades de Lavras (UFLA), de Viçosa (UFV), Ouro Preto (UFOP), Minas Gerais (UFMG), do Triângulo Mineiro (UFTM), de Uberlândia (UFU), o Instituto Federal de Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) e a PUC-Minas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns centros internacionais já firmaram parceria com a Cidade das Águas, entre eles está o Espaço Cousteau, patrocinado pela Fundação Jacques Cousteau. Todos esses colaboradores diretos e ativos da Cidade das Águas vão permitir que este projeto carregue a esperança para lugares que sofrem com a falta de água, como a África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HidroEX&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas, ou Unesco-HidroEX, é o nome do centro inaugurado em Frutal. Essa sede terá finalidade de planejar, executar, controlar e avaliar programas que defendem o meio ambiente e os recursos hídricos. O prédio inaugurado conta com administração, laboratórios, salas de reuniões e salas para projetos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram investidos até agora R$ 50 milhões na construção do complexo. Outros R$ 80 milhões estão previstos pelo governo federal e estadual.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Planeta Água&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terra é 70% água. Esse componente natural tão precioso precisa ser preservado hoje para que esteja ao alcance de todos no futuro. As pesquisas voltadas para a preservação e manutenção das águas do Brasil devem estar conectadas para a educação do cidadão. Dessa forma, o Unesco-HidroEX, proporá ações de uso consciente da água. O ministro da educação firmou o compromisso do ministério com o projeto, “Queremos que aqui seja um celeiro da produção científica mundial das águas e sua boa utilização” disse Haddad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cléo Pires reafirmou a importância de educar as pessoas a utilizar a água “Educação é saber decodificar o que nos é oferecido, isto nos faz um povo mais educado”. Madame Cousteau finalizou os discursos prevendo o futuro do projeto: “não vejo um pouco de água para o futuro, vejo um oceano para o futuro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O evento: a Cidade das Águas é lançada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento de inauguração da sede do HidroEX e lançamento da Cidade das Águas pareceu exterior a qualquer coisa que lembrasse a cidade mineira pacata e interiorana que conhecemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nas vésperas da quarta-feira, o cenário começou a mudar. A Avenida Mário Palmério, que leva à UEMG, recebeu alguns enfeites. Placas com a indicação “Cidade das Águas” trouxeram um pouco de cor ao ambiente. Seguindo a subida da avenida, logo era possível notar a visão panorâmica que engloba o complexo UEMG–HidroEX. Dois grandes prédios que pretendem atender às questões educacionais, ambientais e, consequentemente, sociais, e que, brevemente, se tornarão mundialmente conhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade do Estado de Minas Gerais serviu de espaço para o evento. O saguão de entrada, que normalmente é passagem para os alunos que com suas calças jeans e camisetas carregam seus cadernos e mochilas a caminho das salas de aula, teve um visual diferente neste dia. O lugar vazio foi preenchido por pequenas mesas redondas, revestidas por tecidos nos tons de preto e prata, transformando a decoração simples em algo sofisticado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacava-se o colorido das flores sobre a mesa principal e as placas do HidroEX, com um desenho moderno representando a natureza. O traje passeio recomendado no convite foi utilizado por quase todos, com raras e notáveis exceções. Uma elegância que no calor frutalense exigia uma boa dose de sacrifício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos aguardavam, já que, brasileiramente, o evento se atrasava, havia um fundo musical suave como que para atenuar a solenidade do acontecimento. Som leve e agradável é convite para uma boa conversa. E é o que faziam os convidados. Aos poucos, todos vão chegando e se acomodando enquanto o evento não se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No anfiteatro da Universidade, cerca de 40 cadeiras estão posicionadas no palco para acomodar as personalidades influentes que fazem parte do projeto. Entre elas, políticos municipais, estaduais e federais; empresários nacionais e internacionais; reitores das instituições públicas de ensino envolvidas; e, ao centro, Madame Francine Cousteau, como representante do Instituto Cousteau para as águas e a atriz Cléo Pires, intitulada Embaixadora das Águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 16h, dá-se a abertura. O Hino Nacional interpretado pelo Coral da UEMG associado ao Conservatório de Música Municipal e ao Coral do HidroEX deu início a solenidade. Foi bonito. Aplausos e mais aplausos congratularam a apresentação. Minutos depois é exibido o vídeo institucional da Cidade das Águas, deixando bem claro o objetivo do empreendimento: restauração e preservação ambiental com base na educação. Tal foco também foi abordado por todas as autoridades durante seus discursos. O deputado federal e secretário da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior Narcio Rodrigues está à frente do projeto. Foram mais de dez visitas à Europa em busca dessa realização. Declara: “se é importante para Frutal, é importante para mim”. Ressaltou ainda que se trata de uma obra que supera a divergência de caráter político-partidário, pois envolve tanto o governo estadual, comandado pelo PSDB, como o governo federal, capitaneado pelo PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da educação, Fernando Haddad, fala que para consolidar obras é necessária a implantação de projetos estratégicos que valorizem a área. Esses fatos, associados à ampliação de vagas na faculdade, tornarão mais influente o complexo UEMG – Hidroex.&amp;nbsp; A pretensão é de que Frutal seja modelo na pesquisa mundial sobre águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representante do Instituto Cousteau, Madame Francine Cousteau, é uma figura emblemática. De uma elegância discreta, traz consigo a aura do pesquisador e aventureiro Jacques Cousteau, herói de toda uma geração que aprendeu a respeitar o meio ambiente sob sua inspiração. No charmoso idioma francês diz estar emocionada pela realização e que se engajará nessa conquista. Agradecendo a parceria com os brasileiros, despede-se: “Merci”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A emoção não foi um sentimento exclusivo da francesa. A embaixadora das Águas, Cléo Pires também trouxe o anseio em sua fala. Diz sobre o quão importante é o projeto e o cuidado com a água, baseado na composição do nosso corpo e do planeta, e confessa: “sou apaixonada por esse projeto da Cidade das Águas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encerramento dos discursos ficou por conta do vice-governador do Estado de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, que deixa claro o apoio do governo ao empreendimento e discorre sobre a função do HidroEX, dizendo que promoverá uma revolução na maneira de pensar sobre a água. Ainda revela que a Cidade das Águas é a menina dos olhos do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade das Águas estava oficialmente lançada. Agora, é esperar pelos projetos e pesquisas que podem, bem conduzidos, modificar a realidade da região no que se refere ao desenvolvimento sustentável, exportando estas ações para o mundo. Aguardemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8135740120455501636?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8135740120455501636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/frutal-das-aguas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8135740120455501636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8135740120455501636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/10/frutal-das-aguas.html' title='Frutal das águas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6360320956836352709</id><published>2011-08-30T07:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T07:33:19.720-07:00</updated><title type='text'>Charge</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7kEpKHMqDkM/Tlz0k9DuwDI/AAAAAAAAAGg/fuX-rh8rHmo/s1600/charge.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-7kEpKHMqDkM/Tlz0k9DuwDI/AAAAAAAAAGg/fuX-rh8rHmo/s640/charge.jpg" width="451" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6360320956836352709?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6360320956836352709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/charge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6360320956836352709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6360320956836352709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/charge.html' title='Charge'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7kEpKHMqDkM/Tlz0k9DuwDI/AAAAAAAAAGg/fuX-rh8rHmo/s72-c/charge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4739005149246742457</id><published>2011-08-30T06:53:00.002-07:00</published><updated>2011-08-30T06:53:57.771-07:00</updated><title type='text'>Fotos da 6ª edição</title><content type='html'>&lt;div style="padding: 0; overflow: hidden; margin: 0; width: 500px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096647460/in/set-72157627429519415/" title="Avenida Paulista" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6089/6096647460_ff70f7faf5_s.jpg" alt="Avenida Paulista" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096648864/in/set-72157627429519415/" title="Estação da Luz - SP" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6089/6096648864_0e5133d863_s.jpg" alt="Estação da Luz - SP" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096650372/in/set-72157627429519415/" title="Mercado Municipal de São Paulo" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6068/6096650372_218a153cab_s.jpg" alt="Mercado Municipal de São Paulo" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096652682/in/set-72157627429519415/" title="Rua 25 de Março - SP" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6209/6096652682_0a079e09b6_s.jpg" alt="Rua 25 de Março - SP" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096655474/in/set-72157627429519415/" title="Rua 25 de Março - SP" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6069/6096655474_4da213f7dc_s.jpg" alt="Rua 25 de Março - SP" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096111607/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6182/6096111607_f76185eb2f_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096112745/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6184/6096112745_3fa9a80151_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096113393/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6086/6096113393_2a81f280f3_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096658670/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6197/6096658670_cf387dc4fb_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096659746/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6069/6096659746_4c2d0312fb_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096115649/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6185/6096115649_0f67bf8664_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096660960/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6061/6096660960_0579abc415_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096116661/in/set-72157627429519415/" title="Prefeita Ciça" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6199/6096116661_6ebb745291_s.jpg" alt="Prefeita Ciça" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096662196/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6196/6096662196_17d47ca40f_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096119569/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6072/6096119569_6f3a224c91_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096120831/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6199/6096120831_fa6477ecc9_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096666476/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6210/6096666476_c7e61d96e8_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096122841/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6073/6096122841_8c667e0237_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096668690/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6070/6096668690_fc524036fe_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096125047/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6088/6096125047_3779e34038_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096671002/in/set-72157627429519415/" title="Festival do Folclore de Olímpia" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6209/6096671002_2b2dbb692a_s.jpg" alt="Festival do Folclore de Olímpia" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096671618/in/set-72157627429519415/" title="Coral da UEMG" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6207/6096671618_7bf64e1a25_s.jpg" alt="Coral da UEMG" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096127399/in/set-72157627429519415/" title="Coral da UEMG" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6067/6096127399_ca88452cf9_s.jpg" alt="Coral da UEMG" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/6096128103/in/set-72157627429519415/" title="Coral da UEMG" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6088/6096128103_e0e30153ac_s.jpg" alt="Coral da UEMG" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/sets/72157627429519415/"&gt;Jornal 360 - 6ª edição&lt;/a&gt;, um álbum  no Flickr.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Fotos da 6ª edição do jornal 360&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4739005149246742457?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4739005149246742457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/fotos-da-6-edicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4739005149246742457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4739005149246742457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/fotos-da-6-edicao.html' title='Fotos da 6ª edição'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm7.static.flickr.com/6089/6096647460_ff70f7faf5_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2470455023243847264</id><published>2011-08-30T06:53:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T06:53:05.026-07:00</updated><title type='text'>Editorial - Precisa-se de mais vereadores?</title><content type='html'>Segundo informações obtidas, já há a definição de que, a partir de janeiro de 2013, Frutal voltará a ter 15 vereadores, o que foi decidido na legislatura anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de se perguntar se esta mudança é mesmo necessária. Ao fixar apenas o número máximo de vereadores que cada câmara municipal pode ter, a emenda constitucional 58 respeita a autonomia dos municípios e coloca para a população de cada cidade a responsabilidade para definir quantos vereadores são necessários para que o poder legislativo possa atuar com a força e a independência que necessita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta discussão precisa ser feita por todo cidadão, que terá sua vontade materializada na votação de seus representantes. Não é assunto pra se resolver em surdina, às portas fechadas. As pessoas têm o direito de expressar sua opinião e também de conhecerem a opinião de seu vereador sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Frutal fica evidente a não necessidade deste aumento. Na atual legislatura, 10 vereadores compõem a Câmara. E o trabalho se desenvolve naturalmente. Não se tem notícia de que os vereadores estejam assoberbados de tarefas, com mesas empilhadas de projetos a serem aprovados. Os 10 vereadores dão conta de suas funções normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento, de 10 para 15, representa uma despesa de aproximadamente um milhão de reais apenas para o pagamento destes vereadores em quatro anos. Além de outras despesas que certamente crescerão: assessores, telefones, materiais de papelaria, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se argumentar que não haverá prejuízo para o município, já que o valor que pode ser gasto com o legislativo é o mesmo com 10 ou 15 vereadores. Este argumento é um pouco cínico. Se a Câmara tem condições de arcar com este aumento de custo, há dinheiro sobrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode gastar com 10 o mesmo que se gastaria com 15. Cabe a população acompanhar de perto a gestão do legislativo para que este dinheiro excedente possa voltar aos cofres municipais para ser aplicado em serviços essenciais dos quais a cidade é extremamente carente. É verba pública. Se há sobras, devem ser revertidas para toda a população.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A Câmara atual precisa colocar este debate na rua. O frutalense deseja 10 ou 15 vereadores? Ouvida a sociedade, e ela decidindo pela permanência dos atuais 10, mude-se a lei orgânica municipal. Há tempo para isso. Com a palavra, os nobres vereadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2470455023243847264?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2470455023243847264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/editorial-precisa-se-de-mais-vereadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2470455023243847264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2470455023243847264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/editorial-precisa-se-de-mais-vereadores.html' title='Editorial - Precisa-se de mais vereadores?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6632721415662765944</id><published>2011-08-30T06:51:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T06:51:19.540-07:00</updated><title type='text'>Segundos que parecem horas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Narcio Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo tem a impressão de que o tempo passa rápido. O tempo corre. O tempo voa. A sensação é de velocidade no relógio. Há dias que, quando vemos, já estamos de noite. Há momentos em que olhamos na folhinha e vemos que o fim do ano já está chegando e que nem vimos os dias, semanas, meses passarem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é isso mesmo. Somos presas do relógio, a armadilha do tempo está sempre pronta para nos pegar e os ponteiros sempre andam mais rápido do que nossa vontade e nosso desejo. Veja só: já estamos em agosto e lá se foram sete meses de 2011 e parece que estávamos comemorando o Natal ainda anteontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há também o inverso. Há momentos que parecem não passar nunca. Parecem ficar congelados no tempo. Parecem se eternizar em segundos que nunca passam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivi uma situação assim. Sai daqui, do Brasil, para um encontro sobre Hidroex em Moscou, com o grande Mikhail Gorbachev, na sede da Fundação Gorbachev na capital russa. Viagem longa. Longuíssima. Passei primeiro em Paris, acertei pontos com a Unesco. Depois, estive em Delft, na Holanda e, de lá, fui a Genebra, onde me sentei com o presidente executivo da Green Cross Internacional (que tem em Gorbachev seu presidente de honra) para discutir um acordo de cooperação para realização dos Diálogos da Terra em Minas Gerais e para apoio junto a Unesco para os avanços do Hidroex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de Genebra com um documento assinado pelo sr. Alexander Likotal e o espaço aberto para as assinaturas do Governador Aécio Neves e de Makhail Gobarchev. Cheguei em Moscou. Agenda pesada. Do hotel até a Fundação Gorbachev, duas horas batidas de carro. Longe mesmo. Era a segunda vez que iria ser recebido por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco minutos depois do horário marcado para a audiência, entra o presidente Gorbachev, com cara de poucos amigos. Ele não fala inglês, eu muito menos. E lá estávamos eu e ele diante um do outro, a mercê dos intérpretes tentando passar sentimentos do português para o russo (intermiado pelo inglês) e do russo para o português. Audiência difícil. Poucos sorrisos, nenhuma brincadeira e eu tenso como o cão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei da minha honra em que estar na sua presença, do quanto me inspirei na sua luta pelo meio ambiente para buscar a criação do Hidroex e o quanto devia a ele por ter me apresentado para a direção de Hidrologia da Unesco, o que acabou por resultar na criação do nosso instituto mais tarde. Entreguei a Medalha do Mérito legislativo da Câmara dos Deputados e lhe estendi, com as mãos, o documento em que esperava ver aposta a sua assinatura (para documentar perante a História aquele momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gorbachev franziu a testa, olhou sério para o meu lado e disse em tom muito seco (que eu não entendi, por que era em russo) a frase que congelou o tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não posso assinar esse documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me foi traduzida sua frase, o tempo parou. Em vinte segundos ou pouco mais de meio minuto, eu vivi um século. Passei a me lembrar de todo esforço, de toda empreitada, da correria, da agenda apertada, dos riscos - de tudo que representava aquele esforço, agora inútil, de ir buscar uma assinatura. E lamentei a perda de tempo... Pensei: tô no sal (para não dizer uma palavra mais chula). Foi uma eternidade de sofrimento.&lt;br /&gt;De repente, ele se volta para o meu lado, aponta o bolso do meu paletó e completa a sua frase, agora risonho e como quem acaba de fisgar uma presa na sua armadilha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete a frase e a conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não posso assinar esse documento... a menos que o senhor me empreste a sua caneta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Seu sorriso aberto descongelou o tempo. Tempo, essa máquina de tortura de qualquer ser humano)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6632721415662765944?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6632721415662765944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/segundos-que-parecem-horas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6632721415662765944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6632721415662765944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/segundos-que-parecem-horas.html' title='Segundos que parecem horas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-718860282175732833</id><published>2011-08-30T06:50:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T06:50:10.926-07:00</updated><title type='text'>Quem matou Norma?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Aluízio Umberto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso dar sentido para um pouco mais de dois mil caracteres (dois por extenso, claro, porque são quatro caracteres ao invés de 1). Isto significa, contando correções, que meus dedos vão bolinar o teclado cerca de três mil vezes. Digitar vai ser moleza, o duro é escolher o assunto. Ou melhor, descobrir um assunto (porque escolher significaria ter vários – e já se foram mais alguns caracteres...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoltas no oriente contra ditadores que pareciam eternos, com o agravante de ninguém saber se quem entra será ainda pior, podia ser um assunto, mas ouço sempre alguém dizendo que esse povo vive brigando e que será sempre assim. Pouca importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ficar no Brasil. Manobras federais para “flexibilizar” a fiscalização das obras da Copa 2014, incentivos fiscais de centenas de milhões para obras que podem virar coisa nenhuma, o chefe do comitê – Sr Ricardo Teixeira – afundado em denúncias que, em país sério, acabariam com a vida pública de qualquer pessoa. Hum... Acho que esse assunto também não dá jogo. Estamos lembrando apenas da festa que vamos fazer, nas “brejas” que vamos tomar e, no máximo, com medinho de passar vergonha (com o mundo inteiro descobrindo o que a gente está triste de saber: que aqui a administração pública é mais desorganizada e incompetente que time de várzea).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência talvez interesse à nossa sádica estupidez. O caso da juíza Patrícia, assassinada pelo crime organizado (com o salutar respaldo da desorganização pública) e, segundo admite o comandante da PM Fluminense, com participação de policiais, dava uma boa reflexão. Nesse caso o problema seria o meu enfoque. Nada contra a comoção gerada pela morte da magistrada, mas sou meio infantil, ainda acredito na balela do “todos iguais” e fico bronqueado com o “descaso de outros casos”. Enquanto toda e qualquer violência contra um cidadão não for entendida como um ataque ao Estado, a juíza e o Zé Ninguém continuarão sendo ameaçados e executados. Mas acham isso cansatiiiiivo. Deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei. Vamos cuidar do nosso quintal. Encrenca brava em Fronteira (com cadeia e cassação para vereadores que, diz o senso geral, fizeram o que muitos fazem, mas foram com muita sede ao pote). Penso eu que, se mais pessoas denunciassem – mesmo que anonimamente –, mais corruptos estariam atrás das grades e um bom tanto teria medo. Esses que sabem e se calam condenam um povo inteiro – inclusive seus familiares e amigos – a serem eternamente abusados. E Frutal, heim... Vai ter investigação da Prefeitura pela Câmara. Uau! Mas, não era esse que devia ser o principal papel do vereador (legislar e fiscalizar)? E o gozado, é que percebem na hora dos interesses eleitorais aquilo que muita gente apontava havia bom tempo... Ah, mas política é um assunto que a gente não entende, porque acha sem importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oba. Quase três mil caracteres. Posso acabar. Tenho coisa mais interessante pra fazer. Vou ver quem matou Norma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-718860282175732833?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/718860282175732833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/quem-matou-norma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/718860282175732833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/718860282175732833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/quem-matou-norma.html' title='Quem matou Norma?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5369147815838582828</id><published>2011-08-30T06:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T06:48:53.743-07:00</updated><title type='text'>Stand... O quê?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stand Up Comedy. Este é o nome do estilo humorístico que vem ganhando o público. Geralmente é apresentado por uma pessoa só em pé (daí o nome Stand Up, que vem do em inglês), mas pode ser apresentado por um grupo de comediantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente dos shows de piada, neste tipo de espetáculo o humorista cria um texto envolvendo assuntos atuais, o que torna o show bastante variado. Para quem assiste, parece tudo um mero improviso, mas o texto é ensaiado e lapidado ao longo das apresentações. Diante de perguntas e provocações da plateia o intérprete precisa estar afiado para responder com inteligência e acidez, em muitos casos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Os precursores &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comédia stand up surgiu no final do século 19 nos Estados Unidos com Jack Benny, Fred Allen e Bob Hope. Considerados os pais deste gênero, os três vieram do teatro de revista (vaudeville) e da época de ouro do rádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Eugênio Soares, José Thomaz da Cunha Vasconcelos Neto e Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, possivelmente mais conhecidos por Jô Soares, José Vasconcellos e Chico Anysio são os precursores deste tipo de humor no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, José Vasconcellos introduziu o gênero One Man Show em terras tupiniquins. O estilo é o que mais se aproxima do Stand Up que conhecemos. A grande diferença fica por conta da inclusão de canções, cenas e interpretação de alguns personagens durante o show. Chico e Jô difundiram este estilo humorístico em programas mostrados ao vivo para todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A nova geração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um palco, um microfone e uma platéia. É o suficiente para os comediantes que se apresentam nos shows de Stand Up pelo Brasil. São muitos nomes conhecidos: Bruno Motta, Dani Calabresa, Danilo Gentili, Diogo Portugal, Fábio Porchat, Fábio Rabin, Fernando Caruso, Geraldo Magela, Gigante Léo, Luiz França, Marcela Leal, Marcelo Adnet, Nany People, Rafinha Bastos e Tatá Werneck. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos humoristas explodiu na mídia como fenômenos da internet, com vídeos de seus shows postados na rede, rendendo milhares de visualizações. Outros foram campeões de concursos de Stand Up, promovidos por grupos de comediantes como o Clube da Comédia. Todos são caras de pau e talentosos o suficiente para sair Brasil afora divertindo as pessoas e apimentando as ideias que o povo tem sobre política, futebol, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comédia X Polêmica&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lidar com temas tabus o stand up pode gerar polêmica. A comédia que aborda temas banais do cotidiano provoca algumas vezes reações de mau humor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o humorista Bem Ludmer, ao fazer piada sobre gordos, recebeu um soco nada engraçado de um integrante da platéia. O curioso é que o próprio Ludmer está acima do peso e não se envergonha de fazer piadas de si mesmo e sua forma física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo Gentili é o humorista stand up que mais se envolve em discussões. As mais conhecidas são sempre relacionando pessoas com estereótipos racistas. Em 2009 ele disse em seu Twitter, rede social em forma de microblog: “King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”. A declaração rendeu uma representação do Ministério Público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Stand Up polemiza e abre a mente do publico. Os assuntos sério que são tratados com humor entram mais facilmente no cotidiano dos cidadãos. Muitos, quando saem do espetáculo, levam consigo uma motivadora pulga atrás da orelha capaz de induzir as pessoas a se informarem e se atualizarem a respeito dos assuntos do Brasil e do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ENTREVISTA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 11 de setembro acontecerá em Frutal o show de stand up com o Gigante Léo. Com pouco mais de um metro de altura, em seu show ele aborda o universo de quem vê tudo por outro ângulo. E conta como anda de ônibus, usa o chuveiro e reage quando as pessoas perguntam se é anão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - Com 9 anos você fez sua primeira peça de teatro mas sua carreira no Stand-up Comedy começou ativamente neste ano. Por que a opção pelo stand-up?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o Stand-up Comedy começou ativamente em meados do ano passado. Sempre fui e serei um eterno apaixonado pelo teatro. No teatro, embora já tenha feito alguns personagens sérios (Prof. Henrique da peça "Pigmaleão" de George Bernard Shaw) e vilões (Bruxo Belzebu III da peça infantil "A Bruxinha que Era Boa" de Maria Clara Machado), a maioria dos meus personagens no teatro sempre teve uma veia cômica. Não uma comédia pastelão, mas personagens cômicos relevantes para drama. Não explorava o fato de ser anão nas peças. Os personagens não faziam menção que eu era anão, eles tinham sua graça por si só, o fato de eu ser anão era apenas um detalhe, não relevante para a peça. Com esta bagagem teatral e de humor, o stand-up foi quase que uma consequência natural. Eu arriscaria dizer, da forma como as coisas aconteceram tão naturalmente, que o stand-up foi que me escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - O fato de ser anão o ajuda a ver o lado cômico de situações que pessoas de tamanho comum não vêem?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Creio que não. Ser anão ajuda sim, a surgirem situações inusitadas que, pelo modo de eu viver e encarar a vida, transformo-as em uma grande comédia. Mas o humor é um estado de espírito de cada um. É uma maneira diferente que algumas pessoas têm para superar os obstáculos da vida. Desta forma, ser anão não contribui para que eu veja o lado cômico, mas sim, a maneira como eu costumo viver o dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - Em uma entrevista recente você disse que está trabalhando em um livro. Qual vai ser o tema principal? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estou finalizando um livro, que irá tratar do universo do anão sob a ótica do humor. Ele conterá desde piadas conhecidas de internet sobre anão até diversas situações engraçadas e curiosidades que as pessoas têm sobre nós, os baixinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - Em suas entrevistas, você destaca que o público do interior é diferente. Quais as suas perspectivas para Frutal? E em relação aos mineiros, preparou algo especial para o show na cidade?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Adoro plateias de interior. Geralmente são plateias mais leves, mas de bem com a vida e disposta a se divertir junto com você. Diferente de platéias de grandes centros, onde as pessoas não conseguem se livrar do estresse nem na hora do lazer. Com isso, tenho grande alegria e expectativas para esse show em Frutal. E preparei coisas novas especialmente para o povo mineiro. Mas para as mineirinhas que quiserem ganhar meu coração, fica a dica: adoro pão de queijo (não custa nada tentar, já que estou solteiro mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - Você acredita que o preconceito tenha sido um incentivo para você praticar o humor?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sempre digo que o preconceito está muito mais dentro da própria pessoa, do que no ambiente ou nas pessoas que a cerca. Por este ponto de vista, creio que a maneira de encarar as coisas com mais leveza, mais alegria e humor, ajudaram-me a vencer esse preconceito mais difícil, que é o preconceito que temos conosco mesmo. Esse auto-preconceito que nos dificulta a superar e aceitar nossas próprias limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;360 - Pelo fato de você ironizar as situações do cotidiano, acha que encoraja outras pessoas como você ou com outras deficiências a ver suas vidas de uma forma mais feliz?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, como já diz o ditado popular: "rir é o melhor remédio". E o retorno de pessoas que veem me agradecer ao final do show, por eu ter transmitido algo de bom, algo que ela precisava ouvir, é uma grata surpresa que o stand-up pode me proporcionar. Hoje em dia é muito difícil as pessoas aceitarem suas limitações, suas imperfeições. Quantas pessoas não morrem fazendo cirurgiias plásticas para perder de milímetros de barriguinha. Creio que meu stand-up contribua para as pessoas cairem em si e perceberem que o hoje é um grande presente que Deus lhe deu, e não vale a pena jogá-lo fora por causa de alguns obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5369147815838582828?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5369147815838582828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/stand-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5369147815838582828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5369147815838582828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/stand-o-que.html' title='Stand... O quê?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7315139883294958729</id><published>2011-08-30T06:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T06:44:04.816-07:00</updated><title type='text'>Coral da UEMG: nas trilhas do canto em Minas Gerais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando a série de reportagens sobre os projetos culturais desenvolvidos no Campus de Frutal da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), apresentamos, nesta edição, o Coral da UEMG. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado em agosto de 2010 a partir de um projeto de extensão da professora Ana Maria Zanoni da Silva, o Coral da UEMG tem como objetivo promover o canto coral, a integração e o aprimoramento artístico-cultural da comunidade interna e externa da UEMG, no Campus de Frutal, bem como delinear um panorama do desenvolvimento da referida modalidade de canto no Brasil, por meio da pesquisa e extensão dos resultados obtidos tanto na forma de artigos científicos como em apresentações para a sociedade local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a coordenadora do projeto, a implantação de um grupo musical, sob a forma de coral, traz inúmeros benefícios para a comunidade acadêmica, pois o coral pode ser utilizado não apenas em eventos específicos da Universidade, mas também no calendário oficial do município. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As atividades desenvolvidas pelo coral estimulam o desenvolvimento de habilidades e talentos que estão além das atividades cotidianas em sala de aula e da vivência diária no ambiente de trabalho. A participação em um Coral proporciona o desenvolvimento das competências necessárias ao trabalho em equipe tais como: ajuda mútua, respeito às regras, aos limites e, principalmente, a consciência de que o resultado do todo é mais importante do que trabalhos isolados”, destaca Zanoni. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcionado para todos os segmentos da comunidade universitária – docentes, alunos, funcionários e comunidade externa – a abrangência do projeto pode ser ampliada com a adesão de grupos específicos da comunidade frutalense, como alunos do Ensino Fundamental e Médio e demais pessoas que tenham interesse em aprender ou aprimorar o canto. Atualmente, o Coral é formado por 20 alunos, três professores da UEMG, além de alunos do Conservatório Municipal e membros da comunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No currículo, o Coral já conta com três apresentações: a primeira no Fest UEMG 2010, a segunda na abertura do Seminário de Pesquisa e Extensão, realizado no ano passado no Centro de Eventos Iara Lins e a terceira na Semana da UEMG, que aconteceu entre os dias 27 e 30 de junho deste ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por enquanto, temos feito apresentações somente na Universidade, mas ainda este ano cantaremos novamente na inauguração do HIDROEX. Se algum coordenador quiser que o Coral faça a abertura das Semanas dos cursos, estamos a disposição. No futuro, pretendemos cantar em outros locais e levar a música tanto para a comunidade frutalense, como para demais comunidades”, comenta Zanoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de exato um ano da criação do Coral, a coordenadora relembra as dificuldades e a persistência do grupo: “Foi tudo muito rápido. Não tínhamos maestro, repertório, nem o órgão. Falei com o professor de música Pablo Henrique e pedi se ele ensaiaria conosco. Só um detalhe: seria de graça. Ele aceitou. Faltava o órgão ou teclado. O aluno João Roberto Segovia Barbosa, do 6º período de Comunicação Social, emprestou o dele. Aí começamos a ensaiar e, em três semanas (três ensaios) estávamos, pela primeira vez, no palco, cantando Planeta Água e Andança. Com o auxílio da direção do Campus, pudemos adquirir um teclado para o Coral. A aquisição motivou ainda mais os integrantes do Coral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, o projeto foi contemplado com uma bolsa de Extensão do edital PAEX. A aluna Natália Coquemala, do 4º período de Comunicação Social, é a bolsista do projeto. Além de ficar responsável pela agenda de ensaios, escolha de repertório e aplicar exercícios para aquecimento de voz e correção de postura, Natália participará do Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG, apresentando os resultados parciais obtidos com o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria Zanoni diz que o repertório é escolhido pelos membros do Coral e pelo maestro. “Estamos numa fase experimental, para compor o repertório. Então, sempre procuramos acatar a opinião dos integrantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensaios são realizados uma vez por semana, das 18h às 19h, na pré-aula, no Campus da UEMG. Nas semanas próximas às apresentações, os ensaios acontecem duas ou mais vezes na semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora do projeto convida alunos, professores, funcionários da UEMG e a comunidade frutalense para participar do Coral. “Todos que gostem de viver, cantar e fazer o público sonhar, ainda que por segundos, com um mundo melhor, no qual o respeito, o auxílio mútuo e alegria de viver possam ser o repertório do cotidiano, estão convidados para fazer parte do Coral da UEMG”, finaliza Zanoni. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A origem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da palavra coro provém do grego choros e, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, significa o conjunto de cantores, em número mais ou menos considerável, que executa peças em uníssono ou várias vozes, com acompanhamento ou sem ele, sendo constituído por vozes mistas de soprano, contralto, tenor e baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto em coro constitui uma das formas de interação social e de expressão artística que acompanha a humanidade desde os tempos mais remotos. No antigo Egito e Mesopotâmia, essa modalidade de canto vinculava-se aos cultos religiosos e às danças sagradas.&amp;nbsp; Ao longo dos tempos, o termo Chóros foi usado para designar manifestações artísticas com diferentes sentidos. No Brasil, essa modalidade de canto surgiu no período colonial e foi influenciada pelos costumes e ideais da corte européia. Naquele período, os cânticos apresentados nas missas já eram elaborados para serem apresentados por grupos vocais. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7315139883294958729?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7315139883294958729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/coral-da-uemg-nas-trilhas-do-canto-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7315139883294958729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7315139883294958729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/coral-da-uemg-nas-trilhas-do-canto-em.html' title='Coral da UEMG: nas trilhas do canto em Minas Gerais'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7500033923063991946</id><published>2011-08-30T06:42:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T06:42:34.038-07:00</updated><title type='text'>De portas abertas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira, Priscila Minani e Rafael Del Giudice Noronha&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na campanha, você vai até a casa das pessoas e elas te recebem. Depois essas pessoas te procuram e você não está lá?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a frase da prefeita Ciça ao receber a equipe do 360 em seu gabinete e justificar o atendimento semanal ao público. Exceto pela presença dos repórteres, toda quarta-feira, desde o primeiro mês do primeiro mandato de Maria Cecília Marchi Borges é assim. As portas estão abertas para uma conversa com a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude pode gerar pontos de vistas opostos. Alguns dirão: ora, é uma perda de tempo a prefeita ficar uma manhã toda tratando diretamente com as pessoas, enquanto esse serviço poderia ser feito pelos seus assessores. Mas outro grande número de pessoas pensará: atitude bacana, sinal que ela se preocupa com cada cidadão, que não há uma banalização dos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ou errada, a atitude é um risco. Ouvir um não diretamente da prefeita pode ser a pior coisa de quem necessita de soluções praticamente imediatas. Pode custar um voto. “Prefiro receber, dizer um não e assumir a responsabilidade, do que tratar os frutalenses com descaso” diz Ciça sobre as quartas-feiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cara a cara com o eleitor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população chega cedo ao prédio da Prefeitura. O relógio marca 7 horas da manhã, horário em que cidade ainda boceja de sono, e uma pequena quantidade de pessoas já aguarda pela conversa com a prefeita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos que se esfregam uma na outra transmitem ansiedade, os olhos despertos caçam os detalhes do ambiente como forma de distração. Uns conversam entre si assuntos que vão desde problemas pessoais até banalidades sobre o tempo, outros permanecem calados e esperam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente simples, que tenta se esquentar um pouco do friozinho nada comum que faz nesta quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estava distraída em suas observações a repórter é surpreendida. Uma cutucada no ombro. Uma mulher, que aparenta ter uns 43 anos, pede-lhe para que preencha um cupom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente seu pedido é associado ao fato da repórter ter uma caneta em mãos, no entanto, mais tarde, constata-se que tem dificuldades com a escrita. Maria de Fátima Alves da Silva, como se chama, está ali em busca de um emprego. Ela prestou o concurso para gari, mas não alcançou boa colocação e por isso ainda não tinha sido chamada. “Não é a primeira vez que venho aqui, mas preciso tentar de novo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os ponteiros completam o 38º minuto depois das sete, Ciça chega. Traz consigo numa sacola algo parecido com pães, requeijão e outros alimentos que combinam com o café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, a secretária anuncia os nomes do primeiro grupo de pessoas que vai entrar para falar com a prefeita. O caminho daquela que pode ser tratada como sala de espera até o gabinete é pequeno, e antes de entrarem para a conversa, todas as pessoas são recebidas com um “bom dia” por Ciça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No gabinete, todos sentam ao redor da mesma mesa. Acomodadas em vistosas poltronas alaranjadas, a maioria estampa certo conforto em estar diante de quem elegeram. Não há hierarquia ou posição que destaque Ciça das outras pessoas. Não há seguranças. É um local organizado. Quadros de congratulações, retratos do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não cedeu seu lugar à presidente Dilma, fazem parte da decoração. As cores neutras, alguns quadros de pintura figurativa, as moções de aplauso, de agradecimento e de congratulação penduradas lado a lado são outros itens da decoração do lugar. Há também um pequeno altar, com vários santos, indicativo da devoção católica da prefeita, e orquídeas artificiais.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre os atendimentos são feitos em conjunto, entretanto, há aqueles que preferem atenção exclusiva. Neste caso a prefeita se retira para a parte externa do gabinete e atende ali mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a um, a prefeita ouve todos os presentes. Quando possível, faz ligações. Todos os seus assessores estão à disposição. Segundo ela, isso já é de praxe. Nas ligações, busca alternativas, mas nem sempre as pessoas saem com o problema totalmente resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quase todos satisfeitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expressões que antes representavam ansiedade agora demonstram confiança. O ambiente criado é favorável para que ninguém sinta receio ou vergonha. A rotina é essa: a pessoa se senta ao lado da prefeita, fala sobre o que a trouxe ali e ouve algo, que pode até ser um não, mas que não significa a desistência. Pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“Não é a primeira vez que eu venho, sempre fui muito bem recebida e saio sempre esperançosa. Sou cidadã antes de tudo e por isso acho justo vir até aqui” é o que diz a funcionária pública Joilma Nabor Gomes. O assunto tratado era relacionado ao seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Cada atendimento dura cerca de cinco minutos, tempo suficiente para desabafos, críticas e pedidos. Após o término de cada um, Ciça se levanta, dá um abraço ou um aperto de mão, deseja bom-dia e diz ao cidadão que vá com Deus. Este gesto se repetirá mais de quarenta vezes nesta manhã. Um gesto que talvez não resolva o problema, mas pelo menos conforta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é notável nos olhos que brilham “à espera de um milagre”. Uns saem confiantes, outros angustiados. Não que tenham sido mal atendidos, mas não é possível agradar a todos.&lt;br /&gt;Chega à vez de Dona Maria de Fátima. Ela diz que faz tempo que está desempregada. A prefeita explica: “a senhora precisa aguardar ser chamada, pois as vagas já estão preenchidas”. A conversa termina. Dona Maria sai da sala sem uma solução, mas ainda assim com um sorriso no rosto. Questionada, diz: “faltam coisas na minha casa e o sustento é difícil, mas eu não posso perder a esperança”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, as visitas continuam até que um telefonema interrompe. É uma funcionária da prefeitura dando a informação de que há 20 pessoas à frente de Dona Maria. Ou seja, não há muito que fazer por ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tudo são flores neste dia de audiências entre a população e a primeira prefeita frutalense. Dionéia Sousa é o nome da exceção encontrada nesta manhã. A mulher, que diz ser trabalhadora e não ter um local para morar, pretende invadir um terreno, pois não é a primeira vez que recorre às quartas-feiras para tentar resolver seus problemas, mas “há uma enrolação e nada acontece”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciça se defende: “Eu não vou conseguir sanar 100% da questão habitacional, mas ela não saiu aqui sem alguma alternativa. A Dionéia nos pediu alguns materiais de construção. Agora, iremos analisar a situação para ver se é possível. Não é questão de enrolar, existe toda uma filtragem que é feita por uma assistente social.” A prefeita ainda alerta para a possível invasão: “Se isso acontecer, tem a fiscalização. A pessoa acaba se complicando ainda mais, pois há uma série de argumentos judiciais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos vão até o gabinete pedir um emprego e é o que Maria Conceição Pereira faz pela segunda vez. Há três anos Pereira foi até a prefeitura e fez o pedido, mas não foi atendida, agora ela volta até o local na perspectiva de que, dessa vez, consiga uma colocação no mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da busca por trabalho há outras questões, algumas bem sérias. Na manhã desta quarta-feira nublada uma jovem de dezoito anos acompanhada de sua mãe faz um apelo: após sofrer agressões do marido, saiu da casa onde morava com o parceiro e precisa de um emprego para sustentar os dois filhos pequenos que tem, apesar da pouca idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A decisão de abrir as portas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse atendimento é mesmo necessário? A prefeita explica: “Incomodava quando meu marido era prefeito e havia pessoas na frente da minha casa para pedir ou reclamar de alguma coisa. O lugar disso é aqui, na prefeitura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciça afirma que é uma cidadã qualquer e quer ter liberdade para suas atividades comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosta de andar de bicicleta todos os dias e de poder ir ao mercado sem que haja uma abordagem que cause algum transtorno: “É claro que uma ou outra pessoa acena pra gente na rua ou no mercado. Eu converso, mas elas já sabem: toda quarta-feira o gabinete está aberto para exatamente isso. É uma diferenciação do profissional e do pessoal. Isso contribui na qualidade de vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde seu primeiro mandato o projeto foi estabelecido. Assim, por quarta-feira passam pelo gabinete, em média, 45 diferentes histórias.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando deixar o cargo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeita está em seu segundo mandato, portanto, em pouco menos de dois anos, deixará o cargo. E virá mais política ou deixará de lado essa vida? Ciça analisa as ideias ainda e finaliza completando sobre as próximas eleições: “Eu tenho uma sobrinha que é formada em moda. Ela desenha muito bem. A gente pensa em abrir algo aqui para explorar esse talento dela, mas ainda não sei. Acredito que vão existir algumas vagas na política, mas temos que esperar acontecer” conclui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7500033923063991946?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7500033923063991946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/de-portas-abertas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7500033923063991946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7500033923063991946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/de-portas-abertas.html' title='De portas abertas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8650172386307759249</id><published>2011-08-30T06:39:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T06:39:29.860-07:00</updated><title type='text'>UFC: o esporte que surgiu ao acaso e nocauteou o boxe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Rafael Del Giudice Noronha&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a melhor maneira de definir se alguma coisa é melhor que a outra sem as comparar, através dos fatos? Não é possível, a comparação é inevitável. Desse modo, uma família brasileira, que pode ser intitulada um pouco fora do normal, abriu as portas da sua academia de lutas e disse: “Podem vir, lutamos com qualquer um!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. É verdade que não foi exatamente desta maneira que aconteceu, mas o UFC nasceu a partir desta ideia de Rorion Gracie. A de saber qual luta era a melhor de todas. Especialistas em jiu-jitsu brasileiro, os membros da família Gracie lançaram no ano de 1993 o&amp;nbsp; “Desafio Gracie”. Todo e qualquer lutador que se julgasse especialista no seu estilo de luta poderia desafiar um membro da família ou algum atleta da academia. Haveria a luta, com algumas regras, mas cada um ao seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais estranha que pudesse parecer, a idéia dos Gracie despertou interesse em um grupo de entretenimento que acabou por realizar o torneio, que mais tarde ficaria conhecido como o UFC 1. Não havia diferença de peso. Um tailandês que pesasse 70kg e lutasse kickboxing, poderia enfrentar um japonês especialista em sumô, com mais de 100kg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do torneio, o campeão: o brasileiro Royce Gracie, utilizando as técnicas do jiu-jitsu, venceu seus adversários. Royce acabou conquistando três dos quatro primeiros torneios. E o principal motivo deste resulltado é porque os outros lutadores não davam valor à luta de solo. Assim, o brasileiro os derrubava para depois os finalizar. Essas vitórias acenderam o alerta: o essencial não era ser faixa preta em uma categoria, e sim saber lutar tanto em pé, quanto no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos, que eram realizados nos Estados Unidos, vinham crescendo de maneira inesperada e aleatória. Era para ter&amp;nbsp; acontecido apenas o UFC 1, mas o negócio se tornou rentável e as assinaturas em pay-per-view para assistir às lutas eram uma maneira de lucrar com o surgimento do novo esporte, que ia sendo lapidado, com regras, juízes e outras coisas mais, para que os opositores – que eram muitos – deixassem de pressionar os organizadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os opositores e a mídia no mundo do UFC&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso dos eventos começou a mostrar efeitos, tanto positivos, quanto negativos. Se por um lado os produtores do evento, de maneira até desnecessária, faziam questão de divulgar que não havia restrições nas lutas, o que impressionava e atraía as pessoas, por outro, o evento era visto como algo ruim. John McCain, senador americano e futuro candidato à presidência, chegou a classificar a luta como briga de galo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares negativos dificultavam os negócios para a venda de pay-per-view e até mesmo para a realização das lutas. As dificuldades aumentaram até que o UFC decidiu acatar e submeter-se às ordens e às regras impostas pela junta diretiva de atletismo de New Jersey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este período turbulento, o UFC se desligou da primeira empresa de entretenimento a investir no esporte, – a SEG, que passava por dificuldades financeiras – e foi comprado pela Zuffa, que tinha como presidente o ex-lutador de boxe amador, Dana White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro evento promovido pela Zuffa foi o UFC 30, no ano de 2001. O acontecimento marcou a volta ainda mais forte do esporte para a mídia, tanto no pay-per-view quanto na produção de vídeos caseiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A popularização do UFC e o nocaute no boxe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dana White, presidente do UFC, tinha uma missão: popularizar o esporte e diminuir a imagem de lutas brutais, cheias de sangue. Parafraseando o filme de José Padilha, missão dada é missão cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, mesmo com as turbulências vividas, o UFC foi se estruturando. Criou regras, determinou o espaço e a duração das lutas, e tomou o lugar do boxe na preferência do telespectador. Hoje, já não se fica mais à frente da TV nas madrugadas para assistir a um combate de boxe. Assiste-se ao UFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éder Jofre, lendário bicampeão mundial de boxe, reconheceu o declínio do pugilismo, em entrevista concedida ao SporTV no dia 2 de fevereiro de 2011: “do jeito que eu estou vendo, o boxe não tem muito futuro não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma data, o idealizador de “O Desafio Gracie”, Rorion Gracie, polemizou: “Quando criei o UFC sabia que acabaria com o boxe. Quem vê uma luta de UFC não se impressiona mais com o boxe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui citar as diferenças entre as categorias. No boxe, a luta acontece no ringue, enquanto que no UFC os combates são no octógono. Os pugilistas podem atacar uns aos outros apenas com os punhos e na linha acima da cintura. No UFC são permitidos socos, chutes, cotoveladas e até a finalização do oponente no chão. Os rounds também são diferentes. No boxe, o número chega a 12. No UFC, são disputados no máximo 5 rounds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UFC Rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lutas, principalmente as que contam com grandes nomes do esporte, se tornaram&amp;nbsp; um grande espetáculo. O montante de dinheiro que gira em torno de um evento é gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, que agora é o país da moda em sediar eventos esportivos, receberá os melhores lutadores do mundo no próximo dia 27. A principal atração do evento é Anderson “Spider” Silva. O brasileiro enfrentará o japonês Yushin Okami, que foi o último lutador a derrotar Anderson, mesmo que esta vitória tenha sido após um golpe ilegal do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Anderson, o evento terá a participação de outras feras brasileiras, como Mauricio Shogun e Minotauro. As lutas serão transmitidas ao vivo pela RedeTV! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ainda tem dúvidas se vai assistir ou não, aqui está a palavra do presidente, Dana White: "Eu estive em todas. Eu estive nas finais da NBA, estive no Super Bowl, a decisão do campeonato de futebol americano. Assisti aos jogos da segunda fase e às grandes lutas. Não acho que esporte algum possa se comparar a uma final do Ultimate Fighting Championship."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8650172386307759249?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8650172386307759249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/ufc-o-esporte-que-surgiu-ao-acaso-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8650172386307759249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8650172386307759249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/ufc-o-esporte-que-surgiu-ao-acaso-e.html' title='UFC: o esporte que surgiu ao acaso e nocauteou o boxe'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2965296390371390650</id><published>2011-08-30T06:36:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T06:36:55.597-07:00</updated><title type='text'>Festival do Folclore de Olímpia: cultura do Oiapoque ao Chuí em um só lugar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Priscila Minani&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século XXI, era da tecnologia. Tudo gira em torno da internet, dos robôs, dos videogames, dos carros modernos, da interatividade. Esse chamado mundo civilizado nos remete aos grandes centros, com destaque para a industrialização do estado de São Paulo. Os paulistanos de “r” sutil, nem parecem morar no mesmo estado que os interioranos de “r” marcado. No sul, a Idade também é Contemporânea, mas os gaúchos são conservadores. Os donos dos invejáveis olhos claros apreciam o bom e velho chimarrão, além do churrasco. Em seu vestuário charmoso à européia há a presença do traje conhecido como Bombacha, que dá um ar mais campestre a região. É o “Tchê” do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do território nacional, tem-se como representativo do Norte a castanha-do-pará. Envolta por uma casca grossa e um de sabor terroso, caracteriza a personalidade do povo daquela região, que tem os pés no chão e trabalha duro, mas que esbanja alegria e sensualidade. Por falar em trabalho duro e alegria, isso lembra nordestino. Ô povo arretado! Um sotaque chiado na pronúncia do “ch”, “x” que engraça a quem ouve. Por fim, o centro-oeste do país. Cenário do Complexo do Pantanal, abriga uma diversidade de fauna, flora e cultura com características muito próprias.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se pode perceber que o Brasil é legítimo representante da variedade cultural, mas que tal juntar um pouquinho de cada canto do país num só lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Festival&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de 1965. Olímpia, município do interior do estado de São Paulo. Aos 28 anos de idade, o Professor José Sant’anna notou durante o desenvolvimento de sua atividade pedagógica um interesse pelo campo do folclore.&amp;nbsp; Pesquisou, empenhou-se e promoveu o primeiro Festival do Folclore. No início, tratava-se de um evento pequeno e simples. Mas não demorou muito para tomar dimensões nacionais e ganhar prestígio até mesmo internacional, transformando Olímpia na Capital Nacional do Folclore. Grupos de norte a sul do país deslocam-se até o município interiorano, trazendo a cultura do seu lugar de origem através de danças e interpretações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1999 o festival não conta mais com o seu idealizador, mas a importância de conservar essa manifestação de cultura fez com que a comissão organizadora o levasse adiante. Hoje o comando do evento é feito pela Coordenadora Cidinha Manzolli, que sempre esteve ao lado do Professor José Sant’anna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival acontece durante sete dias, no Recinto de Atividades Folclóricas e&amp;nbsp; homenageia um estado por ano. Esse ano foi a 47ª edição, tendo como estado tema o Rio Grande do Norte, com destaque para a simbologia do Galo da Madrugada e para o Grupo Pastoril Dona Joaquina de São Gonçalo do Amarante. Além de o grupo estampar o cartaz oficial do Festival, o estado homenageado prepara um pavilhão com artesanato, culinária típica e apresentações de artistas que representam a cultura do lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Festival do Folclore de Olímpia é uma oficina de conhecimento e aprendizado”. As palavras de Daiane Strabelli, do Grupo Universitário de Danças Parafolclóricas “Fogança” de Maringá – PR, demonstram a importância que tem essa festa. O contato com os grupos, a oportunidade de aprender sobre os costumes do Brasil todo é o mais gratificante para Priscilla Santos, também do “Fogança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se diz Brasil todo, não é à toa. Ana Regina Goulart faz parte do Grupo de Manifestações Culturais Mayaná, do estado do Pará e viajou três dias para se apresentar no Festival: “acho muito organizado, nos traz novas experiências e vale muito à pena vir de tão longe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana, há 320 apresentações que encantam um público de aproximadamente 120 mil pessoas, entre olimpienses e turistas. É mais que o dobro da população da cidade. O festival reflete também na economia local, até porque o evento não se limita aos 96. 00 m² de área do Parque de Atividades Folclóricas. Há apresentações na Praça da Igreja Matriz de São João Batista e no último dia de festa, um desfile de encerramento na principal avenida da cidade. Assim, no decorrer dos sete dias, Olímpia se torna o foco da cultura folclórica nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;O folclore&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, aquele momento “você sabia”...&lt;br /&gt;A palavra FOLCLORE vem do inglês e se desmembra em Folk (povo) mais Lore (saber), significando assim, “Sabedoria do Povo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão engloba a tradição, os costumes, as crenças, os mitos, as lendas. Folclore representa as histórias e acontecimentos que caracterizam um povo, pois cada grupo é singular e tem muito a aprender e ensinar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca ouviu falar do Curupira, o menino do cabelo de fogo que tinha os pés para trás?&lt;br /&gt;E da Mula sem Cabeça, do Boitatá, da Iara, do Boto cor-de-rosa, Lobisomem?&lt;br /&gt;E o Saci-Pererê? Ah... Esse não tem como esquecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O folclore fez parte, principalmente, da infância das gerações passadas. Sem muitas opções de lazer e com a contribuição da vida no campo, as famílias se reuniam para ouvir e contar histórias, e deixar florescer a imaginação o que permitiu que elas perdurassem até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que o Festival do Folclore tenta fazer é manter viva essa tradição a fim de que as próximas gerações possam compartilhar a cultura de cada povo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2965296390371390650?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2965296390371390650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/festival-do-folclore-de-olimpia-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2965296390371390650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2965296390371390650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/festival-do-folclore-de-olimpia-cultura.html' title='Festival do Folclore de Olímpia: cultura do Oiapoque ao Chuí em um só lugar'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-815907887722927992</id><published>2011-08-30T06:34:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T06:34:51.005-07:00</updated><title type='text'>IDEB na entrada da escola: por quê?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Gustavo Ioschpe – economista, especialista em educação e colaborador da revista Veja. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que a educação brasileira vai muito mal, e que sem ela não será possível ao Brasil ter um processo de desenvolvimento sustentado que nos permita chegar ao clube dos países desenvolvidos, com maior igualdade social e qualidade de vida. O surpreendente é que a maioria das pessoas acha que esse problema só afeta o outro, e que a escola do seu filho é muito boa. Assim, vemos a seguinte aberração: em pesquisa do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, a nota média que os pais dos alunos das escolas públicas brasileiras deram à qualidade do ensino de seus filhos foi de 8,6. Mas a nota média real das escolas brasileiras, no último ano do Ensino Fundamental, é 4,0 – ou menos da metade da qualidade percebida pelos pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nota se chama IDEB. É um índice idealizado por este articulista em livro de 2004 e adotada pelo MEC em 2007. Cruza o aprendizado das crianças, medido através de uma prova de conhecimentos, chamada Prova Brasil, com a taxa de aprovação da escola. Toda escola pública brasileira tem um IDEB, em escala que vai de 0 a 10. Mas o índice é quase que totalmente desconhecido pela sociedade. Até dentro das escolas, 47% dos coordenadores pedagógicos não conhecem o IDEB, segundo pesquisa recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse desconhecimento gera uma satisfação ilusória: achamos que nossa Educação está muito melhor do que realmente está. E essa satisfação gera imobilismo, inércia. Essa apatia, por sua vez, tem conseqüências nefastas. No nível micro, faz com que os pais se envolvam menos do que deveriam com a vida escolar de seus filhos, e não gera, dentro da escola, nenhuma pressão por melhorias, e nem o diagnóstico de onde as coisas não vão bem e devem melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nível macro, a apatia da população faz com que nossas lideranças não se interessem pela geração de políticas públicas que garantam o essencial: educação de qualidade. Os mal-intencionados se utilizam desse desconhecimento para usar a Educação para outros fins. E mesmo os bem intencionados se sentem tolhidos pela indiferença: é difícil propor reformas radicais no setor quando a população não a demanda, e o diálogo sobre a Educação acaba sendo dominado pela corporação do setor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar a romper esse quadro de inércia, venho propondo o que chamo de “IDEB na Escola”: fazer com que toda escola exiba, ao lado de sua porta principal, uma placa de grandes dimensões com o IDEB daquela escola. Só isso: dar aos pais e à comunidade escolar o direito de saber, de maneira objetiva, como anda aquela escola. Para que os profissionais exitosos – e há muitos grandes professores e diretores por esse Brasil afora – sejam reconhecidos e para que as escolas em dificuldade possam ser ajudadas e demandadas. As placas foram criadas pela equipe de Nizan Guanaes e estão à disposição para download no site www.idebnaescola.org.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IDEB na Escola já foi adotado em vários estados e municípios brasileiros, apesar de ter sido divulgado há apenas dois meses em minha coluna na revista Veja, e um projeto de lei já tramita no Congresso Nacional. Em Minas, já tramita como projeto de lei estadual do deputado Marques Abreu. Apesar de a colocação das placas poder ser realizada por decreto do Poder Executivo, é importante que ela seja fruto de aprovação do Legislativo, para que tenha maior representatividade e também estabilidade, para que o decreto de um governante não seja cancelado por seu sucessor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é a favor da transparência e do aprendizado, não delegue essa responsabilidade a terceiros: não custa mais do que cinco minutos ligar pro seu deputado e vereador e defender que essa medida seja implementada aqui. Seus filhos e netos agradecerão. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-815907887722927992?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/815907887722927992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/ideb-na-entrada-da-escola-por-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/815907887722927992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/815907887722927992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/ideb-na-entrada-da-escola-por-que.html' title='IDEB na entrada da escola: por quê?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5790118528483041789</id><published>2011-08-30T06:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T06:33:02.855-07:00</updated><title type='text'>“Alguma coisa aconteceu no meu coração...”</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira, segunda e terceira vistas São Paulo é uma cidade assustadoramente grande, especialmente para uma pessoa que sempre morou em cidades pequenas e longe de capitais. Estar em São Paulo é presenciar ao vivo, e não em fotos de jornais ou cenas de telejornais, a violência urbana explícita: pessoas morando embaixo de viadutos, usuários de crack, trânsito caótico. E ver gente, muita gente. Pessoas de todos os cantos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é terra das diversidades e quantidades. De acordo com o Censo 2010 realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – a população da cidade é de onze milhões de habitantes. Fazendo uma comparação desleal, São Paulo tem 210 vezes a população de Frutal. Dá pra imaginar o que isso significa? Como diz a música da banda Engenheiros do Hawaii “esta São Paulo são tantas cidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira impressão, a terra da garoa amedronta. Mas com o tempo, seduz a todos. É praticamente impossível andar por ‘Sampa’ sem ver algo que apaixone. Pode ser o Mercadão Municipal e as frutas e legumes mais bonitos e vistosos do que todos que já vi, e com o sanduíche de pão e mortadela do Hocca Bar, primeiro bar do Mercadão, que é uma verdadeira falta de educação, pelo tamanho e sabor; a Avenida Paulista com seus portentosos e intimidantes arranha-céus; os museus como o MASP – Museu Arte de São Paulo Assis Chateaubriand –, o Museu Paulista da USP, conhecido como Museu do Ipiranga por trazer em seu acervo peças do período Imperial; as igrejas históricas, como a Catedral Metropolitana de São Paulo - a conhecida Catedral da Sé - e o Mosteiro de São Bento com sua construção de mais de 400; a Estação da Luz, que antigamente era a principal entrada na cidade e hoje abriga uma estação ferroviária que liga São Paulo a outras cidades como Jundiaí e Indaiatuba e que tem, próximos, o Museu da Língua Portuguesa e a Sala São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pontos inescapáveis em uma visita à São Paulo. O bairro da Liberdade é encantador com suas características orientais e conta com diversos restaurantes japoneses, chineses e coreanos. O Bom Retiro é o cantinho das compras. Centenas de lojas espalhadas na famosa Rua José Paulino trazem para a cidade lojistas e pessoas interessadas em comprar muito gastando pouco. Destas ruas de compras a 25 de março é a mais famosa, com seus camelôs e as variações de réplicas de todas as marcas existentes. Na 25, tudo que se pode imaginar existe para vender. A Galeria do Rock concentra os roqueiros e apaixonados por música. Ali é&amp;nbsp; possível comprar discos de vinis raros, encontrar artigos de bandas e ainda fazer uma tatuagem, para surpreender a família na volta pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Todos em um&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo tem todos os encantos dos quatro cantos do mundo. E essa fórmula secreta de motivar paixões arrebatadoras pela cidade está na diversidade cultural de seu povo. Em todos os lugares que frequentei vi pessoas diferentes que adotaram a cidade como lar.&amp;nbsp; São orientais, latinos, europeus, africanos. Em São Paulo todos os povos se encontram enriquecendo a cidade com as mais variadas tradições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior variedade, óbvio, é de brasileiros. Que vêm de todos os lados. Pessoas que saem de suas cidades em busca de um sonho chamado “São Paulo”. Melhores empregos, universidades de qualidade e oportunidades de crescimento são os principais motivos pelos quais muitos deixam casa e família para trás.&amp;nbsp; Muitos vêm pra não mais voltar, constroem suas vidas aqui. Outros se perdem pelos caminhos e acabam vivendo à margem da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade gigantesca com problemas gigantescos. A cidade enfrenta questões como o desemprego, a falta de moradia, a deficiência na saúde e na educação, transporte público insuficiente, assim como milhares de outras cidades Brasil afora, só que aqui em proporções colossais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo com todos os prós e contras, São Paulo é um oásis pulsante de vida. Há vida 24 horas por dia, sete dias por semana, nos 365 dias do ano. São milhões de pessoas que dividem o título de paulistanos sem ao menos se conhecer ou se cumprimentar e que tornam esta cidade única. Não há motivos para temer a grandiosidade de São Paulo. A cidade que não dorme nunca cativa e conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;São Paulo em 96 bairros e versos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água Rasa, Altos de Pinheiros, Anhanguera, Jardim Angela,&amp;nbsp; Mandaqui,&lt;br /&gt;Belém, José Bonifácio, Bom Retiro, Lapa, Brás, Aricanduva, Cabumci,&lt;br /&gt;Liberdade, Limão, Butantã, Cachoeirinha, Jardim São Luís, Brasilândia, Jaraguá, &lt;br /&gt;Jardim Helena, Jardim Paulista, Barra Funda, Artur Alvim, Vila Curuçá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marsilac, Mooca, Campo Belo, Campo Grande, Parelheiros, Morumbi,&lt;br /&gt;Campo Limpo, Cangaiba, Parque do Carmo, Capão Redondo, Pedreira, Pari,&lt;br /&gt;Carrão, Cidade Ademar, Penha, Casa Verde, Perdizes, Perus, Sacomã,&lt;br /&gt;Cidade Tiradentes, Cidade Dutra, Cidade Lider, Pinheiros, Pirituba, Jaçanã,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursino, República Ermelino, Ponte Rasa, Consolação, Raposo Tavares, Iguatemi,&lt;br /&gt;Guaianases, Santana, Moema, Santo Amaro, São Lucas, Itaim Bibi,&lt;br /&gt;Matarazzo, Rio Pequeno, Freguesia do Ó, Grajaú, Santa Cecília, Tatuapé,&lt;br /&gt;Itaim Paulista, Ipiranga, São Rafael, São Mateus, São Miguel, Tremembé,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaquera, Sapopemba, Saúde, Socorro, Vila Maria, Tucuruvi, &lt;br /&gt;Vila Sônia, Vila Guilherme, São Domingos, Vila Prudente, Jacuí,&lt;br /&gt;Vila Medeiros, Vila Andrade, Vila Formosa, Lajeado, Jaguara,&lt;br /&gt;Sé, Vila Leopoldina, Vila Mariana, Vila Matilde, Jabaquara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5790118528483041789?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5790118528483041789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/alguma-coisa-aconteceu-no-meu-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5790118528483041789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5790118528483041789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/08/alguma-coisa-aconteceu-no-meu-coracao.html' title='“Alguma coisa aconteceu no meu coração...”'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8402049707215937293</id><published>2011-07-22T17:37:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T17:37:43.320-07:00</updated><title type='text'>Fotos da 5ª edição</title><content type='html'>&lt;div style="padding: 0; overflow: hidden; margin: 0; width: 500px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964814356/in/set-72157627256160428/" title="Galhofa Social - 360 na Banca GV" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6016/5964814356_d4aab19079_s.jpg" alt="Galhofa Social - 360 na Banca GV" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964257769/in/set-72157627256160428/" title="Galhofa Social - Fusão 360 e Grupo Folha" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6135/5964257769_647460f967_s.jpg" alt="Galhofa Social - Fusão 360 e Grupo Folha" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964258617/in/set-72157627256160428/" title="Charge - Neymar - Será que ele consegue?" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6145/5964258617_47497febbd_s.jpg" alt="Charge - Neymar - Será que ele consegue?" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964259235/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 10" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6004/5964259235_962b4cef2a_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 10" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964259917/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 9" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6025/5964259917_a247a8b07c_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 9" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964817964/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 8" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6126/5964817964_b82b894c4e_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 8" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964261011/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 7" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6133/5964261011_5ffeefc24b_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 7" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964819218/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 6" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6128/5964819218_07c8335681_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 6" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964819816/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 5" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6142/5964819816_2da6ea79f5_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 5" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964820330/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 4" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6129/5964820330_78694c225e_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 4" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964263303/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 3" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6027/5964263303_c512917444_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 3" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964821584/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT 2" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6006/5964821584_0c81637978_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT 2" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964264489/in/set-72157627256160428/" title="Som, luz, câmera... GUT" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6150/5964264489_4248b94c9d_s.jpg" alt="Som, luz, câmera... GUT" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964823036/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 8" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6148/5964823036_d0aa548079_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 8" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964823984/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 7" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6139/5964823984_6a040dc1a8_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 7" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964824772/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 6" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6129/5964824772_f0d720fd0e_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 6" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964268723/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 5" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6126/5964268723_933bc9acf0_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 5" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964827904/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 4" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6130/5964827904_ab7a55fde7_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 4" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964829680/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 3" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6149/5964829680_01c80c4837_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 3" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964272809/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas 2" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6011/5964272809_fed01045aa_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas 2" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5964273585/in/set-72157627256160428/" title="A vida sobre rodinhas" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6141/5964273585_7a63ae97dd_s.jpg" alt="A vida sobre rodinhas" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5965710278/in/set-72157627256160428/" title="Festival de Inverno 5" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6136/5965710278_0738099567_s.jpg" alt="Festival de Inverno 5" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5965710886/in/set-72157627256160428/" title="Festival de Inverno 4" style="display: block; padding: 0 10px 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6133/5965710886_5ffa9f0753_s.jpg" alt="Festival de Inverno 4" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/5965711390/in/set-72157627256160428/" title="Festival de Inverno 3" style="display: block; padding: 0 0 10px 0; width: 75px; height: 75px; float: left;"&gt;&lt;img src="http://farm7.static.flickr.com/6001/5965711390_10ef612e74_s.jpg" alt="Festival de Inverno 3" style="border:none; margin: 0; padding: 0; width: 75px; height: 75px;"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br clear="all"/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/63556251@N06/sets/72157627256160428/"&gt;Jornal 360 - 5ª edição&lt;/a&gt;, um álbum  no Flickr.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8402049707215937293?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8402049707215937293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/fotos-da-5-edicao_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8402049707215937293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8402049707215937293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/fotos-da-5-edicao_22.html' title='Fotos da 5ª edição'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm7.static.flickr.com/6016/5964814356_d4aab19079_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4280539956479185005</id><published>2011-07-22T09:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T09:18:41.074-07:00</updated><title type='text'>Tempo de mudança e novidades</title><content type='html'>Desde o seu lançamento, o 360 vem conquistando críticas extremamente positivas dos leitores. O que confirma a nossa visão de que em Frutal havia espaço para um veículo jornalístico diferenciado, com o foco no texto de qualidade, fugindo das pautas previsíveis, e apostando em uma apresentação visual inovadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compromisso com a qualidade se mantém. Para isso, anunciamos algumas mudanças. A partir desta edição o 360 torna-se mensal. E será totalmente colorido. A busca por assuntos diferentes e interessantes, a produção de textos bem cuidados, a escolha de imagens bonitas e informativas, tudo isso exige tempo e muito trabalho da equipe. Entendemos que a circulação mensal possibilitará a manutenção do alto padrão de qualidade que almejamos. Portanto, sempre entre os dias 15 e 20, o 360 sairá com nova edição.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 360 tem por meta buscar receita exclusivamente na publicidade e nas assinaturas. Assim, poderá sempre manter sua total isenção e independência. As edições quinzenais possuem um alto custo. A circulação mensal permitirá a prática deste jornalismo de qualidade dentro da realidade econômica de nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta edição, temos a honra de contar com um novo articulista, o deputado federal e atual Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de MG, Narcio Rodrigues. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narcio tem uma história marcante em Frutal. Transformou um sonho, que parecia quixotesco em 1994, em uma realidade de muitas conquistas para nossa cidade. Mas Narcio também é jornalista e estava a muito afastado do jornalismo local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando feito o convite, prontamente aceito, foi dito a Narcio que o espaço era livre para escrever sobre o que quisesse, inclusive sobre política. E assim será. O primeiro artigo, fugindo do óbvio, fala sobre a palavra e a não-palavra. Uma ótima estreia. Seja bem-vindo, Narcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espaço do segundo artigo do 360 continuarão se revezando a professora Ana Carolina, coordenadora do curso de Comunicação Social da UEMG, e o Aluízio Umberto, por muitos anos a voz do programa Raio X, conhecido por seus posicionamentos firmes e contundentes. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Lausamar Humberto&lt;br /&gt;Editor &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4280539956479185005?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4280539956479185005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/tempo-de-mudanca-e-novidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4280539956479185005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4280539956479185005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/tempo-de-mudanca-e-novidades.html' title='Tempo de mudança e novidades'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6587167482356111962</id><published>2011-07-22T09:16:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T09:16:29.553-07:00</updated><title type='text'>Palavras ao vento e ao twitter</title><content type='html'>Desde que o Twitter decretou que em 140 letras dá para sintetizar uma idéia, o proselitismo político sofreu um golpe mortal. Racionalizar idéias e condensá-las em um pequeno conjunto de palavras passou a ser essencial para quem quer ser lido ou ouvido no universo das idéias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, mais que antes, somos um povo com pressa. A verdade é que, cada dia mais, temos menos paciência para conversas longas e discursos intermináveis. O povo foi se acostumando a separar joio do trigo e já viu com clareza que nem sempre quem fala bem faz o certo. Nem sempre quem promete tudo é capaz de cumprir, em ações, o que disse em palavras. Nem sempre o joio é o joio, nem sempre o trigo é o trigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ruim que o mundo esteja mais rigoroso no uso e no consumo da palavra. Objetividade faz bem a qualquer um e acaba por dar um sentido prático as coisas do dia a dia. Isso não impede que, vencida a etapa de trabalho e que já recolhido à sua própria intimidade (cada dia menor com tantas câmeras por perto), as pessoas possam recorrer ao charme de uma poesia e se estender numa leitura mais prolongada e consequentemente viver o deleite das palavras bem usadas por poetas e grandes escritores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando isso tudo porque acredito na força da palavra. Feita na pressa, aplicada na urgência das horas, escolhida como petardo em meio às discussões ou eleita para acariciar uma pessoa à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito na palavra porque a pratico diariamente e fiz toda minha trajetória através ou da palavra ou da não-palavra. A não-palavra não significa apenas o silêncio, que via de regra traduz até omissão. A não-palavra é dizer, sem palavras, o que realmente você pensa. Aprendi muito da "não-palavra" com meu avô Pedro Rodrigues da Silveira e com o meu bisavô Vicente Eulálio da Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente Eulálio era um eloqüente orador. Falava como filósofo, mas, quantas vezes, seu olhar ou seu silêncio falaram mais que dúzias de palavras. Pedro Rodrigues, pai de meu pai, e primo primeiro de Vicente Eulálio (avô da minha mãe), adorava "não falar". A "não-palavra" nele era frequente e forte. Expressiva, vibrante. E para falar algo pensava muito. Não escorregava na forma e nem no conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vô Vicente teria dificuldades de expressar o que pensa em 140 toques do Twitter. O vô Pedro faria uma frase com muito menos. Ambos, contudo, ainda falam alto dentro de mim e por certo sempre falarão. E eu escuto, com calma e paciência. O eco de uma palavra é um aprendizado permanente... mesmo que sejam palavras ao vento ou ao twitter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Narcio Rodrigues é jornalista, deputado federal e Secretario de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6587167482356111962?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6587167482356111962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/palavras-ao-vento-e-ao-twitter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6587167482356111962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6587167482356111962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/palavras-ao-vento-e-ao-twitter.html' title='Palavras ao vento e ao twitter'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1970754199673988680</id><published>2011-07-22T09:14:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T09:14:35.345-07:00</updated><title type='text'>Mídias sociais e educação</title><content type='html'>Ao observar quais são os sites campeões de acesso pelos jovens, entre os dez mais certamente estarão o Orkut, o Facebook e o Twitter. As mídias sociais integram o cotidiano de quem freqüenta as escolas (do ensino básico às universidades), mas as escolas ainda não sabem como utilizar as novas mídias como ferramentas educacionais. A discussão é longa, controversa, mas é preciso ser feita por educadores em todas as esferas. Proibir as mídias sociais nas escolas já não é mais uma opção plausível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos algumas barreiras na utilização dos sites de relacionamentos em sala de aula. A primeira delas é que a maioria dos educadores (e me incluo nela) hoje faz parte do que os pesquisadores na área tecnológica convencionaram chamar de geração X. São os nascidos antes de 1980, na era analógica. Nós vimos a internet nascer e tivemos que aprender a lidar com ela. Mas agora temos em nossas salas de aula alunos das gerações Y (que nasceram entre 1980 e 2000 e viram de perto a evolução das mídias digitais) e Z, a geração dos nativos digitais. Este último grupo já nasceu na era online e não sabe o que é viver sem computador, celular ou internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso com muitos colegas que ainda se espantam frente às possibilidades das mídias digitais. Mas para nossos alunos, tudo é natural. A vida online, compartilhada com o mundo por meio das mídias sociais, não se dissocia da vida real. Uma interfere na outra. E se o jovem vai à escola, a vida online vai com ele. Mas aí vem uma segunda barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti recentemente a um Café Filosófico (programa da TV Cultura) que apresentou uma série interessante com o tema “Mundo virtual: relações humanas, demasiado humanas”. Em especial o programa com a engenheira e professora Martha Gabriel discutiu os oráculos digitais e maneira como “googlamos” qualquer coisa, o tempo todo. Em meio à palestra, uma pergunta do público chamou a atenção: as mídias sociais devem ser proibidas nas universidades? Martha Gabriel expressou sua opinião, que ratifico aqui. A saída não é a proibição, mas a educação no uso dessas mídias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não é profissional ficar lendo mensagens do e-mail pessoal no ambiente de trabalho, compartilhar as fotos das baladas e paquerar no chat do Facebook durante as aulas é falta grave. E a nossa segunda barreira só poderá ser vencida quando nossas aulas forem mais interessantes que o conteúdo dos sites de relacionamento. Ou ainda, que essas mídias possam ser utilizadas como fonte de informação para as aulas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho fórmula pronta e tampouco consegui colocar em prática de maneira eficiente esse emprego das novas mídias, embora na área da Comunicação acredito que isto seja mais fácil que em muitas outras áreas do conhecimento. Mas cito aqui uma iniciativa formidável do Governo do Estado de Minas Gerais: o jogo “Dengue Ville”, no Orkut. Nos moldes dos famosos jogos das redes de relacionamento, o jogo tem como objetivo conscientizar no combate à dengue através das novas mídias. É um excelente começo. E um incentivo para que continuemos essa discussão na busca de soluções inteligentes e interessantes para aliar a educação formal às ferramentas proporcionadas pelas mídias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Ana Carolina Araújo é jornalista e coordenadora do curso de Comunicação Social da UEMG – Campus de Frutal&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1970754199673988680?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1970754199673988680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/midias-sociais-e-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1970754199673988680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1970754199673988680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/midias-sociais-e-educacao.html' title='Mídias sociais e educação'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-939154666961987759</id><published>2011-07-22T09:12:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T09:12:45.815-07:00</updated><title type='text'>Ouro branco</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural, industrializado, em pó. Quente, frio, com café, frutas, chocolate, açúcar ou simplesmente puro. O alimento mais presente na vida do ser humano é o leite. Quando bebê, o leite materno é o principal responsável pela nutrição, afinal, como dizia o comercial, somos mamíferos. É pela amamentação que a criança adquire imunidade a muitos microrganismos e bactérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minas Gerais é, de acordo com ranking divulgado pelo Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - e pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o maior produtor de leite brasileiro no período de 2008 a 2010. O estado produz uma média de 27% do total de leite que é consumido em todo o Brasil. É uma enormidade de leite. São produzidos oito milhões de litros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frutal está inserida na região do estado que mais produz leite, a do Triângulo Mineiro e Alto Parnaíba. Em 2008, a cidade foi a segunda maior produtora de leite da microrregião, perdendo apenas para Patos de Minas.&amp;nbsp; Apesar de tantos números, o Brasil ainda não é o país do mundo que mais produz leite. Aparecemos apenas na quinta colocação, com apenas 5% da produção mundial, o que corresponde a 29 milhões de toneladas de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leite é um dos alimentos mais consumidos no mundo. Apesar do grande consumo de leite de vaca no Brasil, outros tipos da proteína ganham espaço no dia-a-dia do brasileiro. O leite de cabra, por exemplo, tem conquistado o paladar do povo, seja como queijo ou como opção mais magra. O leite caprino tem os mesmos nutrientes que o leite de vaca, mas seu grande diferencial é na produção de insulina. O leite de cabra estimula o organismo na produção desta importante substância.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há no mercado uma opção para quem sofre de intolerância à lactose; o leite de soja. De origem vegetal, tem sido uma alternativa&amp;nbsp; para os recém-nascidos que são alérgicos à lactose, para as mães que não podem amamentar seus filhos e para os vegetarianos, que não consomem produtos a base de proteína animal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leite de maconha?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Canadá existe outra escolha para quem não pode ingerir lactose. O leite de maconha. Competindo com o leite de soja, o leite de maconha é feito a partir das sementes da planta. Espertinhos de plantão, não precisam ficar animados. O nível de THC (substância existente na maconha que causa efeitos alucinógenos) é praticamente zero. Ou seja, o leite não contém qualquer substância que cause efeitos psicoativos. Em outras palavras, não deixará o consumidor drogado. Ele tem apenas maior concentração de proteínas, menos colesterol e alto número de vitaminas. No Canadá a produção da planta é permitida para uso industrial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minas do leite &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leite está muito presente no nosso cotidiano e a principal razão é que o líquido branco que nos alimenta desde o primeiro segundo de vida é&amp;nbsp; base de muitas coisas que comemos. O leite está presente em muitos pratos e, às vezes, o consumimos sem perceber. Queijos, requeijão, doces, bolos, tortas e milhares de outras receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O queijo minas, para nós, ao menos, é o derivado mais famoso do leite. Para um queijo de tamanho médio são usados até dez litros de leite. Esse queijo, além de ser consumido fresquinho, pode passar por um processo de maturação que dura até vinte dias que o transforma no queijo curado. O queijo curado é usado pelas donas de casa para preparo do pão de queijo, do pudim de leite condensado com queijo, da queijadinha. O queijo, além de especiaria mineira, é patrimônio cultural imaterial registrado pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o próprio nome já denomina, o doce de leite é um doce tipicamente caipira feito de leite de vaca e açúcar. A mistura levada ao tacho por horas resulta no que é hoje uma delícia característica brasileira e muito presente nos restaurantes de comida típica da fazenda ou da roça. O doce de leite recheia bolos, bolachinhas e sobremesas diversas. Nossos hermanos argentinos têm o dulce de leche como tradicionalíssimo, para eles o doce é tão nacional quanto a caipirinha para nós. O alfajor tradicional traz em seu recheio ele, o doce de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segure a água na boca que as gostosuras do leite ainda não acabaram. Iogurte, sorvete, pudim, cream cheese, ricota, queijo mussarela, leite fermentado, achocolatado pronto para beber, flan, bolo, manteiga, requeijão, creme de leite, molho branco,&amp;nbsp; enfim, citar todas seria uma crueldade gastronômica para com os leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leite: o alimento do bebê&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível falar de leite sem falar de amamentação. A fase mais importante para o bebê, durante os seis primeiros meses de vida, tem no leite o único alimento que a criança precisa. Dos seis meses de vida até os dois anos outros alimentos podem ser inseridos na rotina dos pequenos, mas, se a mãe ainda produz leite é importantíssimo que a criança continue mamando. No leite materno há substâncias que defendem o organismo dos bebês de infecções e doenças crônicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mitos ligados a amamentação são muitos. E é bom saber que cerveja escura, canjica, água importada e outros alimentos não aumentam a produção de leite. São lendas sem embasamento científico, crenças populares que levam muitas mães ao extremo na busca pelo leite perfeito. Por fim, é importante ressaltar que a mãe não deve ter vergonha de amamentar seu filho em público, o aleitamento materno é um ato de amor recíproco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Leite com manga faz mal?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, quando era criança, nunca ouviu a mãe ou avó dizer que misturar leite com manga faz mal, que atire o primeiro queijo. Essa é uma das maiores lendas de todos os tempos e surgiu durante o período colonial. Na época, o leite era caro e os senhores de engenho não tinham condições de fornecer o alimento para os seus escravos. Assim, como forma de evitar que os escravos roubassem o leite produzido, e com a grande demanda de manga nas fazendas, eles inventaram o mito de que leite com manga faz mal. Dessa forma, os escravos comiam as mangas e não bebiam o leite. Pra que não reste dúvida, leite com manga faz bem à saúde, pois são dois alimentos ricos em nutrientes, vitaminas e proteína.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-939154666961987759?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/939154666961987759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/ouro-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/939154666961987759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/939154666961987759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/ouro-branco.html' title='Ouro branco'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-3143169780016008245</id><published>2011-07-22T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T09:09:11.311-07:00</updated><title type='text'>É preciso chegar</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Priscila Minani&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um meio de transporte. Uma velocidade média de 30 km por hora. Cerca de 70 quilômetros de linha. Aproximadamente 55 estações. Transportando por dia 3,6 milhões de passageiros. Feita tal descrição fica fácil imaginar do que se trata. Com quase 40 anos de funcionamento, o Metrô de São Paulo é cenário de milhares de histórias. Metrô e São Paulo são inseparáveis.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 horas e 40 minutos da manhã. Eis o começo da jornada. Trata-se da primeira leva de milhares das mais diferentes pessoas, para os mais diferentes destinos. O metrô para na estação, mas cada indivíduo segue mais além. Cada trem com seis vagões leva 2000 passageiros por viagem, ou seja, são 2000 histórias singulares por vez. E o metrô não para. Com o horário de funcionamento variado, é certo que durante todo o dia as pessoas que passam por ali deixam um resquício de sua vida por aqueles vagões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de aguçar o método da observação. É possível encontrar rostos felizes, abatidos. Sorrisos sinceros, disfarçados. Cidadãos batalhadores, porém cansados e pensativos. É bem provável que o metrô funcione como uma espécie de sala de análise em movimento, pois quantas dessas pessoas não param nestes instantes de viagem para pensar nas suas vidas, ou apenas em como foi mais um dia dela? Certamente, a maioria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que deram sorte vão sentados. Os demais se acomodam onde há espaço. Se puder&amp;nbsp; chamar de espaços vãos onde pernas, braços e troncos se misturam, num cipoal de gente. Em poucos segundos as portas se abrem e o vão entre os bancos é preenchido. Braços desconhecidos se entrelaçam, buscando segurar nos corrimãos para não cair com o impulso do trem. Pés, que competem por centímetros, procuram fixar-se ao chão. Cinco, seis, sete minutos e chega-se a outra estação. Novamente as portas se abrem e há aquele vai-e-vem de pessoas. Um sufoco. Alguns tropeções. Muitos esbarrões. Todo mundo tem pressa. Aliás, São Paulo é uma tremenda correria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à parte interna do metrô, é curioso notar como estão concentradas num mesmo lugar anatomias tão diferentes. Brancos, negros, baixos, altos. Olhos verdes, puxados. Muitos brasileiros e alguns estrangeiros. Pessoas a passeio, a maioria a trabalho. Crianças, idosos, predominando os adultos. Uma variedade de estilos, crenças, predileções. Uma generalidade de perfis exclusivos. Indivíduos que se olham, quase sempre se ignoram, mas que compartilham o mesmo ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No metrô não há pobres e ricos. Ele é utilizado pela massa, mas também atinge a classe média e alta. Sujeitos simples, de bermuda e sacola podem estar ao lado de um executivo a rigor, com sua maleta preta de couro. Não há preconceito. O que vale é a necessidade de ser transportado com rapidez em meio ao trânsito caótico da capital paulista.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é esse o cotidiano de quem passa pelo metrô. Das janelas a impressão que se tem é que é a cidade que se move e o mundo lá fora é completamente isolado da realidade interna. Talvez porque as estações subterrâneas só dão idéia de integração ao mundo real quando se atinge a superfície. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo lado há passos apressados de quem não pode perder tempo. O metrô segue o ritmo dos paulistanos e os visitantes devem se adaptar. Dentro da estação, tudo busca ser o mais organizado possível. Bilheterias blindadas, placas de indicação por toda parte, catracas programadas para dar acesso ao metrô. Uma construção imensa, uma estrutura surpreendente, que funciona por debaixo das ruas engarrafadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;No metrô também há seus momentos de caos, mas a multidão que entra e sai muda a toda hora. A velocidade da vida no metrô é infinitamente maior que a vida humana. Se fosse um ser humano, já teria vivido bilhões de anos e teria feito trilhões de cirurgias, pois cada novo passageiro é como se fosse um membro daquele gigantesco corpo. Afinal, o que seria do metrô sem os seus usuários? E o mesmo vale para o outro lado, pois o que seriam dos cidadãos sem o metrô? Só uma certeza: seriam mais atrasados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-3143169780016008245?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/3143169780016008245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/e-preciso-chegar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3143169780016008245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3143169780016008245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/e-preciso-chegar.html' title='É preciso chegar'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-643551962326354166</id><published>2011-07-22T09:06:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T09:06:24.528-07:00</updated><title type='text'>A vida sobre rodinhas</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver no país do futebol e praticar outro esporte pode parecer complicado, difícil mesmo. Mas o Brasil é a nação da miscigenação, das misturas, de todos os povos, raças, credos, estilos e, esportivamente falando, não poderia ser diferente.&amp;nbsp; Aqui, o atletismo tem espaço, o vôlei, basquete, natação, tênis, handebol e o skate, assunto em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década era a de 1960 e o local, Califórnia. A paixão pelo surf entre os californianos era enorme, mas a necessidade de diversão fora das águas foi o que proporcionou a criação do skate. Bastaram quatro rodinhas e uma prancha de madeira. Pronto. Agora era possível surfar sem ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 60 até 80, o skate passa por altos e baixos. Em 1970, muitas pistas foram fechadas, competições canceladas e houve uma decadência, gerada pela mudança de foco da revista Skateboarder, a bíblia do esporte na época, que passou a cobrir competições de bikers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na década de 70, os skatistas começaram a usar as piscinas vazias – conseqüência do racionamento de água nos EUA – como local para realizar suas manobras e criar o que hoje é conhecido como skate vertical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1980, surgem os half pipes, que são as pistas em forma de “U”. Além dessas pistas, importantes ícones mundiais do skate, como Rodney Mullen, revolucionaram o esporte. Mullen inventava manobras e foi inúmeras vezes campeão do mundo, até que foi proibido de competir por sempre ganhar com suas próprias manobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visualmente, o esporte é belíssimo. As manobras exigem precisão, leveza e coragem, muita coragem. A cada giro no ar, o risco de uma queda, com conseqüentes lesões e fraturas, está presente. A união do skatista, de uma pequena prancha com rodas e o desafio ao cimento e à gravidade levam a manobras que desafiam os limites do homem, objetivo dos esportes que merecem receber este nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Didática do Skate&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo esporte, o skate tem suas particularidades, suas gírias, expressões. &lt;br /&gt;Quem se depara com alguém dizendo que mandou um ollie pode achar estranho, mas o que a pessoa mais vai estranhar mesmo é saber que aquele nome esquisito é uma manobra básica para os skatistas, que consiste simplesmente em tirar o skate do chão com um salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você já ouviu falar em kickflip e não entendeu o que aquilo queria dizer, é simples. É a combinação de movimentos que o skatista faz para que o skate gire uma volta na vertical enquanto completa os 360 graus na horizontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao escutar as gírias e expressões típicas do skate, não se assuste. É o jargão, o palavreado próprio do esporte. É a maneira dos skatistas se comunicarem entre si e soa tão natural para eles quanto tiro de meta, impedimento e meia lua soam pra nós. Pode parecer complicado, mas entender não é uma obra de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O skate em Frutal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frutal hoje trata o skate com mais carinho do que era tratado antes dos anos 2000. Raphael Rogério Silva, responsável pelo esporte radical da cidade, conta como conheceu o esporte: “Conheci o skate em 1998. Desde então me apaixonei e sempre me envolvo nos eventos do esporte na cidade ou na região, seja como atleta ou organizador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raphael relembra que em 1998 o skate não tinha incentivo algum na cidade, não havia uma pista e, portanto, os atletas sofriam com a falta de incentivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, há a Associação de Skatistas, que foi fundada no ano de 2004 e passou a reivindicar os interesses dos atletas junto às autoridades públicas. Em 2006, aconteceu o evento memorável para os amantes do skate: a inauguração da Pista Municipal Esperança Skate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses acontecimentos, além de solidificarem o sonho dos atletas, trouxeram novos adeptos para o esporte, e hoje, a situação já é diferente: “Desde 2005, nossas prioridades foram atendidas. O mais importante é que conseguimos ter, dentro da Prefeitura, alguém que entendesse e compreendesse o esporte radical.” Diz Raphael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Crescimento x O Preconceito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito com esportes radicais existe, mas hoje não é tão forte como o de anos ou décadas atrás. O skate sofreu com isso, mas continua crescendo: “É o esporte com o segundo maior número de praticantes no mundo, só perde para o futebol.” Aponta Raphael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conscientização de que o esporte, seja radical ou não, traz consigo melhorias na formação de cada pessoa é pensamento quase unânime. Porém uma criança que deseja aprender skate ainda não encontra uma escolinha, como aquela disponível para quem quer jogar futebol. E esse obstáculo pode ser o caminho para o preconceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma mãe não vai deixar o seu filho simplesmente pegar um skate e ir para a rua com ele. Raphael avisa que a situação irá mudar: “É verdade que hoje não temos uma escolinha para dar início ao aprendizado das crianças, mas há um projeto para que no ano que vem possamos inaugurá-la.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalte-se que o skate, além de esporte, é uma maneira de viver a vida. O skate nasceu com uma identidade ímpar, tem suas marcas, suas expressões e sua cultura. Praticado de forma saudável e com responsabilidade, deve ser respeitado e visto, acima de tudo, como benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Skatistas Frutalenses&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo de vida que estimula jovens a cada vez mais ingressarem ao skate também é presente em Frutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não temos nenhum Bob Burnquist e nenhum Mineirinho, atletas brasileiros que já foram campeões mundiais da categoria vertical, mas os atletas frutalenses sobem degrau por degrau as categorias do esporte para um dia brilharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raphael analisa a situação e diz que as expectativas são boas: “Temos muitos atletas de capacidade. Hoje estamos na categoria Amador. Um jovem de Frutal que se destaca é o Matheus Sato. Ele tem muito potencial e se houver incentivo dos órgãos públicos, da iniciativa privada e das marcas de skate, a chance dele se tornar um profissional é grande.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-643551962326354166?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/643551962326354166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/vida-sobre-rodinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/643551962326354166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/643551962326354166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/vida-sobre-rodinhas.html' title='A vida sobre rodinhas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6976060943149911886</id><published>2011-07-22T09:03:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T09:03:25.191-07:00</updated><title type='text'>Alunos atores ou atores alunos? Universidade abre espaço para o teatro</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Aline Basanella e Jeanne Assis&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GUT (Grupo Universitário de Teatro), um projeto de extensão da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), Campus de Frutal, oferece oportunidade para universitários que querem perder o medo de falar em público e desenvolver sua veia artística. A desenvoltura e o aprimoramento pessoal também são vantagens que podem ser adquiridas por quem faz teatro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo começou a partir da ideia da jornalista e ex-aluna da UEMG Pâmela Biage, que fala sobre seu prazer em atuar. “Acho que não seria quem sou hoje, se não fosse pelo meu ingresso nesse mundo mágico, em que podemos materializar todas as nossas fantasias e incentivar quem assiste a embarcar nessa viagem maravilhosa. O teatro deveria ser matéria obrigatória desde criança, como a educação física. Ele transforma atores em pessoas mais críticas, extrovertidas e dinâmicas. Para os tímidos, é um santo remédio! Duvido que alguém não mude como eu mudei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenado pelo professor do curso de Comunicação Social, Rodrigo Portari, que começou no teatro com apenas 11 anos e já participou de mais de dez peças teatrais, o grupo já se apresentou em festivais culturais realizados na UEMG. Portari também coordenou por cinco anos o grupo Soneto da Paz, que promove o teatro da Paixão de Cristo, em Frutal, e já é tradição na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Portari, a vontade de realizar o projeto começou ao observar a necessidade dos alunos em busca de projetos para seu enriquecimento cultural e que, conseqüentemente, trouxe à universidade uma maior interação entre os estudantes. “Durante a semana de comemorações da estadualização do Campus de Frutal da UEMG, apresentamos a peça Te amarei até te matar – uma tragédia nos embalos da discoteca, que teve uma boa aceitação do público. Além disso, já temos algumas apresentações agendadas para os meses de outubro e novembro”, diz o coordenador.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A iniciativa tem apoio do Campus de Frutal da UEMG. Por esse motivo ainda não foi preciso buscar apoio externo. Contudo, uma das expectativas para 2011 é cobrar um valor simbólico pelo ingresso nas apresentações, com o objetivo de levantar fundos para investir em figurinos e cenários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luis Borges, aluno do 5º período de Publicidade e Propaganda, participa do projeto desde o começo e ressalta a importância do teatro na vida acadêmica e profissional. “O teatro é uma ótima opção para a pessoa se soltar. Ele nos ajuda a falar em público, interpretar e ter noções de distância e tom de voz. Tudo isso é usado em nossa vida acadêmica como em apresentações de trabalhos e também na vida profissional.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator Saulo Silva, que também cursa Comunicação Social na UEMG, deixa claro durante a entrevista sua paixão pelo teatro. Ele diz que a representação é objeto de estudo por ser a visão crítica de alguém que viveu ou que vive num tempo e contexto. Saulo encerra com um olhar vibrante afirmando: “a oralidade me impressiona.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser fazer parte do grupo e embarcar no mágico mundo do teatro pode procurar o coordenador do projeto, Rodrigo Portari, na UEMG e participar do processo de seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ser ou não ser?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Enciclopédia Britânica, a palavra teatro deriva da palavra grega theaomai - olhar com atenção, perceber, contemplar. Theaomai não significa ver no sentido comum, mas sim ter uma experiência intensa, envolvente, meditativa, inquiridora, a fim de descobrir o significado mais profundo. Uma cuidadosa e deliberada visão que interpreta seu objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem várias teorias sobre a origem do teatro. Mas nenhuma delas pode ser comprovada, pois existem poucas evidências e muitas especulações. Antropologistas no final do século XIX e no início do XX elaboraram a hipótese de que o teatro teria surgido a partir dos rituais primitivos. Outra hipótese seria o surgimento a partir da contação de histórias, ou se desenvolvido a partir de danças, jogos e imitações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro evento com diálogos registrado foi uma apresentação anual de peças sagradas no Antigo Egito, por volta de 2500 a.C. A palavra 'teatro' e o conceito de teatro, como algo independente da religião, só surgiram na Grécia de Pisístrato (560-510 a.C.), tirano ateniense que estabeleceu uma dinâmica de produção para a tragédia e que possibilitou o desenvolvimento das especificidades dessa modalidade. As representações mais conhecidas e a primeira teorização sobre teatro vieram dos antigos gregos, sendo a primeira obra escrita de que se tem notícia, a Poética de Aristóteles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aristóteles afirma que a tragédia surgiu de improvisações feitas pelos chefes dos ditirambos, um hino cantado e dançado em honra a Dioniso, o deus grego da fertilidade e do vinho. O ditirambo consistia de uma história improvisada cantada pelo líder do coro e um refrão tradicional, cantado pelo coro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o teatro surgiu no século XVI, tendo como motivo a propagação da fé religiosa. Dentre poucos autores, destacou-se o padre José de Anchieta, que escreveu alguns autos que visavam a catequização dos indígenas, bem como a integração entre portugueses, índios e espanhóis. Exemplo disso é o Auto de São Lourenço, escrito em tupi-guarani, português e espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois séculos separam a atividade teatral jesuítica da continuidade e desenvolvimento do teatro no Brasil. Isso porque, durante os séculos XVII e XVIII, o país esteve envolvido com seu processo de colonização e em batalhas de defesa do território colonial. Foi a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, que alavancou o progresso do teatro nacional, consolidado pela Independência, em 1822.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6976060943149911886?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6976060943149911886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/alunos-atores-ou-atores-alunos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6976060943149911886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6976060943149911886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/alunos-atores-ou-atores-alunos.html' title='Alunos atores ou atores alunos? Universidade abre espaço para o teatro'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2377796159265376463</id><published>2011-07-22T09:00:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T09:00:54.971-07:00</updated><title type='text'>Uma noite de homenagem e muita música</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Lausamar Humberto &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução da humanidade ocorreu graças ao poder de comunicação dos homens. Inicialmente esta comunicação se deu através dos gestos e dos sons. Com o tempo, foi se aperfeiçoando e criou-se a linguagem. E este processo de evolução se firmou ainda mais com a criação das artes.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas as artes, a música é uma das que mais toca o sentimento humano. Com a música, os homens criam, recriam e vivem diversos mundos em situações diferentes, de acordo com suas experiências e seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música popular brasileira, em especial, é riquíssima, admirada em todos os cantos do planeta. O Brasil sempre foi dotado de grandes compositores que, unindo inspiração musical e talento literário, constroem verdadeiras obras primas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Inverno teve seu início em 1988, tendo como seus idealizadores os irmãos Sílvio e Luciano Miziara. Ele foi criado com o objetivo de prestigiar os talentos da música frutalense, criando um espaço para a MPB no calendário cultural da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esta primeira edição, o Festival ficou um período sem ser realizado até que, no início da década de 90, o Capítulo Frutal da Ordem DeMolay recebeu de Luciano Miziara a oferta (e a missão) de assumir a realização do festival. Desde então, ele é realizado todos os anos e chega agora na sua décima nona edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ano o festival buscou homenagear uma personalidade do mundo da música. No início foram escolhidos nomes nacionais, como Tom Jobim, e depois se passou a homenagear figuras locais já falecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há alguns anos a organização decidiu que seriam homenageadas somente personalidades da música frutalense vivas, buscando, com isso, permitir que o homenageado possa sentir a gratidão e o respeito de todos que lhe reconhecem o merecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival de inverno possui o seu lado filantrópico, tendo parte de sua renda revertida para instituições beneficentes de Frutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ano as apresentações trazem o que há de melhor na música brasileira, passando por clássicos como Tom e Vinícius, reconhecendo a importância da geração de Caetano, Chico, Djavan, Gil e Milton, bebendo da eterna fonte de sambistas como Nelson Sargento, Cartola e Paulinho da Viola e reverenciando a nova geração que já se impõe, com nomes como Nando Reis e Zeca Baleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano o Festival ocorre dia 30 de julho, às 20h, no Alvorada Praia Clube, tendo como homenageado Paulo Ross da Silva, importante nome da cena musical frutalense. As mesas estão sendo vendidas a R$ 50,00 e podem ser adquiridas com os membros da Ordem DeMolay.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2377796159265376463?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2377796159265376463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/uma-noite-de-homenagem-e-muita-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2377796159265376463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2377796159265376463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/uma-noite-de-homenagem-e-muita-musica.html' title='Uma noite de homenagem e muita música'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4850501884405998158</id><published>2011-07-22T08:59:00.001-07:00</published><updated>2011-07-22T08:59:21.548-07:00</updated><title type='text'>Férias, pra que te quero</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Priscila Minani&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiam nomeá-lo simplesmente férias, férias de julho, este intervalo para um suspiro no meio do ano, mas alguns preferem chamá-lo recesso. Tudo bem. O objetivo é o mesmo. Permitir esfriar a cabeça e recarregar as energias. Foram seis longos meses de cumprimento de metas, fracassos, vitórias, dias sem dormir, enfim, motivos suficientes para a merecida folga. A gurizada está livre das aulas e mesmos os universitários ganham uma pausa para respirar. Tempo livre. E agora, fazer o quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira, e a segunda, e a terceira vontade é viajar. Mas, se não for conveniente, se a grana estiver pouca, é possível se divertir bastante aqui por perto. É intrigante, mas as pessoas não conseguem achar bom aquilo que está ao seu alcance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, estamos em Frutal, Minas Gerais, região do Triângulo Mineiro. Pede-me uma dica? Ofereço-lhe várias.&lt;br /&gt;Tire um dia para conhecer a sua cidade. Vá ao museu. Só a idéia já pode ser entediante para uns, mas tente. Você vai se surpreender com a história. Aproveite e dê uma folheada em alguns livros da biblioteca pública que está no mesmo prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura esquentou-lhe a cabeça? Frequente o Alvorada. Bem localizado na cidade, oferece piscinas e áreas para lazer e prática de esportes. Sombras e quiosques podem servir como a desculpa que faltava para o churrasco com a família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no ramo dos clubes, a aproximadamente 40 km de Frutal, encontra-se o Náutico Clube Fronteira. Um espaço que agrega hospedagem, área de camping, pesca e esporte, lan house, ambiente destinado às crianças, acesso fácil à represa de Marimbondo, no Rio Grande e a maior atração do lugar: o parque aquático com piscinas e toboáguas, inclusive piscina de ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta da diversão das prainhas, a região oferece o descanso em vários pontos, entre eles Planura e Guaraci. Ambas as cidades possuem um espaço destinado aos chalés e ranchos que formam condomínios à beira do Rio Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do outro lado do rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de atravessar a ponte. Afinal, Frutal é mineira, mas é quase paulista também. Assim, andando cerca de 110 km, chegamos a Olímpia. Eis um dos maiores parques aquáticos do Brasil: o Thermas dos Laranjais. O famoso complexo de águas quentes atrai milhares de turistas todos os dias e em todas as épocas do ano. E o melhor. Não há como não agradar, pois existem piscinas para todos os gostos, bem como outras atrações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em solo paulista, pode-se passear pela terra do rodeio, Barretos. Desculpem-me o uso do chavão, mas não encontrei melhor definição do que “um leque de opções”. No campo da cultura podemos mencionar a Estação Cultural; Museu Histórico, Artístico e Folclórico “Ruy Menezes”; Museu Histórico e Folclórico do Peão de Boiadeiro. Em relação à religiosidade, há a Catedral do Divino Espírito Santo, padroeiro da cidade; e a Cidade de Maria. Mas o principal ponto é, sem dúvidas, o Parque do Peão de Boiadeiro. Além de sediar a tradicional festa, o parque funciona durante todo o ano, pois possui uma ampla área de chalés e ranchos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando um pouco para as terras mineiras, existe a possibilidade de se explorar o encanto desse lugar, com o chamado Circuito Turístico do Triângulo Mineiro. Um roteiro que inclui 14 cidades da região de Uberaba e Uberlândia, oferecendo lindas paisagens naturais como cachoeiras, construções históricas, lugares calmos e hospitaleiros, além da cultura local que envolve Congado, Folia de Reis, artesanato regional, entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que gostam de lugares mais distantes saibam que os destinos mais procurados nestas férias, segundo o Tiago, da Phoenix Turismo, são Porto Seguro, Pousada do Rio Quente e hotéis fazenda. Você se sentirá em casa, pois certamente cruzará com vários frutalenses nestes locais. &lt;br /&gt;Façam as malas e boa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4850501884405998158?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4850501884405998158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/ferias-pra-que-te-quero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4850501884405998158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4850501884405998158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/ferias-pra-que-te-quero.html' title='Férias, pra que te quero'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1326983593098662133</id><published>2011-07-22T08:55:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T08:55:33.955-07:00</updated><title type='text'>Confissões de um torcedor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em esporte do 360 é o Rafael Del Giudice. Como nesta edição ele se meteu a escrever sobre skate, aproveito para falar um pouco sobre futebol, este ópio das massas, como diriam meus amigos esquerdistas, ou “o ícone máximo da doutrinação mental das massas e desconexão da raça humana de sua essência” como disse certo blogueiro, coitado, que só deve jogar xadrez. Na verdade, não falo sobre futebol. Falo sobre o torcedor, mas o torcedor de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maiores alegrias da minha vida foram dadas pelo futebol. Esta minha constatação deve causar estranheza em algumas pessoas, ou melhor, soa estranha para a maioria. Antes de atingir a sensibilidade daqueles mais suscetíveis, esclareço que sou solteiro e não tenho filhos. Se algum desses acontecimentos futuros e incertos vier a acontecer pode ser que eles ganhem lugar na minha parada de momentos inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais próximos podem perguntar: mas e a formatura em jornalismo? Nada que se compare com a conquista do Brasileiro de 87, também chamado de Copa União. Mais até, não se compara sequer com a vitória do Flamengo sobre o Atlético Mineiro por 3 a 2 na semifinal deste mesmo campeonato, o melhor jogo que já vi, com Renato Gaúcho tendo uma das maiores atuações de sua carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a formatura em Direito, que é mais recente? Qual o quê. E o hexacampeonato em 2009, com atuações primorosas de Petkovic e o gol consagrador do predestinado Ronaldo Angelim? Não há comparação. Amigos bem próximos resolvem apelar e dão no fígado: e a entrada na Ordem DeMolay? A ordem é a segunda paixão de minha vida e jamais me esqueço do dia 21 de março de 1992, início de minha história no Capítulo Frutal. Mas, em 1992, o grande dia foi 19 de julho, quando, após empatar em 2 a 2 com o Botafogo, sob o comando do maestro Junior, o Flamengo era penta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma infinidade de exemplos: o tri do Mengão em 2001, com o gol cinematográfico de Pet; o tetra e o penta da seleção; o terceiro lugar do torneio de 1 de maio, em 1991, conquistado pelo time do Posto Frutal, que eu, com 16 anos, tinha a petulância de comandar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha ligação com o futebol sempre foi visceral. E sou um defensor despudorado do torcedor fanático. Que é o único torcedor de fato. Aquele que evita qualquer compromisso na hora do jogo de seu time, que assiste ao jogo xingando, esbravejando, orientando os jogadores (passa, chuta logo, olha o ladrão...), rezando para todos os santos e segurando o rosário, se católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcedor de segunda-feira não dá. Por certo nem imaginava que o seu time jogava, mas fica sabendo da vitória e começa a tirar sarro dos adversários. Tenham paciência. Só é permitido qualquer tipo de zoação para aquele torcedor que se descabelou, quase teve um enfarte, que xingou o juiz o jogo inteiro. Este tem o direito inalienável de sacanear o perdedor. Torcedor almofadinha não pode fazer isso. É um desrespeito à ética do futebol.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em juiz. Vejo mil discussões sobre acertos e erros de arbitragens. Como se isso tivesse alguma importância. Meus caros, o juiz não está ali para comandar jogo nenhum. Está ali pra ser execrado, vilipendiado, xingado, receber pragas até a sua terceira geração. É o para-raio da angústia do torcedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torcedor de verdade gosta de futebol. Mas gosta mais do futebol do seu time. Também paro para ver grandes jogadores e ótimos times. Admiro aqueles que são torcedores fleumáticos, que dizem gostar apenas do futebol bem jogado e quase têm um orgasmo assistindo Barcelona e Real. Parabéns para a razoabilidade deles. Eu prefiro Flamengo e Olaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um craque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio do futebol e vou pro cinema. Woody Allen está com filme novo na praça. Em poucas praças, é verdade, porque ele não é nenhum Harry Potter.&amp;nbsp; Meia Noite em Paris, sobre o qual andam dizendo maravilhas.&amp;nbsp; Woody Allen é meu cineasta favorito. Não que eu o considere o maior. Não é. Penderia entre Stanley Kubrick, John Ford e Francis Ford Coppola. É o mais amado, uma paixão intelectual. Pudera, qual outro cineasta nos deu 10, 12 obras memoráveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero. Woody jamais me decepcionou. E foram muitos filmes: "Annie Hall – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" que lhe deu o Oscar, "Manhattan", "A Rosa Púrpura do Cairo", "Tiros na Broadway", "Zelig", "Hannah e Suas Irmãs", "Crimes e Pecados", "Maridos e Esposas", "Neblinas e Sombras", "Desconstruindo Harry",&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Match Point”, “Vicky Cristina Barcelona” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos são um deleite. Allen acredita na inteligência, no bom humor. E tem uma paixão por Nova Iorque. Uma Nova Iorque terna, amorosa, e que só existe nos seus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O colunista da Folha de São Paulo, João Pereira Coutinho, escreveu certa vez um texto apontando a excelência da obra de Allen. O trecho que cito a seguir dá uma mostra do que se pode encontrar em seus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Hannah" é o mais solar dos filmes de Allen e mesmo nos meus piores dias --uns vinte e cinco todos os meses-- a história de Mickey, o hipocondríaco que recupera a fé com um filme dos irmãos Marx, é a única ressurreição laica que me comove. Mas não é apenas uma ressurreição. É uma resposta: a mais simples e bela resposta do cinema moderno. Podemos não encontrar um sentido de vida, um sentido para a vida, o caminho célere para a felicidade ideal, como as teologias descartáveis prometem de porta em porta. Mas existem pequenas ilhas de felicidade, por onde vamos saltitando como náufragos perdidos. São estas ilhas que dão alento no caos que nos consome. O rosto de Mariel Hemingway em "Manhattan" --ou o rosto da pessoa que amamos, tanto faz. Os discos de Django Reinhardt em "Poucas e Boas" --ou os discos que fazem a trilha sonora das nossas vidas, tanto faz. E, como nesse "Hannah" que me deixa num estado de felicidade irreal, os poemas de e.e. cummings que descobri devido ao filme. Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão generosas como Woody.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu vontade de assistir a algum dos filmes citados? Faça isso. Mas atenção: Woody Allen não é para todos. É apenas para os civilizados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1326983593098662133?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1326983593098662133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/confissoes-de-um-torcedor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1326983593098662133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1326983593098662133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/confissoes-de-um-torcedor.html' title='Confissões de um torcedor'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5997752985077700685</id><published>2011-07-22T08:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T08:49:15.256-07:00</updated><title type='text'>Brasil: sonoro por natureza</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós já fomos conhecidos pelas belas praias do Rio de Janeiro, pelo carnaval e pelos famosos dribles do rei Pelé. Agora o mundo redescobre o Brasil por uma perspectiva diferente. O dólar baixo, a estabilidade econômica, o crescimento do poder aquisitivo e a crise na Europa e nos Estados Unidos estão fazendo o mercado internacional de entretenimento incluir o Brasil na rota de grandes turnês, eventos e estréias de filmes mais aguardados do mercado cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o país é um dos destinos mais procurados para eventos internacionais. No ano passado, o setor movimentou R$ 84 bilhões e deve triplicar de tamanho até 2014. O mercado de shows e eventos no Brasil já se equipara ao de países desenvolvidos. Com 275 eventos internacionais realizados em 2010, alcançamos a 9ª colocação entre os destinos mais procurados do mundo para grandes encontros no ranking do ICCA (International Congress and Convention Association).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de shows internacionais, em arenas e estádios brasileiros, dobrou no ano passado em relação a 2009. Sem dúvida alguma, 2010 foi um excelente ano para o mercado de shows e para os brasileiros, que tiveram a oportunidade de conferir grandes nomes internacionais como Black Eyed Peas, Bon Jovi, Beyoncé, Paul McCartney, Green Day, The Cramberries, Aerosmith e Metallica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil também deu um show na área de festivais. A segunda edição do Natura Nós trouxe para a Chácara do Jockey as bandas Snow Patrol, Air e Jamiroquai. O Planeta Terra reuniu shows de Mika, Hot Chip, Pavement e Smashing Pumpkins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a primeira edição do SWU trouxe ao Brasil, pela primeira vez, Rage Against The Machine e bandas como Pixies, Linkin Park, Kings of Leon e Dave Matthews Band. Para este ano, o festival que alia música e consciência ambiental já anunciou os nomes de Megadeth, Peter Gabriel, Neil Young, Snoop Dogg e Black Eyed Peas. A versão 2011 do SWU será realizada nos dias 12, 13 e 14 de novembro, em Paulínia, no interior de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;U2, Ozzy Osbourne, Paramore, Amy Winehouse e LCD Soundsystem também já desembarcaram em terras brasileiras este ano para apresentar seus repertórios de baladas, canções antológicas, petardos musicais e trabalhos inéditos. E vem mais novidade por aí. Já está confirmada a realização do festival Lollapalooza no Brasil, em 2012. O festival de música pretende reunir cerca de 100 mil pessoas no Jockey Club de São Paulo nos dias 7 e 8 de abril. O evento contará com cerca de 60 atrações, entre grupos nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a playlist de bandas internacionais que tocaram no Brasil nos últimos anos é grande, o número de produções cinematográficas que escolheram o país para promoverem sua avant premiere está crescendo em ritmo acelerado. Velozes e Furiosos 5, Rio e a franquia Transformers&amp;nbsp; - O lado oculto da Lua, são alguns nomes que escolheram o Rio de Janeiro para estreiar nas telonas. A cidade maravilhosa também pode ser vista em filmes como Mercenários, 2012 e no filme mais recente da Saga Crepúsculo – Amanhecer Parte 1, que chega aos cinemas em 18 de novembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes estúdios norte-americanos estão escolhendo cidades como Rio de Janeiro e São Paulo para filmar cenas de ação, romance e lugares paradisíacos. O Cristo Redentor e as praias de Copacabana e Ipanema são as locações preferidas dos produtores internacionais. A arquitetura clássica do centro de São Paulo, que lembra muitas cidades européias e americanas, está mostrando que a capital paulista também tem vocação para o cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rock in Rio made in Brazil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2011 marca a volta do Rock in Rio para o Brasil. O festival que nasceu da ideia do empresário Roberto Medina, que realizou no mês de janeiro de 1985 sua primeira edição. Em plena transição da ditadura para a democracia, o evento convidou o Brasil para comemorar a liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um line-up que reúne artistas como Coldplay, Guns N’Roses, System of a Down, Red Hot Chilli Peppers, Motorhead, Snow Patrol, Metallica, Motorhead, Slipknot, Lenny Kravitz e Shakira, a edição 2011 do festival será realizada entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro na Cidade do Rock, que está sendo construída no Rio de Janeiro. Mesmo faltando meses para começar, o evento já registra um recorde. Isso porque no início deste ano, praticamente todos os ingressos já tinham sido vendidos pela internet. Para os organizadores, o Rock in Rio 2011 deve entrar para a história da música brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais motivos é o crescimento do poder aquisitivo, já citado acima, que está fazendo o brasileiro viajar também para curtir shows e grandes festivais de música. Em Frutal, por exemplo, ainda que modesta, a procura por pacotes para o Rock in Rio e SWU tem crescido nos últimos meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Tiago Costa, agente de viagens da Phoenix Turismo, o preço das passagens rodoviárias ainda é um fator que pesa na hora de escolher destinos como São Paulo e Rio de Janeiro, partindo de Frutal. “Mesmo assim, o pessoal daqui tem procurado muito pelo Festival SWU. Em Rio Preto, onde temos uma filial, já temos um ônibus lotado para o Rock in Rio e no ano passado, saíram dois ônibus com capacidade para 42 passageiros cada para assistir o show do U2, no Morumbi”, revela Tiago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas nove edições anteriores, sendo três no Brasil (1985, 1991 e 2001), quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010), o Rock in Rio reuniu mais de 5 milhões de pessoas, que aplaudiram ao vivo 656 bandas. Foram mais de 780 horas de música com transmissão para mais de 1 bilhão de telespectadores em 80 países.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5997752985077700685?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5997752985077700685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/brasil-sonoro-por-natureza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5997752985077700685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5997752985077700685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/07/brasil-sonoro-por-natureza.html' title='Brasil: sonoro por natureza'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1036313550761576254</id><published>2011-06-20T10:58:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:58:32.701-07:00</updated><title type='text'>O remédio é riso e carinho</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Thaís Fernandes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nariz vermelho, roupa colorida e sorriso largo. Aquele que lhe encantava no centro de um picadeiro qualquer, na infância ou mais tarde, que lhe fazia gargalhar e aplaudir de pé é o mesmo ser que, com o figurino um pouco diferente, jaleco de médico e maquiagem mais leve, encanta novas platéias. Com a vontade de levar alegria ultrapassando barreiras e chegando a locais inusitados: hospitais, creches, asilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eis o que ninguém sabia: hospital também é lugar de alegria”. E foi levando essa ideia à diante que o grupo de jovens, que se encontrou em Frutal, resolveu iniciar um novo projeto. Os Doutores Palhaços da Alegria frutalenses começavam a surgir bem antes da primeira reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quero ser doutor palhaço também! Tem esse projeto em Frutal?” A curiosidade de alguns dos participantes em saber mais sobre um trabalho realizado anteriormente por uma das voluntárias. A falta de projetos que seguissem essa linha na cidade. Eis os motivos para a criação do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração vem de outros trabalhos ao redor do mundo. Como o de Patch Adams (representado por Robert Willians no filme ‘O Amor é Contagioso’), médico que atua como Dr. Palhaço em locais carentes e até mesmo zonas de conflito mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho em que qualquer pessoa que queira ser voluntária pode, com muita responsabilidade, vestir-se de palhaço e, ao invés de esperar seu público aparecer, ir até ele. Mais do que isso, esses clowns, termo em inglês para palhaço, assumem o papel de médicos formados em besteirologia. Usam de brincadeiras, conversa e muito afeto para encontrar o melhor em seus “pacientes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os Doutores Palhaços nascem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas conversas e ideias até a prática. Aos poucos, o grupo frutalense foi encontrando participantes e tomando os cuidados para que tudo pudesse se tornar real. Os 12 jovens que atualmente integram o projeto são: Daniel Bizanha, Fernanda Brahan, Juliani Lima, Lucas Góis, Matheus Bassi, Matheus Brambatti, Matheus Frizoni, Nayara Trindade, Ramon Portes, Thais Fernandes, Thiago Couto e Vagner Delvecchio. E pretendem aumentar seu número para 14 voluntários em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles se encontraram graças ao vínculo criado por estudarem na UEMG, mas os cursos e turnos variam e a iniciativa de realizar o projeto em Frutal foi independente da universidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos atuais participantes, nove não nasceram em Frutal e não tiveram contato com a cidade antes de se mudarem para cá para estudar. É um dado peculiar. Pessoas que, a princípio, não teriam que se preocupar com a sociedade local e que estão atuando com uma preocupação social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que motivou cada um deles foi ter encontrado pessoas com a mesma vontade e iniciativa. O momento foi propício para a criação do projeto, e independente de onde vêm, eles agora têm um vínculo muito maior com a cidade. Compreenderam que o que importava era praticar o bem, e não onde ou para quem se estava praticando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três frutalenses, Lucas, Thiago e Nayara, colaboram no contato direto com a comunidade. Eles conhecem os problemas e instituições mais carentes de Frutal, além de saber por onde começar a procurar auxílio e novos parceiros para levar os Doutores Palhaços sempre adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade tem mostrado ótima receptividade. Tanto por parte das instituições quanto dos moradores e estudantes. “Sem dúvidas a repercussão foi grande e está sendo muito aceito e procurado. É inevitável, desperta a curiosidade de todo mundo. Eu acredito que só tem a crescer e se expandir cada vez mais. Devemos ter futuramente mais participantes e, para isso, devemos estar abertos, como nós estamos.”, é o que afirma o voluntário Thiago Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Palhaçada levada à sério&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 2010 uma loja local doou um ventilador e o grupo realizou o sorteio de uma rifa. Com o dinheiro arrecadado foi possível a compra de brinquedos e doces para doar as crianças visitadas, além de maquiagens e roupas para os Doutores Palhaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliani Lima participa de todas as visitas desde o início do Projeto. Ela encontrou ali a maneira certa de colaborar, exercendo sua cidadania fazendo algo com o qual se identifica. “Sempre gostei de lidar com crianças. Quando eu soube que estaria fazendo isso no projeto, eu quis participar. Até pra poder dar essa contribuição para a sociedade, já que foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de participar de um trabalho voluntário.”, conta ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criadora da Dra. Jujuba revela ainda que as idas até as entidades carentes são sempre momentos especiais. “É muito gratificante. Durante a semana inteira nós vamos à faculdade, trabalhamos, fazemos as coisas do cotidiano. Mas acabamos não tendo esse contato, não fazendo realmente o bem pra alguém. É com esse trabalho&amp;nbsp; que eu me sinto realizando essa parte. Eu sempre achei que o voluntariado era muito legal pra quem participava. E agora eu só tenho comprovado isso.”, diz Juliani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Couto Silva se divide nas tarefas de auxiliar geral, fotógrafo e organizador da bagunça desde que os Drs. Palhaços surgiram em Frutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que ver o retorno por parte das crianças atendidas é o que o incentiva. “Em geral é tranquilo exercer todas essas funções. Ir aos encontros e ter contato com as crianças. Independente de idade, sexo, cor. É muito satisfatório levar o sorriso, o amor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago entende que as visitas fazem tão bem aos voluntários quanto a quem é visitado. “Essas são crianças carentes. Pessoas que precisam de mais brilho na vida e acredito que isso seja o mínimo que podemos oferecer”, conclui ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início o ponto de encontro é sempre na casa de um dos estudantes. E atualmente o foco do trabalho são crianças de creches ou instituições carentes. Nas cinco intervenções realizadas até aqui o grupo já aprendeu muito e agora procura se organizar mais. Ainda neste mês de junho eles começam a realizar treinamentos. Neles, cada um terá como lição de casa procurar por novas brincadeiras, jeitos diferentes de animar as pequenas plateias. Aprender e repassar para o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com o tempo todos ao redor começam a entender melhor o intuito desses jovens. Seu papel, por incrível que pareça, não é apenas o de fazer palhaçada. A frase que eles encontraram para lema do trabalho é: “Levando amor em um sorriso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai muito além do riso, é companhia sincera. Estes jovens incentivam que todos criem a atitude de ir ao encontro de quem precisa. Estar junto com alguém, fazer-se presente na vida das pessoas, ouvir suas histórias e angústias, tudo isso faz a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram-me um dia: “o melhor remédio não é o riso, o melhor remédio é a amizade”. E é essa a maior verdade que eu tenho visto acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segredo nosso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou te dar o meu bombom, mas é segredo nosso, tá bem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fala acima é do Doutor Teteco, um outro lado do naturalmente brincalhão Ramon Portes. E mostra quando a doação vai além do simples falar, passa por pequenos gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visita à Casa da Sopa realizada no dia 30 de abril de 2011, o Doutor se encantou com o garoto chamado “Luan”. O pequeno provou que o maior mestre de um bom palhaço é mesmo a criança. Divertiu-se muito e deu um show à parte. Cantou, desfilou e ao final de toda a brincadeira ganhou como presente o bombom do próprio Doutor Teteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coragem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês voltam aqui amanhã?” “Posso te dar um abraço?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas frases ditas frequentemente pelas crianças visitadas. Revelam um pouco da essência do projeto dos besteirólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso muita coragem para conseguir expressar exatamente do que precisamos. E tem sido isso que muitas crianças visitadas demonstram. No início, é difícil se abrir e a confiança delas tem que ser conquistada. Aos poucos elas se sentem à vontade com a presença dos Doutores e acabam revelando nessas frases e detalhes suas fragilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carência aqui não é apenas financeira ou social. É também de apoio, de brincadeira, de afeto. E só nesse contato é possível adquirir confiança para melhorar a auto-estima dessas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sempre tem um destaque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as visitas os voluntários conversam e costumam perceber algum caso que marcou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma criança que surpreende: “a menininha que desfilou na ultima visita, toda ‘se achando’. Como se fosse modelo mesmo. A reação positiva de um menininho que tem câncer. A gente consegue ver, mesmo através das fotos, a emoção. O brilho no olhar de cada um. Perceber que a nossa mensagem está sendo transmitida”, afirma Thiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliani também se recorda de um caso específico. “Em uma das visitas que nós fizemos, estavam todos interagindo. Foi quando eu olhei pro lado e vi um menininho que estava quieto. Fui brincar com ele e vi que ele não respondia verbalmente. Então alguém me explicou que ele era mudo. Isso é normal, mas eu nunca tive contato assim tão próximo com uma criança muda. Foi aí que eu percebi que deu tudo certo. Ele brincou e se divertiu junto com a gente também.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por quê Palhaço?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquele bebê, parecendo uma bolinha de tão rechonchudo. Estava lá chorando nos braços de uma das moças que trabalhavam na creche. E com tantas crianças pra tomar conta, ela me viu e pediu pra que eu o segurasse. Quando eu o peguei no colo, ele ainda chorava. Foi quando finalmente virou o rosto pra mim e parou. Ficou uns minutos sem chorar, só me olhando.” É o que conta o Doutor Bizi, vivido por Daniel Bizanha, que numa tarde de novembro de 2010 visitou uma creche com cerca de 80 crianças entre 0 a 8 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse olhar curioso explica o porquê da caracterização de um Doutor Palhaço. Um pouco mais de cor pra quem já está acostumado a enxergar as mesmas coisas todos os dias. Isso vale para crianças, professoras e funcionários, dos locais visitados. Todos precisam desse tempo. Dessa saída da rotina. É bom se deparar com algo de diferente. Que atice a curiosidade e encha os olhos. Algo que faça uma criança que chorava desesperadamente ficar em silêncio. Parar de chorar só pra olhar e analisar aquela figura tão colorida e fora do comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos: estar no centro das atenções de cerca de 80 crianças, como geralmente acontece, não é nada fácil. É aí entra o verdadeiro encanto em ser palhaço. Ter a liberdade de não precisar mais se limitar. Tornar-se um personagem com características diferentes das suas, e poder fazer de tudo que em seu estado normal, não ousaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo os Doutores Palhaços atuando percebe-se que cada um deixa de lado seus problemas e horários. Adquire um único compromisso. O de se doar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1036313550761576254?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1036313550761576254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/o-remedio-e-riso-e-carinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1036313550761576254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1036313550761576254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/o-remedio-e-riso-e-carinho.html' title='O remédio é riso e carinho'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4184710764136016178</id><published>2011-06-20T10:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:55:28.302-07:00</updated><title type='text'>Editorial: O preço da Copa</title><content type='html'>Quando se decidiu pela realização da Copa de 2014 no Brasil, junto com a euforia nacionalista capitaneada pelo presidente Lula, ouviram-se várias vozes contestando a viabilidade e a necessidade de o Brasil realizar um evento de tamanha magnitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns argumentos eram antigos, mas a sua antiguidade não lhes tirava a sensatez. Em um país de carências tão brutais em áreas como saúde, educação, moradia e saneamento, para se citar apenas as mais urgentes, investir bilhões de reais em uma copa do mundo parecia uma irracionalidade e uma insensibilidade social. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O contra-ataque a estes questionamentos tinham como principal argumento o legado para o país, já que as obras de infraestrutura – metrô, estradas, aeroportos – e a publicidade que se faria, com o conseqüente aumento do turismo, justificariam todos os gastos, e melhor, acabariam por gerar mais receita do que despesas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Faltando pouco mais de três anos para a abertura da copa, as piores previsões estão próximas de se concretizar e um caso específico vem chamando a atenção: a novela da construção dos estádios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A escolha de 12 sedes, para agradar parceiros políticos da senhora CBF, já foi um erro. A copa se viraria muito bem com 10 ou 8 sedes. Além do número exagerado, cometeu-se a irresponsabilidade de escolher sedes que não possuem clubes tradicionais e que precisam construir estádios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Cidades como Cuiabá, Manaus, Natal e Brasília se encaixam neste perfil. A construção de estádios nestas quatros cidades consumirá quase 3 bilhões de reais. Vamos colocar em números para que este despropósito fique ainda mais evidente: R$ 3.000.000.000,00. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;É muito dinheiro para se construir elefantes brancos. O futebol destas praças não sustenta um estádio deste porte. A conversa inicial de que não haveria dinheiro público nesta farra não se ouve mais. Existe e existirá cada vez mais dinheiro público nestas obras. O atraso é proposital e bem calculado. Quando parecer que não dará tempo para terminá-las, o cofre se abrirá e jorrará dinheiro farto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O exemplo recente da África do Sul deveria nos alertar. Os sul-africanos não sabem o que fazer com os estádios construídos que estão subutilizados pela falta de tradição do futebol em algumas cidades onde foram construídos. Chegaram a cogitar da demolição de uma arena que custou 1 bilhão de reais. Este drama viveremos aqui nas cidades citadas. O Pan no Rio de Janeiro ainda está na memória recente. Custou 10 vezes o valor orçado e o legado é inexistente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Em entrevista à Folha de São Paulo, a nova ministra da Casa Civil, Ideli Salvatti, disse que sua tarefa imediata “é flexibilizar as regras para as obras da copa”. É o governo já adiantando que caiu no jogo dos organizadores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Entre os organizadores, o senhor absoluto, dono do evento é Ricardo Teixeira, o todo poderoso presidente da CBF. Um cartola que está sendo acusado de ter recebido propina para votar nas sedes das copas de 2018 e 2022, conforme reportagem da conceituada BBC. Este poço de credibilidade comanda os destinos da copa brasileira. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não é possível que a população veja tamanho descalabro sendo realizado e permaneça passiva. É preciso cobrar atitude do Estado brasileiro, que não pode ficar de agrados com gente que tem postura de gângster. Ou torna-se cúmplice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4184710764136016178?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4184710764136016178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/editorial-o-preco-da-copa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4184710764136016178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4184710764136016178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/editorial-o-preco-da-copa.html' title='Editorial: O preço da Copa'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2994020139612848278</id><published>2011-06-20T10:54:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:54:12.293-07:00</updated><title type='text'>Temas não são teoremas</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Aluízio Umberto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até me decidir que a procura de um tema seria o tema deste meu artigo no 360, minha imaginação vagou por algumas opções. Porque pior que não ter um assunto é achar que temos vários. Aí, ou trava tudo ou vira bagunça – mal uma frase chega ao meio e a cuca já sugere outro assunto. E pés em barcos diferentes é desastre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repassando conversas que tenho com amigos, ocorreu-me que, exatamente como eu há poucos minutos, algumas pessoas dizem ter um novelo de sentimentos, opiniões e impressões a expor, mas não conseguem desenrolar os próprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é eternizar imagens interiores e impressões sobre o cotidiano. Dá a oportunidade de condensar ideias e fotografar opiniões, para depois espiá-las detidamente, retocar detalhes, suprimir ou fortalecer argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se a escrever por repetição – em tentativas, erros e acertos. Acho que mesmo para os gênios é um prazer trabalhoso, que carece da busca da evolução, mas que também evolui por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, você que tem medo de tentar, precisa estar ciente de que, provavelmente, não vai apreciar suas primeiras letras. É quase certo que algumas vezes vai se empolgar num assunto e descobrir, frustrado, que não consegue passar da segunda ou terceira linha. Vai reler coisas anotadas há anos e sentir-se um visionário. Noutras linhas, seus escritos vão apontar a infantilidade e o atraso de coisas tidas como pétreas. E, acho eu, é essa a graça: ter instantâneos de muito do passado por sua mente e coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não tiver preguiça de ler, nem vergonha de escrever com sinceridade, não fará feio. Depois de algumas tentativas vai pegar o jeito de escrever as coisas que pensa ou sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se quiser tornar-se um escritor admirável, tenho que cessar meus conselhos. Se soubesse o caminho eu mesmo trilharia. E nem era esse o tema. Quero apenas incentivar você, que tem algo a dizer – mesmo que seja particular – a perder o medo de escolher um tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, como li uma vez – e agora estou com preguiça de pesquisar para confirmar o autor da frase – “escrever é desenvolver um tema, colocar um monte de palavras no papel e cortar o supérfluo. E é aí que começa o verdadeiro trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mais gente escrever, mais gente vai se expressar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade [nos] libertará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2994020139612848278?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2994020139612848278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/temas-nao-sao-teoremas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2994020139612848278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2994020139612848278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/temas-nao-sao-teoremas.html' title='Temas não são teoremas'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2727451998064746830</id><published>2011-06-20T10:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:51:12.255-07:00</updated><title type='text'>Por que não somos indignados?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Ana Carolina Araújo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta edição do 360 traz uma reportagem com Jeová Ferreira, que relata as experiências sofridas durante a vigência do regime militar no Brasil. Lendo a matéria, me indignei, mais uma vez, diante dos absurdos praticados neste período. Mas, para o brasileiro, a ditadura parece ter acontecido há muito tempo, os jovens a tratam mais como matéria a ser estudada na escola e ponto a ser cobrado nas provas do que uma reflexão séria, profunda e triste sobre abusos que nunca devem ser esquecidos para que nunca mais aconteçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive recentemente na Argentina e me tocou profundamente a maneira como nossos vizinhos lidam com o assunto. A última ditadura argentina durou de 1976 a 1983 e ficou conhecida por ter sido a mais sanguinária da América Latina. Organizações de defesa dos Direitos Humanos e associações civis estimam que cerca de 30 mil pessoas tenham desaparecido durante esse período, principalmente nos dois primeiros anos de ditadura. Para se ter uma idéia, a Secretaria Especial de Direitos Humanos, durante o governo Lula, divulgou que 475 pessoas desapareceram por motivos políticos no Brasil durante o regime militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chamou a atenção na Argentina é que o país ainda respira as amarguras da ditadura. Nos jornais, na TV, nas ruas, o argentino ainda sofre e discute as conseqüências do que aconteceu entre as décadas de 70 e 80. O assunto surgiu na viagem em meio a um passeio turístico. O guia fez questão de parar, no meio do city tour, para nos mostrar o memorial que marca uma das muitas prisões clandestinas criadas para servir de cenário para as torturas a presos políticos. Essas cadeias levavam nomes irônicos como “Clube Atlético”, onde os poucos sobreviventes contaram, muitos anos depois, que sofriam tortura física e psicológica diariamente e que podiam tomar banho apenas uma vez por ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento argentino conhecido mundialmente para que se faça justiça com relação aos abusos do regime militar é a Associação Mães da Praça de Maio. Desde 1977, mães que tiveram filhos desaparecidos na ditadura ocupam a principal praça de Buenos Aires, em frente à Casa Rosada (sede do governo argentino), pedindo que os culpados pela matança de presos políticos sejam punidos e para que as famílias sejam indenizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Associação das Mães da Praça de Maio, há outras organizações como a dos Avôs da Praça de Maio. Estima-se que 500 bebês, filhos de desaparecidos, tenham sido adotados por militares e seus amigos. Agora, os “Avôs” procuram esses órfãos do regime com uma forte campanha nos jornais e na televisão: “se você tem dúvidas quanto à sua identidade, procure a Associação dos Avôs da Praça de Maio”. Tem-se notícia que 103 “bebês perdidos” já foram achados, muitos filhos adotivos de militares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia que agora não sai das primeiras páginas dos jornais argentinos tem a ver com essas crianças. Suspeita-se que os dois filhos adotados por Ernestina Herrera de Noble, proprietária do Grupo Clarín – que inclui, além do principal jornal argentino, um portal de notícias e serviços na internet e uma rede de TV por assinatura – sejam filhos de mulheres desaparecidas durante a ditadura. Como há uma herança milionária em jogo, a família tem se negado a fazer o teste de DNA. Até que no início de junho, a Justiça ordenou que os testes sejam feitos. Ainda não sabemos os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jornal Página 12, o terceiro mais lido da Argentina, a memória da ditadura é preservada por meio da publicação, diariamente, de fotos e textos sobre os desaparecidos políticos. Hugo, o guia turístico, fica quase que exaltado quando conta sobre a ditadura argentina aos turistas. E termina seu discurso com um tapa na cara dos brasileiros que estavam no ônibus: “é uma matança muito recente para ser esquecida. A ditadura argentina aconteceu há apenas 30 anos. Não podemos esquecer para que nunca mais aconteça. Assim como vocês deveriam fazer no Brasil”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2727451998064746830?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2727451998064746830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/por-que-nao-somos-indignados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2727451998064746830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2727451998064746830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/por-que-nao-somos-indignados.html' title='Por que não somos indignados?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6449844140638131130</id><published>2011-06-20T10:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:49:00.975-07:00</updated><title type='text'>Anos de chumbo, homem de ouro</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira e Priscila Minani&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, 6 de junho de 2011, 19 horas. Duas repórteres e uma missão: ouvir as histórias de um personagem conhecido por todos os frutalenses, Seu Jeová Ferreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à apresentação da personagem. Jeová Ferreira nasceu em 23 de novembro de 1930, em Frutal, coincidentemente ano da Revolução de 30 e da chegada de Getúlio Vargas ao poder, o que pode ser encarado como razão para o seu caráter revolucionário. Proveniente de família simples, tinha avós fazendeiros e um pai que ensinou a ele e seus irmãos que deveriam aprender uma profissão para serem úteis à sociedade. Seguindo o conselho do pai, Seu Jeová, sempre muito interessado em adquirir conhecimento, obteve nos livros o suporte extracurricular necessário para isso. Entendendo muito de tudo, já foi datilógrafo, auxiliar de escritório, relojoeiro e contador. Mas sua grande paixão sempre foi a comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De suas mãos e genialidade surgiu o primeiro rádio transmissor e a primeira antena de TV de Frutal. Era técnico em rádio e transmissão e trabalhou na Rede Mineira de Rádio e Televisão Ltda., em Uberlândia; na Rede de TV de Minas, em Belo Horizonte; e no Canal 7 em Frutal. Além de ter sido programador de microcomputador e instrutor de informática. Atualmente, é contabilista na ACIF – Associação Comercial e Industrial de Frutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece muito, mas é pouco diante dos 80 anos bem vividos do nosso personagem, que teve um livro publicado em 2002 contando as histórias da cidade, chamado Original História de Frutal, inescapável para quem precisa de informações sobre esta terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O diário de um sobrevivente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura viva da história de Frutal, Seu Jeová Ferreira passou por maus bocados durante a Ditadura Militar. No ano de 1959, então membro de um Centro Espírita que seguia os ensinamentos de Allan Kardec, foi convidado a ser um dos fundadores de uma associação que teria como objetivo melhorar a qualidade das condições dos trabalhadores rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim surgiu a Associação dos Trabalhadores de Frutal – ATF -, que se unia para requerer dignidade trabalhista no campo e na cidade. Nécime Lopes da Silva, prefeito de Frutal na época, ajudou a associação com a doação de um terreno para construção da sede. A partir daí, tendo um endereço, começaram as reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ATF era vista por muitos como ameaça de derrubada do poder por ser integrada por comunistas. No entanto, sua principal motivação era a luta pacífica por leis trabalhistas, e não a luta armada como temiam os militares. Considerando o regime autoritário vigente, qualquer liderança contrária deveria ser barrada. E foi o que ocorreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dia comum de reunião, os soldados invadiram a sede dos trabalhadores e recolheram todos os livros encontrados no local, que foram levados para o quartel de Juiz de Fora. Os livros são símbolo de conhecimento, e o conhecimento pode ser subversivo e esta era a grande preocupação do regime, pois a formação de cidadãos capazes de refletir e opinar resultaria em problemas para manter o regime militar. Esta ação mostra o caráter repressor do período. Esta invasão foi o primeiro de uma série de sucessivos acontecimentos de pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem dos comunistas era a mais radical e negativa possível. Mas muitos deles, como Seu Jeová, buscavam somente a defesa de seus ideais e não uma revolução violenta com tomada de poder. Prova desse equívoco foi a questão das terras. “Os fazendeiros achavam que os comunistas estavam tomando suas terras, mas o movimento dos sem terra surgiu entre os banqueiros, pra fazer com que os fazendeiros pagassem as dívidas ao banco, pois eles pegavam dinheiro emprestado e não pagavam ao banco o que deviam” conta Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Jeová e os demais membros da associação foram exemplo de coragem e ousadia. Determinados a alcançar seus objetivos, fizeram várias viagens a São Paulo para se reunir. Até que, no dia 31 de março de 1964, (na verdade madrugada do dia 1 de abril, data renegada pelos militares por ser o dia da mentira) se concretizou o golpe. Magalhães Pinto, então governador de Minas Gerais, afirmou que o estado estava separado do Brasil, assim como o Rio Grande do Sul, pois não apoiava o golpe que depôs o presidente João Goulart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de abril, algo radical aconteceu com os membros da Associação dos Trabalhadores. Militares invadiram a sede e, além de levar novamente os livros que encontraram, prenderam os comunistas. Não satisfeitos somente com a prisão, entraram nas casas das famílias para apreender tudo o que representasse ameaça de manifestação. Eram livros, revistas e fotos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Frutal, Seu Jeová, que na época era secretário da associação, seu irmão Deusdante Ferreira e outros membros foram levados para Uberaba. Lá, ficaram presos por algumas semanas, até que uns fossem soltos e os “mais perigosos” levados para Belo Horizonte.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram setenta e cinco dias em cárcere privado e mais cinco dias em que Ferreira e os outros presos compareciam à delegacia, como forma de provar à polícia que eles não fugiriam da cidade. Só foram soltos quando cada um delegou a responsabilidade de suas ações à outra pessoa, que assinaria um termo se comprometendo pelos atos do tutelado. Seu Jeová teve o cunhado João Geraldo como tutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dias sombrios não foram apagados da memória de Jeová Ferreira e de todos os frutalenses que viveram a ditadura militar. Aos oitenta anos, Jeová relembra este período sem mágoas. Ao ouvir suas lembranças percebe-se que o ocorrido apenas comprovou o exemplo de homem de força, resistência e fiel aos seus princípios, que foram e são defendidos até o fim. Ferreira traz desta época boas histórias para contar. Histórias que, mesmo tão intensas e difíceis, são contadas com o bom humor e o sorriso no rosto de quem sabe que viveu e vive intensamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6449844140638131130?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6449844140638131130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/anos-de-chumbo-homem-de-ouro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6449844140638131130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6449844140638131130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/anos-de-chumbo-homem-de-ouro.html' title='Anos de chumbo, homem de ouro'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-3231879164072168393</id><published>2011-06-20T10:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:45:39.139-07:00</updated><title type='text'>A vida na correria</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correr. Correr talvez seja uma das mais antigas atividades do homem. Desde os primórdios, antes da invenção de rodas, charretes, bicicletas, veículos automotores, desde sempre o homem corre. E correr faz bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Jogos Olímpicos, competição que reúne a realeza dos atletas de diferentes nacionalidades e modalidades, correr é nobre. Há quem corra para abrir o evento – caminho feito com a tocha até chegar à pira – e há quem corra para fechar o evento. Fechar com chave de ouro, vencendo a maratona. É por esses fatores que a corrida é fascinante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Frutal, existe uma equipe que leva o nome da cidade pela região e pelo país. Como? Correndo. E esse time reúne atualmente sete atletas. Alguns mais experientes. Outros ainda jovens, buscando aprender e aprimorar suas técnicas para um dia, quem sabe, chegarem a frente de quenianos e outros atletas já consagrados em competições onde o nível é altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A experiência que corre&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matusalém de Lima é um personagem que faz parte dessa história há 23 anos. O corredor começou no esporte aos 21 anos, quando, após ter morado em Itumbiara, regressou a Frutal e encontrou uma equipe de atletas em formação. Foi uma das pontas de uma rivalidade citada por quem conhece os atletas frutalenses. Disputando com ao lado de Marco Tulio, as provas ganhavam ares de verdadeiras decisões regionais. Mas Frutal e a região iam se tornando pequenas diante da ambição e da paixão dos corredores que sonhavam mais além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, a equipe de Frutal voou para competições em cidades como Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Nessas cidades, Matusalém obteve resultados expressivos para sua carreira. Foi sétimo colocado na Maratona Internacional do Rio, quarto colocado em Curitiba, no ano de 1999 e 11º (2000) e 14º (2009) nas provas de 42 quilômetros realizadas em São Paulo. Na conhecida corrida de São Silvestre, realizada todos os anos no mês de dezembro, a melhor colocação do atleta foi um 36º lugar no ano de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro corredor já mais experiente é Reinaldo Moura, de 43 anos. Quando está em alguma prova, ou mesmo no treino, Reinaldo sente-se com a saúde renovada. Ele visita o médico a cada seis meses para fazer uma avaliação e nunca encontrou problema algum. “A maioria do pessoal que corre, não tem problemas.”, comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos especiais para Reinaldo foram entre 1985 e 1995. Mas ele fala que a corrida que mais marcou, aconteceu em 1990, na cidade de Fronteira: “Me emocionei com a vitória sobre José Antonio Diniz, que havia vencido 200 militares em Uberaba e participou daquela corrida. Ele era visto como favorito, mas consegui superá-lo.”, relembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A nova geração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se engana quem pensa que Frutal tem apenas atletas mais experientes e que os jovens não se interessam pelo atletismo. Matusalém coordena um projeto, em parceria com a Unimed e com a Prefeitura, para revelar corredores e tirar as crianças das ruas. “Procurei o Dr. Alberto Bichara (presidente da Unimed Frutal) e falei sobre o projeto há uns 8 ou 10 anos, quando começamos. Ele acatou a idéia. A Unimed nos fornece tênis, uniformes e lanches nas viagens, enquanto a prefeitura auxilia com o transporte.”, conta Matusalém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo a jovens de ambos os sexos com idade entre 7 e 17 anos, com treinos no Marretão, a iniciativa já mostra resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante Jairo dos Santos, de 19 anos é apontado como revelação do projeto. O pernambucano, que mora em Frutal há 12 anos e disputa provas regionais, diz que a corrida mais importante da sua vida aconteceu em Brodowski, onde ele venceu a prova de 10 quilômetros e ganhou, além da um troféu, uma bicicleta. “A cada quilômetro que avanço sinto prazer. Depois, na hora de receber os prêmios, independente da colocação, ver o pessoal gritando seu nome é bom. Gosto daquilo que faço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Patrício de França tem 26 anos e atualmente tem o apoio dos Correios, onde trabalha, para participar das competições. Começou a correr quando adolescente, aos 16 anos. “Comecei a correr simplesmente para praticar algum esporte com o apoio do Matu, depois vi que os Correios tinham um projeto na empresa de incentivo aos funcionários. Decidi fazer parte da equipe e hoje estou bem ranqueado. Recentemente estive em Porto Alegre com a equipe que era composta pelos oito melhores tempos do Brasil, então, acredito que estou bem.”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados mais expressivos de Hugo aconteceram em provas dos Correios. “Já venci a etapa estadual, em Belo Horizonte. No ano seguinte, em Brasília, consegui superar atletas e funcionários dos Correios do Brasil inteiro. Essas duas vitórias são bastante significativas.”&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A falta de incentivo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos bons resultados, os atletas frutalenses esbarram na falta de incentivo ao esporte. O apoio dado pela Prefeitura Municipal, ainda que pequeno, é bem-vindo. “A Prefeitura nos fornece alguns medicamentos e verduras todos os meses. Disponibiliza um veículo para as provas mais próximas, e quando a prova é muito longe, se houver uma conversa antes, às vezes conseguimos alguma ajuda também. Além disso, todos os anos nós recebemos um par de tênis , mas a necessidade é maior. Eu gasto a cada dois meses um par de tênis para treinamentos, ou seja, necessitaria de seis pares por ano apenas para os treinos e mais uns três que seriam usados nas provas. Mesmo assim, agradecemos a colaboração”, diz Matusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a maioria dos atletas conta com a contribuição da Prefeitura, Hugo tem o apoio dos Correios, que é uma vantagem, mas não é um patrocínio.&amp;nbsp; “Eu não posso pedir para correr quando quero. Se os Correios não participarem com a equipe, minha presença na prova fica comprometida”, comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora essas pequenas ajudas, o comércio local também tem sua parcela de contribuição. Estes empresários são tratados pelos atletas como amigos do esporte e não patrocinadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O vício do bem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os atletas têm o mesmo sentimento ao falarem do atletismo. Matusalém enfatiza o quanto é importante correr para ele: “Enquanto houver apoio, não vou parar. Tenho mais de 500 troféus e as medalhas são incontáveis. O corredor não tem fim. Em provas a gente vê gente da 3ª idade correndo e isso é maravilhoso.”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo, que conheceu o esporte e se apaixonou resume bem a sensação da Equipe de Atletismo de Frutal: “Acredito que o atletismo tenha se tornado um vício na minha vida, assim como na de todos os corredores. Um vício que só traz benefícios e que todo homem deveria conhecer”, conclui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-3231879164072168393?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/3231879164072168393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/vida-na-correria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3231879164072168393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/3231879164072168393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/vida-na-correria.html' title='A vida na correria'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2906640193783274731</id><published>2011-06-20T10:43:00.001-07:00</published><updated>2011-06-20T10:43:29.908-07:00</updated><title type='text'>Som, luz, câmera... Cine UEMG</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando seqüência a série de reportagens sobre os projetos culturais desenvolvidos no Campus de Frutal da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), nesta edição apresentamos o Cine UEMG. Idealizado pelo professor do curso de Comunicação Social, Lausamar Humberto, o projeto de extensão tem como objetivo atualizar e ampliar conhecimentos e a cultura geral de universitários, estudantes de escolas públicas e particulares da cidade e da comunidade local por meio do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine UEMG teve início em 2010. Em sua segunda temporada, está com ciclos mensais voltados para a cinematografia de sete países, buscando trazer obras importantes destas nacionalidades, assim como seus principais atores e diretores. Em abril foi exibido o ciclo sobre o cinema argentino e em maio, sobre o cinema alemão. Confira o cronograma do restante do ano: cinema francês (junho), cinema espanhol (agosto), cinema americano (setembro), cinema italiano (outubro), fechando com o cinema japonês, em novembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros ciclos - abril e maio - foram realizados no auditório da Câmara de Vereadores. A partir de junho, as exibições vão acontecer no anfiteatro antigo da UEMG, sempre a partir das 15h. A entrada é gratuita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o coordenador do projeto a escolha dos filmes que fazem parte da programação é feita junto com os alunos do curso de Comunicação assim como a organização e a divulgação das sessões. “Esta é uma forma de promover a integração entre academia e sociedade e diversificar a visão cultural das pessoas, além de buscar formar uma platéia cinematográfica na cidade”, define Lausamar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Rafael Silva Ferreira, aluno do 3º período de Comunicação Social, o Cine UEMG é uma iniciativa boa, pois em Frutal não tem cinema e esse projeto permite que tenhamos pelo menos uma sala, mesmo que improvisada. “Tudo que é bom a gente tem que participar, por isso entrei, além é claro de querer ajudar na divulgação e levar quem eu conheço para assistir aos filmes”, comenta Rafael, que também é colaborador do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius Dalanezi, do 1º período de Comunicação Social, aponta como grande diferencial do projeto, a seleção dos filmes, que foge do circuito comercial das grandes redes de cinema. “O projeto é interessante porque não são filmes comuns e assim ficamos ligados em outras culturas”, destaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine UEMG conta com o apoio da Câmara de Vereadores de Frutal e da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A sétima arte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz se apaga você ouve o barulhinho do projetor trabalhando para dar movimento a milhares de fotos produzidas em seqüência, e assim começa mais um filme. A técnica ainda é quase a mesma desde a invenção do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière no fim do século XIX.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi no subterrâneo do Grand Café, em Paris, em 28 de dezembro de 1895, que eles realizaram a primeira exibição pública e paga de cinema: uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada, já que os rolos de película tinham 15 metros de comprimento. Os filmes até hoje mais conhecidos desta primeira sessão chamavam-se "A saída dos operários da Fábrica Lumière" e "A chegada do trem à Estação Ciotat".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a primeira exibição, feita de forma improvisada em um saguão até hoje, com salas climatizadas e recursos 3D, o cinema conserva sua essência cultural e o poder da comunicação universal. Além disso, o ato de ir ao cinema é quase como um ritual, uma integração social. Seja rico ou pobre, todos assistem o mesmo filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a denominação sétima arte, dada pelo teórico italiano Ricciotto Canudo em 1911, é mais do que justa para expressar a importância do cinema. O termo está no Manifesto das Sete Artes, publicado apenas em 1923. Essa referência é apenas indicativa, cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam sua linguagem. Elas são classificadas da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1ª Arte - Música (som);&lt;br /&gt;2ª Arte - Dança/Coreografia (movimento);&lt;br /&gt;3ª Arte - Pintura (cor);&lt;br /&gt;4ª Arte - Escultura (volume);&lt;br /&gt;5ª Arte - Teatro (representação);&lt;br /&gt;6ª Arte - Literatura (palavra);&lt;br /&gt;7ª Arte - Cinema (integra os elementos das artes anteriores)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2906640193783274731?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2906640193783274731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/som-luz-camera-cine-uemg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2906640193783274731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2906640193783274731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/som-luz-camera-cine-uemg.html' title='Som, luz, câmera... Cine UEMG'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1512509656504125901</id><published>2011-06-20T10:41:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:41:28.838-07:00</updated><title type='text'>Te gusta el alfajor?</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alfajor está para a Argentina como o pão de queijo está para os mineiros. Mania nacional naquele país, o doce pode ser encontrado com a fórmula tradicional que tem recheio de doce de leite e cobertura de chocolate ou ainda com recheio de frutas e chocolate e cobertura, que pode ser de açúcar, chocolate branco e confeitos. A guloseima é vendida individualmente ou em caixas, que podem ter até 24 unidades. Em cada esquina de Buenos Aires, tem uma lojinha com verdadeiros mostruários de cores, sabores e preços. É difícil escolher qual levar, qual degustar primeiro e definir quantas caixas colocar na sacola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o alfajor (pronuncia-se “alfarror”) é um doce tradicional da Espanha, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, mas originalmente foi criado no Equador. O nome vem do árabe al hasu e significa recheado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doce é composto de duas ou três camadas de massa, que após assadas ficam levemente crocantes e macias, quase esfarelando, mas firmes, e com recheio de doce de leite, coberto com chocolate derretido ou polvilhado com açúcar de confeiteiro. Com o passar dos anos, a tradicional receita foi perdendo espaço para novos e exóticos sabores de alfajor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito popular na Argentina, o doce é considerado um ícone da cultura do país, onde são consumidos, todos os dias, seis milhões de alfajores de mais de cem marcas. A mais famosa delas, Havanna, data de 1948 e possui mais de 180 lojas em terras argentinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia, o alfajor é consumido pelos argentinos no café da manhã, depois do almoço, no lanche da tarde e durante uma pausa a qualquer hora do dia (eu comprovei isso pessoalmente). As comparações com o pão de queijo mineiro não param por aí. Se aqui temos uma lanchonete que vende um pãozinho para cada dois mineiros, aproximadamente, a proporção no país vizinho pode chegar a uma loja que comercializa um alfajor para cada argentino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E agora algumas dicas pra quem está pensando em visitar Buenos Aires e trazer alguns “docitos” na bagagem:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no aeroporto, durante o embarque. Você vai dar de cara com lojas da marca Havanna, no freeshop internacional. Se você está pensando no preço, a diferença não é grande. Irá pagar quase o mesmo valor, comprando nessas lojas ou na Argentina. Pra quem não liga muito, o Havanna é uma ótima escolha. Já para quem aprecia o doce dos hermanos, vale a pena gastar algum tempo do seu passeio visitando as lojinhas de conveniência, espalhadas por toda a capital portenha e experimentar duas ou três marcas diferentes. Você vai se surpreender como um simples doce pode ter muitas e deliciosas variações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma olhada em volta e observe quais marcas os argentinos costumam levar. Nada melhor que consultar os especialistas no assunto. E não adianta perguntar. Eles vão falar que todos são “muy sabrosos”, podendo lhe empurrar alfajores não muito apetitosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas que provei e gostei: La Recoleta, Alfajores Cordobeses, Alfajores Argentinos e Cachafaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O melhor da Argentina são os brasileiros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos. Ela é a cidade mais européia da América Latina. É linda, efervescente culturalmente, preserva as tradições, é repleta de monumentos e prédios históricos lindos, respira política e história e é cheia de argentinos. Isso mesmo, argentinos. Seres humanos de estatura mediana, caucasianos, de descendência espanhola e eternos rivais dos brasileiros no futebol. Não sei se é influência disso ou não, mas durante minha viagem, senti uma certa hostilidade enclausurada em relação a “nosotros”, turistas brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No táxi, nas ruas, lojas e restaurantes e, especialmente, nos hotéis, nossos hermanos não fazem a mínima questão de serem gentis e hospitaleiros. Para marinheiros de primeira viagem como “yo”, que não falam muito bem e entendem menos ainda a língua espanhola, isso atrapalha um pouco. Principalmente na hora de pedir informações ou dizer para onde você quer ir. Falar pausadamente e com clareza ajudaria muito. Mas não. Só pra judiar, eles falam rápido e com seu sotaque característico, diferente daquele espanhol que nós aprendemos em escolas de idiomas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em um hotel, no bairro da Recoleta, repleto de brasileiros. No saguão, enquanto esperava o transporte, percebia como meus conterrâneos que acabavam de chegar sofriam na mão do “carismático” porteiro argentino. Alguns até arriscavam um “portunhol”, mímicas e gestuais. Tudo sem muito sucesso. Aí desistiam e falavam no bom e velho português (que, pelo jeito, eles entendiam perfeitamente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é muito comunicativo e gosta de conversar, não se iluda. Eles não gostam de ficar papeando com seus vizinhos queridos. Então, advinha o que acontece na Argentina? Brasileiros conversam com outros brasileiros. Não é brincadeira. É só você prestar atenção no som, nas palavras familiares e puxar assuntos. É um alívio e uma felicidade de ambas as partes. Não importa o sotaque e de qual região do Brasil a pessoa seja. A partir desse primeiro contato, começa sempre uma boa conversa, onde se trocam dicas, informações e impressões sobre a capital argentina. Se um dia você for para a Argentina e precisar de ajuda, procure sempre um brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1512509656504125901?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1512509656504125901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/te-gusta-el-alfajor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1512509656504125901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1512509656504125901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/te-gusta-el-alfajor.html' title='Te gusta el alfajor?'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5151389519010520380</id><published>2011-06-20T10:39:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:39:43.114-07:00</updated><title type='text'>Eu vou de calhambeque... Bi! Bi!</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Quintana, grande poeta brasileiro, uma vez disse: “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar não teria inventado a roda.” Não entraremos na questão sobre ser ou não preguiçoso. O fato é que a roda transformou a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o século XVII a necessidade que o homem tinha de se locomover mais rápido, com mais comodidade e segurança, forçou os estudiosos e curiosos a testarem inúmeras experiências até que se chegasse ao que chamamos hoje de automóvel. Aquilo que era pra ser apenas mais uma ferramenta de trabalho tornou-se um verdadeiro amigo do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje existem carros elétricos, automáticos, com climatizadores, air-bags e toda essa parafernália. Essa comodidade é positiva, mas não é romântica. O romantismo está realmente nos carros antigos, reformados, que trazem consigo sentimentos que air-bag nenhum é capaz de superar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amantes do rei Roberto Carlos, e mesmo aquelas pessoas que não gostam muito do mais ilustre filho de Cachoeiro do Itapemirim, certamente conhecem a música “O Calhambeque”. Nela, o rei conta a história de que mandou seu Cadillac – carro da moda na época – para o conserto e recebeu um carro velho para não ficar a pé. Curiosamente, ele apaixonou-se pelo calhambeque e quis conservá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa trilha, muito mais do que um marco da jovem guarda, é uma realidade. Os automóveis restaurados são uma mania que vem se popularizando cada vez mais. Seja por paixão, por família, por lembranças, cada história tem o seu Q especial. A verdade é que nós, homens modernos do século XXI, adoramos conservar lembranças materiais que nos transmitam histórias do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Restaurados em Frutal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Aurélio, proprietário de um Ford 1929, confirma que os carros são, além de uma ferramenta de trabalho, um amigo do homem: “Automóvel é uma paixão que corre na veia de todo mundo. E é algo bom, é um instrumento de trabalho que, desde que seja bem usado, você tem a condição de ter uma vida melhor.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apaixonado por carros discorre sobre os cuidados necessários que tem com seu veículo e comenta a repercussão que há quando as pessoas o vêem: “É necessário tempo pra se dedicar a esse hobby, que é caro, as vezes tenho que ir para longe buscar alguma peça para manter o carro sempre bonito e arrumado, porque é algo diferente. Todo mundo que vê quer registrar o momento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Policial Rodoviário Federal, Mário José Pereira, proprietário de um VW Passat L, do ano de 1973, diz que gosta dos carros mais antigos pelo design: “Desde pequeno sempre gostei de coisas antigas, acredito que pelo romantismo, ou pelo design, esses materiais nos fazem recordar.”, analisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Duas Rodas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As motocicletas também são sinônimo de orgulho, tanto de Mário, quanto de Paulo. O primeiro tem uma Lambretta Série Brasil, do ano de 1963. Ela estava abandonada e foi encontrada pelo policial há alguns anos, e como o dono não procurou, Mário acabou conseguindo o documento do veículo e o comprou. Investiu, e hoje a aparência da Lambretta está perfeita, como a original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo é proprietário de uma CB 400 da Honda e assim como o Ford, a mantém sempre nas melhores condições possíveis. Duas relíquias de valor incalculável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quer vender?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se atualmente nos deparamos com carros que valem cerca de milhões de reais, dólares ou euros, a afirmação de que esses milhões não comprariam um carro antigo de quem o tem não soaria como absurda.&lt;br /&gt;Normalmente, quem compra e investe em automóveis restaurados não os vende de maneira alguma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque os gastos são inúmeros e segundo, porque a paixão sempre fala mais alto. Paulo Aurélio conta que herdou do pai o gosto por automóveis antigos. “O meu Fordinho também serve de lembrança. É uma lembrança que passa de pai para filho e esse é mais um motivo de não encontrar razão ou dinheiro algum para vendê-lo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igual a Paulo, Mário se nega a vender seu Passat. “Há um valor sentimental. Por isso, mesmo que consiga um valor alto em moedas no mercado, não venderia.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5151389519010520380?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5151389519010520380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/eu-vou-de-calhambeque-bi-bi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5151389519010520380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5151389519010520380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/eu-vou-de-calhambeque-bi-bi.html' title='Eu vou de calhambeque... Bi! Bi!'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1219348021065623642</id><published>2011-06-20T10:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:37:37.979-07:00</updated><title type='text'>Respeito é bom e todos gostam</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de Bolsonaros e de antibolsonaros, de fanatismo religioso, de Fla x Flu ideológico, é preciso refletir sobre tolerância. A tolerância deve ser o fundamento da vida social. Fundamento, seja de uma ideologia, de uma ciência ou de uma instituição é a base, o alicerce sobre o qual é construído tudo o que vem depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos, ouvimos, ou lemos nos noticiários constantes notícias de intolerância, seja ela nascida do desrespeito à crença, à cultura, à cor, ou à opinião do outro. E isto acontece ainda com mais freqüência entre os nossos jovens.&amp;nbsp; Tomemos um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A internet, o espaço mais democrático e tolerante da mídia, paradoxalmente, torna-se um campo aberto e fértil para a intolerância. Recentemente, um jovem paulistano foi condenado por racismo pelo conteúdo de sua comunidade criada no Orkut. Isso está se tornando habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquemos apenas no Twitter, a mais nova febre da internet. Na recente eliminação do Flamengo da Copa do Brasil pelo Ceará, esta rede social foi usada como instrumento de preconceito contra nordestinos. Houve na própria rede, ainda bem, uma onda ainda mais forte de contra-reação, de censura a este comportamento. O mesmo se observa no Orkut. Basta clicar em pesquisa as palavras “eu odeio” e aparecerá uma infinidade de comunidades de pessoas que “odeiam” alguém ou alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria destas comunidades são brincadeiras frívolas e inocentes: eu odeio acordar cedo, eu odeio segunda-feira, eu odeio água com gás e tantas outras. Em muitas o “eu odeio” é apenas sinônimo de “eu não gosto” ou “eu não concordo”. Estas são inofensivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema são as outras. E surgem: “eu odeio nordestinos”, “eu odeio negros”, “eu odeio evangélicos”, “eu odeio católicos”. Infelizmente, a lista de exemplos é imensa. Lendo os fóruns de discussão destas comunidades percebe-se que isto não é dito da boca pra fora. O sentimento é de ódio e rancor. Uma intolerância cravada na alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A maioria dos membros destas comunidades é de jovens de classe média. Jovens educados, informados, por certo bons filhos, bons alunos, bons amigos, mas intolerantes. Absurdamente intolerantes.&lt;br /&gt;A tolerância é uma das tantas virtudes necessárias para elevar o homem à condição de civilidade. Ela é muito mais do que o simples respeito, é uma passagem para um estágio mais civilizado e menos mecânico do convívio entre os diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença não deve ser apenas tolerada, porque assim se reduziria a um sistema de guetos estanques. Esta postura já levou ao surgimento do nazismo e do apartheid na África do Sul. É necessário conhecer, conviver, compreender o outro, sempre de espírito desarmado, sem os preconceitos estabelecidos e prontos a aceitar modificarmos convicções íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, a postura do diálogo é fundamental. Dialogar é, de forma humilde, tentar aprender com o outro. Absorver suas palavras, suas posturas, procurando, com isso, compreendê-lo. Dialogar não é discutir. Na discussão cada um quer provar o seu argumento e, na verdade, muitas vezes, nem está prestando atenção ao que o outro diz, está apenas esperando a sua vez de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A percepção de nossa ignorância é também ponto importante para que sejamos tolerantes. Ignoramos mais do que sabemos e, por isso, a tolerância é um antídoto, uma prevenção contra o dogmatismo. É uma espécie de sabedoria que confronta o fanatismo, esse terrível amor à verdade. Porém, tampouco é tolerante aquele que só o é com os tolerantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser democrático e plural com quem pensa como a gente é muito fácil, difícil é manter esta abertura com os discordantes, ouvir e pesar realmente seus argumentos e permitir que nossas verdades sejam confrontadas e, se for o caso, modificadas. Pluralismo não é a livre discussão entre os concordes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalve-se que tolerar também não pode ser visto como simples passividade e submissão. Tolerância vem do latim “tolerare” que quer dizer levar, suportar e também combater. Se formos de uma tolerância absoluta, se não defendermos uma sociedade aberta e plural contra aqueles que pregam o ódio, o desrespeito e a intolerância com os diferentes, corre-se o risco de os tolerantes serem aniquilados, e com eles a tolerância.&lt;br /&gt;Como disse o escritor Guimarães Rosa, “o bom das pessoas é que elas não estão terminadas”. Cabe a cada um de nós a nossa própria construção. E&amp;nbsp; nesta construção cotidiana é preciso evitar que a intolerância faça parte de nossas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poesia sertaneja&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O péssimo nível da maioria das músicas do sertanejo atual, romântico ou universitário, criou um preconceito contra todo o gênero. Uma pena. Há obras espetaculares no sertanejo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois exemplos: "Tardes Morenas de Mato Grosso", de Goyá, e "Serafim e seus filhos", de Ruy Maurity e José Jorge. Gosto de ambas na voz de Sérgio Reis. A primeira traz alguns dos mais belos versos da poesia sertaneja e a segunda é um verdadeiro épico, uma mistura feliz do realismo fantástico de Gabriel Garcia Marquez e uma construção de narrativa típica de um Guimarães Rosa. Como disse meu amigo Ricardo Botelho: “parece saída de Primeiras Estórias”. Extraordinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima coluna, volto ao tema, mais alongadamente. Deixo como aperitivo a letra lindíssima da canção Riozinho, de Carlos Cezar e José Fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Riozinho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu rio pequeno, braço liquido dos campos&lt;br /&gt;rodeado de barrancos, corroído pelos anos.&lt;br /&gt;Vai arrastando folhas mortas e saudade,&lt;br /&gt;pôr-do-sol de muitas tardes, ilusões e desenganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzando vales, chapadões e pantanais,&lt;br /&gt;bebedouro de pardais, branco espelho de luar.&lt;br /&gt;O seu roteiro não tem volta só tem ida,&lt;br /&gt;pra findar a sua vida, na amplidão azul do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riozinho amigo, são iguais as nossas águas.&lt;br /&gt;Também tem um rio de mágoas a correr dentro de mim.&lt;br /&gt;Cruzando n'alma campos secos e desertos,&lt;br /&gt;cada vez vendo mais perto, o oceano de meu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riozinho amigo, nascestes junto à colina,&lt;br /&gt;era um fio d'água de mina, e cresceu tão lentamente.&lt;br /&gt;Margeando matas, ramagens, juncos e flores&lt;br /&gt;passarinhos multicores seguiram vossa corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riozinho amigo, quantas vezes assistiu&lt;br /&gt;acenos de quem partiu, encontro dos que chegaram.&lt;br /&gt;Foi testemunha de muitas juras de amor&lt;br /&gt;quantas lágrimas de dor suas águas carregaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riozinho amigo, sobre a areia do remanso&lt;br /&gt;animais em seu descanso ali vem matar a sede.&lt;br /&gt;As borboletas em suas margens se amontoam&lt;br /&gt;e depois alegres voam, na amplidão dos campos verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brisa encrespa o seu rosto de menino&lt;br /&gt;como o mais terno e divino beijo da mãe natureza.&lt;br /&gt;Lindas paisagens, madrugadas coloridas,&lt;br /&gt;encontros e despedidas, seguem vossa correnteza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1219348021065623642?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1219348021065623642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/respeito-e-bom-e-todos-gostam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1219348021065623642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1219348021065623642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/respeito-e-bom-e-todos-gostam.html' title='Respeito é bom e todos gostam'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5208330635501250542</id><published>2011-06-20T10:34:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:38:13.020-07:00</updated><title type='text'>Ah... O amor! (Pausa para os suspiros)</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Mariana Nogueira &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que acham brega amar incondicionalmente, saibam que cartas de amor são bregas, juras de amor são bregas, canções de amor são bregas ou não seriam cartas, juras e canções de amor. Na música, principalmente, nem se fale. O amor inspirou canções como “Eduardo e Mônica” do Renato Russo, “É o amor” da dupla Zezé de Camargo e Luciano, “Codinome Beija flor” do Cazuza, além da clássica “Como é Grande o Meu Amor Por Você” do rei Roberto Carlos. Músicas que embalam muitos romances até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romantismo também encanta no cinema. O filme “Ghost - do Outro Lado da Vida” deixou moças sonhando acordadas. E como se esquecer de Titanic? A história do fervoroso amor impossível que não morre com o tempo. São muitos longas-metragens apaixonantes, como “E o Vento Levou”, “Casablanca”, “Uma Linda Mulher”, “Cidade dos Anjos” e para os mais jovens, “Um Amor Para Recordar” e “Antes que Termine o Dia”. &lt;br /&gt;No Brasil, o amor também sempre esteve no ar, ou melhor, na televisão. Foram centenas de mocinhos e mocinhas sofrendo pelo grande amor nas telenovelas. Sinhozinho Malta e a Viúva Porcina nos anos 80 fizeram história em “Roque Santeiro”, Babalu e Raí encantaram em “Quatro Por Quatro” e, em “Paraíso”, a santinha Maria Rita e o filho do diabo Zeca provaram que o amor ultrapassa as barreiras culturais. Não podendo faltar o novo casal desejo dos contos de fadas, Jesuíno e Açucena de “Cordel Encantando”, folhetim cheio de príncipes e princesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A química do amor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor inspira e bagunça até as nossas funções biológicas. Coração acelerado, mãos suando, maçãs do rosto avermelhadas e dificuldade para respirar. São os sintomas corpóreos do amor. O fluxo de substâncias químicas do corpo humano quando se está amando é maior que o comum. Adrenalina, noradrenalina, dopamina, serotonina e endorfinas são algumas das inas que são afetadas pelo amor e bagunçam com a gente. Adrenalina acelera o nosso coração, a dopamina nos dá sensação de felicidade, já a noradrenalina é responsável pela química, diríamos, um pouco mais caliente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E infelizmente caros leitores, essas reações, como todas as outras que ocorrem em nosso organismo, acabam sendo aliviadas com o tempo, pois nosso corpo cria resistência a elas, e assim o amor acaba. Mas acalme-se, ele só acaba nas funções orgânicas! O fogo do amor pode continuar aceso por muitos e muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Metamorfoses do coração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, havia o casamento arranjado. Muitas famílias faziam acordos e decidiam casar seus filhos como uma troca de interesses. E por mais inacreditável que seja os casais aprendiam a se amar e continuavam juntos. Uma grande parte até hoje, como muitos avós podem testemunhar. Com o tempo os casais foram ganhando mais liberdade, até que se tornou normal namorar e casar. Hoje, namora-se muito, e os casais estão demorando cada vez mais para assumir um compromisso mais sério. Há até os que preferem manter o clima de romance, sendo eternamente namorados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o amor é um sentimento de afeição que vai além das pessoas, como a paixão pelos animais de estimação, a paixão pelas coisas que adquirimos com os anos de trabalho e a paixão pelas sensações que aprendemos a experimentar. Tratados filosóficos afirmam que os seres humanos são pré-moldados pelo e para o amor e, nascidos dele, estão automaticamente prontos para amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível, antigo, platônico, recente, fervoroso, fácil, bonito, de cinema ou infinito. Ele amolece o coração de pedra dos mais machões e arranca suspiros das mulheres maduras que vivem a sonhar acordadas. Existem coisas que só o amor é capaz de permitir para uma pessoa. Afinal amor é amor, e, como garante Vinícius de Moraes, é eterno enquanto dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Porquinho-da-índia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha seis anos &lt;br /&gt;Ganhei um porquinho-da-índia.&lt;br /&gt;Que dor de coração eu tinha&lt;br /&gt;Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! &lt;br /&gt;Levava ele pra sala&lt;br /&gt;Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,&lt;br /&gt;Ele não se importava:&lt;br /&gt;Queria era estar debaixo do fogão. &lt;br /&gt;Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas... &lt;br /&gt;- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5208330635501250542?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5208330635501250542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/ah-o-amor-pausa-para-os-suspiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5208330635501250542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5208330635501250542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/06/ah-o-amor-pausa-para-os-suspiros.html' title='Ah... O amor! (Pausa para os suspiros)'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-399661746871759078</id><published>2011-05-31T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T05:43:41.599-07:00</updated><title type='text'>A vida depois do viaduto</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Mariana Nogueira e Lausamar Humberto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam das nove da manhã quando chegamos ao Frutal III e IV. Para os que nunca vieram para este lado da cidade, não é difícil chegar. Pega-se a avenida Brasília, sentido rodovia, e segue-se nela até cansar, ou melhor, até o fim do asfalto. Neste fim há uma rua à direita, ainda asfaltada. Por ela, persistindo mais uns 500 metros, chega-se ao local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;O bairro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro, que leva o nome do ex-prefeito Alceu Silva Queiroz, foi construído numa parceria entre a Prefeitura Municipal de Frutal e a COHAB (Companhia de Habitação de Minas Gerais), com financiamento através do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no primeiro quarteirão de casas a impressão que se tem é que é um bairro inclinado. Saindo da rua asfaltada de acesso e adentrando para as ruas internas nota-se um forte declive. Dentro do carro este detalhe é insignificante; quando se vai andar a pé a coisa muda de figura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas são todas de terra, e mais tarde saberemos que este é o principal problema do bairro. Nestas ruas de terra, a presença de muitas pedras, umas maiores, outras menores. Algumas bem redondas, ideal para usar no estilingue – na infância de outra época -, mas extremamente incômodas para se pisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do bairro, o chamado Frutal III, existe há mais de quatro anos. Com o surgimento do Frutal IV e a formação do bairro Alceu Silva Queiroz, vivem atualmente no conjunto aproximadamente 300 famílias, que pagam em média sessenta reais por mês de prestação de suas casas.&amp;nbsp; O critério para escolha das famílias que recebem o benefício do Minha Casa Minha Vida é principalmente a renda mensal da família. Para este empreendimento, foram contempladas famílias com renda entre um e dois salários mínimos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de sonho e de pó...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moradias representam o sonho da casa própria. Mas o Alceu Silva Queiroz tem graves carências em sua estrutura urbana e social. Djalma Batista de Mendonça, que está há mais de quatro anos residindo no local, aponta que o maior problema enfrentado pelos moradores é a falta de asfalto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época das chuvas as ruas de terra se transformam em lama, e até o ônibus circular, que eventualmente passa pelo local, aí mesmo é que não passa, pois há grande risco de atolamento. Os moradores precisam se deslocar até o asfalto para pegar o ônibus, inclusive as crianças para pegar o transporte escolar. O local próximo a este “ponto de ônibus”, que vai entre aspas porque ponto não existe (por que não se constrói um?), é apenas uma definição do local onde se espera a condução. Este ponto vira um cemitério de sacolas plásticas, dessas usadas em supermercados e “extremamente benéficas” para o meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As crianças vestem sacolas nos pés para poder caminhar até o ponto onde o ônibus para. As professoras já perguntaram diversas vezes porque as crianças chegam sujas na escola. A gente pergunta: vocês sabem onde moramos? Nós não temos culpa, pois, muitas vezes, o ônibus não passa dentro do conjunto e elas precisam caminhar até o ‘ponto de ônibus’”, relatam alguns moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findas as chuvas, os problemas só mudam de lado. Na época da estiagem, em que o clima está mais quente e a terra seca, a dificuldade é com a poeira. Pó que, inalado, prejudica o sistema respiratório causando espirros, tosse, alergias e problemas mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de asfalto no bairro deve ser resolvida em breve.. No local há uma placa que indica que as obras de pavimentação devem durar, no máximo, 240 dias. A questão é que não há data de início. Moradores questionam: 240 dias a partir de quando? Quando Deus der bom tempo? Segundo a construtora, o asfalto chega a partir de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um dia a dia de carências&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inegável que a condição que mais chama à atenção das pessoas que residem em outros bairros de Frutal é a localização do conjunto. O fato de estar do outro lado da rodovia BR 364, coloca toda esta gente distante de todos os serviços públicos como creches, escolas, hospitais, rodoviária, polícia, fórum. E também dos serviços privados, como o centro comercial e os bancos. Para ter acesso a maioria destes serviços, o morador precisa se deslocar cerca de seis quilômetros, distância do bairro até o centro de Frutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas características, o conjunto é praticamente um bairro dormitório. Durante o dia a maioria das casas fica fechada. Quase todos os moradores trabalham em outros bairros e só retornam para suas casas no fim do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, é um bairro tranqüilo, de poucas ocorrências policiais, quase sempre pequenos furtos. E quando solicitada, a segurança pública também demora a chegar. Horas depois do chamado, em alguns casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mesmo o índice de violência sendo pequeno e os crimes que acontecem, escassos, existe o desejo de que seja feita uma ronda policial mais frequente, como em outras áreas de Frutal. Assim como há a vontade dos moradores de uma creche e um posto de saúde mais próximos, serviços públicos fundamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Futuros marinheiro e jogador de futebol&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existindo um pedaço de chão e algo cilíndrico ao alcance, teremos brasileirinhos jogando futebol. Com Daniel e Pablo não é diferente. Encontramos os dois na frente da casa da família de Daniel, jogando bola.&lt;br /&gt;O espaço tem pouco mais de três metros. Como toda a área daqui, também é inclinado. As traves improvisadas são dois pedaços de canos com as duas pontas dobradas que são enfiadas na terra. É o Maracanã dos garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bons com a bola de capotão murcha e esfarrapada. Daniel, e que o Pablo não nos ouça, parece levar mais jeito pra coisa. Não por acaso, pretende ser jogador de futebol. Não pratica seu esporte no bairro. Não há campos. Não há nenhuma área para a prática de esporte ou de convivência. Uma pracinha sequer, nada. O local onde havia um minúsculo campinho improvisado foi tomado por tubulações usadas na construção da rede pluvial. A falta de sensibilidade destruiu o campo dos guris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos estudam no longínquo Estadual, a escola Maestro Josino de Oliveira, no outro extremo da cidade. Estão no 6º ano do ensino fundamental. Pablo quer ser marinheiro. Precisa estudar muito, levar a escola a sério, alerta a reportagem. Ele diz saber disso. A irmã de Daniel, sem dar as caras, grita de dentro da casa, por certo preocupada com a conversa com estranhos, pedindo para o irmão entrar. Decidimos seguir nossa caminhada e não atrapalhar mais o jogo dos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mal na origem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades encontradas no conjunto habitacional Alceu Silva Queiroz decorrem da falta de critério ao se construir bairros populares. Por uma destas irônicas coincidências, o ex-prefeito Alceu Queiroz é o responsável pelo melhor exemplo na nossa cidade: a criação da Vila Esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este belo nome, o bairro popular teve que conviver por décadas com o apelido depreciativo de “Vila dos pobres” ou, pior ainda, “Vila dos cachorros”, pela enorme quantidade de cães que vadiavam por suas ruas. Construído sem a infraestrutura mínima, apenas em anos recentes o bairro conseguiu se recuperar e possibilitar condições dignas aos seus moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Frutal III e IV é isso que acontece. Uma pequena creche, uma pracinha, um área de esporte eram necessários. O asfalto, pelas condições da área, era imprescindível. E deviam ter vindo junto com a entrega das casas. Esta ausência tornou a vida das pessoas muito mais difícil. Mas não era melhor entregar as casas logo para as pessoas, perguntarão? Outros dirão: Há dezenas de outras famílias que gostariam de estar nestas casas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma falsa questão. Não é por serem os beneficiados por este conjunto habitacional vindos de uma camada mais pobre da população que precisam se contentar com coisas mal acabadas. Esta ausência de estrutura urbana, com a qual moradores convivem há mais de quatro anos, obriga o próprio poder público a ir remendando os problemas, o que gera um custo desnecessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cidadãos de primeira classe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta matéria encontramos pessoas comuns. Que trabalham todos os dias e, com esforço, buscam educar seus filhos para o melhor caminho. As casas são como todas as outras que existem na cidade, com jardim, animais de estimação e roupas coloridas nos varais. Os cidadãos que moram no Conjunto Habitacional Alceu Silva Queiroz são iguais aos cidadãos das outras regiões de Frutal e querem que o poder público os veja dessa forma. O bairro é de periferia, mas seus moradores não são periféricos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-399661746871759078?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/399661746871759078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/vida-depois-do-viaduto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/399661746871759078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/399661746871759078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/vida-depois-do-viaduto.html' title='A vida depois do viaduto'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-8733474087750062930</id><published>2011-05-31T05:40:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:40:48.619-07:00</updated><title type='text'>Fragmentos de realidade</title><content type='html'>É preciso que recorramos ao passado, até para que ele não se repita como comédia ou farsa. E as cidades também precisam promover o resgate de suas origens, de suas histórias, de passagens importantes para que se entenda sua situação atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta edição, o 360 traz duas matérias sobre este tema. A primeira é sobre o Museu Municipal, hospedado na Casa de Cultura. Se ainda não tem um acervo imenso, muitas das peças ali expostas mostram a Frutal de outros tempos e, principalmente, relembram pessoas e acontecimentos fundamentais para entendermos a cidade que temos hoje. É importante que o frutalense entenda a importância de um espaço como este e passe a visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda matéria saudosista trata do clássico do futebol frutalense Arsenal x Treze. Somos uma gente apaixonada por futebol e resgatar o grande momento deste esporte em nossa terra é uma maneira de homenagear todos aqueles que fizeram dias de muitas pessoas ficarem mais felizes por causa da vitória do time do coração. Esta lembrança pode também fortalecer a vontade de pessoas ligadas ao esporte para que busquem reconstruir o futebol em Frutal. Material humano nunca foi problema. Faltam atitudes. Quem sabe não está na hora de elas surgirem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de passado e falando também de futuro, ou melhor, de presente. A nova sensação tecnológica são os tablets. Figurinha fácil nas grandes cidades, nas mãos de apresentadores de tevê, de logo este aparelho estará desembarcando em terras interioranas. Qual a sua utilidade? Quais os melhores modelos? É hora de comprar? Questões respondidas na nossa coluna de tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada da UEMG e sua posterior estadualização é um marco de nossa época. Uma das finalidades de uma universidade pública é a realização de projetos de extensão, ou seja, ações que beneficiem diretamente as pessoas da comunidade. A UEMG tem sido pródiga nestes projetos. O 360 inicia nesta edição uma cobertura especial mostrando quais são estes projetos, quais seus fins, como têm se desenvolvido. A primeira reportagem é sobre a bateria, ou besouteria, como foi carinhosamente apelidada pelos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa história é feita pela nossa gente. E esta gente é composta de alguns personagens extraordinários. Um deles está em nossas páginas: um pasteleiro violinista. Uma mistura inusitada, capaz de causar emoções inesperadas. É o perfil desta edição, capa do caderno Bis. Um show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vivem os moradores do bairro mais periférico de nossa cidade? A matéria principal desta edição busca responder esta pergunta. O cotidiano, as dificuldades, as reivindicações, os sonhos dessa gente são mostrados em uma reportagem de fôlego, exemplo do jornalismo praticado pelo 360.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-8733474087750062930?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/8733474087750062930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/fragmentos-de-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8733474087750062930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/8733474087750062930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/fragmentos-de-realidade.html' title='Fragmentos de realidade'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5228739724185478737</id><published>2011-05-31T05:39:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:39:47.893-07:00</updated><title type='text'>Somos jornalistas, Meritíssimo</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista é um especialista, Meritíssimo Ministro Relator do STF (Supremo Tribunal Federal). Das palavras, do cotidiano, da justiça e da sociedade. Imprime em textos, imagens, vídeos e áudios seu ponto de vista, procurando se expressar e/ou informar as pessoas. Idealista por natureza, o verdadeiro jornalista busca mudar o mundo por meio de ações que façam a diferença. Precisa ler muito, estar por dentro dos acontecimentos, acompanhar, ou melhor, andar sempre na frente dos ponteiros do relógio para trazer informações atuais e inéditas para seu público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente parece que não é fácil ser jornalista. Muitos dizem que é preciso ter paixão pela profissão para não desistir no meio da faculdade. Geralmente não se ganha bem, ou você conhece algum jornalista rico, além do William Boner e da Fátima Bernardes? Trabalha muito e descansa pouco. Já desanimou? Ainda é cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cumprimento do dever de reportar, muitas vezes o jornalista passa por situações perigosas, arriscadas e incômodas. A maioria dos profissionais com carreira já respondeu ou está respondendo a processos movidos por empresas, entidades e pessoas que não gostaram da forma como foram citadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar as inúmeras ligações diárias que recebem e as críticas. Sinceramente, você ainda quer ser jornalista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela breve e sucinta introdução ao mundo jornalístico do ponto de vista do profissional que trabalha em redações, agências de notícias e jornais impressos, rádios e televisão, podemos perceber que não basta pegar uma caneta e começar a escrever ou pegar um microfone e narrar um fato para ser um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento teórico e técnico é indispensável e imprescindível para atuar na área. É necessário aprender a escrever corretamente, não apenas ortograficamente, mas com ética e responsabilidade. A voz precisa ser educada, para saber como falar em público, e a imagem trabalhada, para que o telespectador saiba interpretar as informações que o repórter está passando pelo vídeo. O indivíduo que sonha ser jornalista precisa, assim como um engenheiro ou um médico, passar pela faculdade, ter a bagagem cultural e o aprendizado necessário para executar seu trabalho com eficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não vai deixar um pedreiro construir sua casa só porque ele sabe assentar alguns tijolos ou se submeter a uma cirurgia com um enfermeiro só porque ele sabe dar pontos em ferimentos. Então, por que aceitar que uma pessoa, só porque escreve razoavelmente bem, seja considerada um jornalista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o jornalismo foi banalizado desde seu surgimento. Porém, isso não justifica que não seja necessário o diploma. No Senado Romano, já existiam jornalistas (diurnarii ou actuarii, redatores das Actae Diurnae).&lt;br /&gt;Validar a diplomação de jornalista não extingue a liberdade de expressão de alguém que não tem o diploma. Pelo contrário, o jornalista formado é o principal canal de validação e apuração de informações, sendo uma das principais ferramentas de cidadania da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo é um absurdo tamanho que chega a soar como ridicularização da classe jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparar e colocar no mesmo nível jornalistas formados e “jornaleiros” – sem ofensa aos donos de jornais ou entregadores dos mesmos – mostra a falta de conhecimento sobre a profissão e o trabalho realizado por esses profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de determinar a extinção da profissão de jornalista, confundindo-a simplesmente com a questão do diploma, o Meritíssimo Ministro Relator do STF deveria ter estudado a questão com mais cuidado e profundidade. Fica a dica, Gilmar Mendes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5228739724185478737?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5228739724185478737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/somos-jornalistas-meritissimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5228739724185478737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5228739724185478737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/somos-jornalistas-meritissimo.html' title='Somos jornalistas, Meritíssimo'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4172022273474731981</id><published>2011-05-31T05:38:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:38:44.736-07:00</updated><title type='text'>A Imprensa que não pede desculpa</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Ana Carolina Araújo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, jornalistas, gostamos de nos imaginar como os donos da verdade. Mas erramos. Muito. E o pior aspecto desta constatação: temos uma imensa resistência em pedir desculpas. Dia desses, estive olhando meus arquivos de casos da imprensa e encontrei uma discussão interessante sobre o caso do ex-deputado federal e presidente do PMDB do Rio Grande do Sul Ibsen Pinheiro. Ele teve o mandato cassado em 1994 pela CPI que investigou o escândalo dos anões do Orçamento. Pinheiro sempre negou as acusações e afirma ter sido alvo de um linchamento público encabeçado pela Revista Veja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A imprensa pode trabalhar o imaginário das pessoas e produzir danos devastadores sem mentir". Com essa frase, em entrevista à Revista gaúcha Press, o também jornalista e advogado Ibsen Pinheiro resume a indignação que sentiu ao ter seu mandato cassado "sem que se tenha feito uma acusação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibsen discute os caminhos que os meio de comunicação de massa encontram para divulgar, cada um, não apenas os fatos, mas a sua própria versão dos fatos. No episódio da sua cassação, especificamente, ele lembra que chegou a parar de se explicar para reduzir pela metade as matérias negativas sobre ele. "As minhas declarações eram matérias contra mim", explica. Ele conta que quase sempre quando queria retificar informações que a imprensa divulgava sobre ele, o resultado eram manchetes como "Ibsen explica, mas não convence" ou "Ibsen se complica na explicação". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o primeiro e muito menos o último caso de "exagero" que a imprensa cometeu. Vale lembrar o estardalhaço que foi feito pela mídia no caso da Escola Base de São Paulo. Toda a cobertura feita pela imprensa foi baseada em suposições que não foram confirmadas. E neste caso, como em tantos outros, nenhuma mea culpa deu manchete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o jornalismo erra porque é feito por seres humanos, que eventualmente podem errar, tudo bem. Mas não admitir o erro, não deixar a população ciente da informação equivocada que o meio de comunicação divulgou é uma falta grave na relação de confiança mantida entre a imprensa e o público. Mesmo quando não há a mentira, é imprescindível explicitar quando um texto traz a opinião do meio de comunicação ou do jornalista. A imprensa acabou se transformando num tribunal inquisitório, muitas vezes. Ibsen completa: “ela julga, condena e aplica a pena”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibsen Pinheiro não é nenhum santo. A entrevista, aliás, pende à absolvição do político. Mas concordo com o jornalista quando diz que a responsabilidade de cada um é a melhor censura. Mas esse é um mecanismo cultural a ser alcançado, com grande tarefa delegada às universidades. Uma nova Lei de Imprensa poderia resolver em parte esse problema, mas não temos ouvido avanços sobre o tema. Ibsen, mais uma vez, defende essa causa: “Se os jornais não precisam de lei, o trânsito precisa? Será que as regras de trânsito são mais importantes do que as regras do exercício da liberdade de imprensa? Se a imprensa deve ser uma atividade auto-regulada, por que não a medicina?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4172022273474731981?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4172022273474731981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/imprensa-que-nao-pede-desculpa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4172022273474731981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4172022273474731981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/imprensa-que-nao-pede-desculpa.html' title='A Imprensa que não pede desculpa'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-6280130885623786017</id><published>2011-05-31T05:36:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:37:11.964-07:00</updated><title type='text'>Fragmentos da História</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Octávio Augusto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passa pela primeira rua construída em Frutal, a Senador Gomes da Silva - antes denominada de Rua do Meio -, com certeza já se impressionou com a beleza arquitetônica do prédio que hoje abriga a Casa da Cultura. Construído no ano de 1923 com projeto do primeiro engenheiro frutalense, Antônio de Paula Gomes, a construção é um dos cartões postais da cidade. Inicialmente abrigou o Fórum e a Câmara Municipal e posteriormente a sede da prefeitura até o ano de 1992. Com o crescimento da cidade e a transferência das sedes da Câmara, Prefeitura e Fórum para imóveis próprios, o prédio histórico perdeu sua utilidade, mas não a sua beleza. Ficou fechado por exatos 12 anos, entregue ao descaso e sendo vítima de vandalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preservação da história de um povo também exige a preservação de seu patrimônio material. No convênio firmado entre Prefeitura e o Banco Itaú em 2005, na primeira gestão da prefeita Ciça, o prédio começou a ser restaurado para abrigar a Casa da Cultura de Frutal. Atualmente, funcionam no local a Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer, o Arquivo Público, a Biblioteca Municipal, uma sala multiuso e o Museu. A iniciativa de se recuperar a construção possibilitou o merecido reconhecimento; hoje o prédio é tombado pelo IEPHA – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância do local para a cultura frutalense na atualidade é imensurável, principalmente por abrigar o Museu Municipal. No espaço dedicado à exposição permanente de objetos históricos, os visitantes podem voltar no tempo, relembrar velhos costumes, saber como era a vida daqueles que fizeram e ainda fazem a história do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ana Maria de Lima Azevedo, responsável pelo Museu, estão catalogados no acervo 207 peças, todas adquiridas através de doações da própria população, sempre favorável à criação do espaço que se deu em 16 de agosto de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visitações, guiadas por ela e pelo auxiliar Raphael Rogério da Silva, são uma verdadeira aula prática de história. No primeiro ano de funcionamento foram aproximadamente 2 mil visitas, porém a realidade atual é outra, destaca Ana Maria. O número de visitantes vem caindo a cada ano, mesmo com a realização de projetos em parceria com escolas da cidade. Ao todo, desde que foi criado, quase 9 mil pessoas já passaram pelo museu, tendo a oportunidade de contemplar parte da memória local. O museu funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h e qualquer pessoa pode conhecer esse patrimônio, uma riqueza acessível a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coreto e espingarda pendurados na parede&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disposição dos objetos no museu lembra o estilo das casas antigas, quase não encontradas na cidade dos dias de hoje. Parte da decoração interna chama a atenção dos visitantes. O mobiliário antigo, presente em uma das salas, pertenceu à primeira farmácia instalada na cidade, a “Pharmácia Triângulo”. As prateleiras, relíquias do tempo de quando Frutal começava a se desenvolver, guardam outros pertences adquiridos através de doações. Dentre estes, um livro manuscrito pelo então Senador Gomes da Silva, intitulado “Isa, a cabocla”, além de seus documentos originais, como a nomeação dele ao cargo no Senado. Em uma das salas podem ser encontrados outros documentos, como uma carta que contém a assinatura do Imperador D. Pedro II, adquirida por um frutalense que foi chefe da Guarda Nacional no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas salas do segundo piso do prédio histórico as paredes expõem as fotos de uma Frutal que ficou apenas na memória: casarões, palacetes, a primeira igreja matriz, o coreto da praça (palco de discurso de muitos políticos do passado), do próprio fundador da remota Fructal, o Coronel Antônio de Paula e até uma espingarda usada por ele. Para completar o cenário, vários aparelhos retratam a evolução dos telefones no Brasil; a primeira televisão da cidade também se encontra exposta e foi nela que a paixão do povo frutalense por futebol foi satisfeita quando da transmissão da partida da final do mundial interclubes entre Milan e Santos, na década de 1960. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da imprensa na cidade faz parte do conjunto de itens encontrados, através da hemeroteca – arquivo de todos os jornais já impressos. O primeiro deles leva um nome um tanto curioso, Santelmo, porém teve poucas edições. Outro veículo que por anos levou informação à comunidade foi o jornal Tribuna de Frutal, hoje não mais encontrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-6280130885623786017?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/6280130885623786017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/fragmentos-de-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6280130885623786017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/6280130885623786017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/fragmentos-de-historia.html' title='Fragmentos da História'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7788529649579433651</id><published>2011-05-31T05:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T05:34:25.272-07:00</updated><title type='text'>O rei da padaria</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Priscila Minani e Mariana Nogueira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso andar muito por Frutal para encontrar pães de queijo à venda, e é até redundante dizer isso, pois estamos em Minas Gerais, terra do pão de queijo. Mas de onde veio esta delícia tão tipicamente nossa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não se sabe exatamente a origem do pãozinho mais famoso do Brasil. Há especulações de que tenha surgido na época da escravidão, quando a mandioca era o pão do brasileiro, nas fazendas de Minas em períodos de escassez de farinha e fartura de queijo. Na verdade, sabe-se que o pãozinho mais famoso do país é mineiro e não nega sua raça, já que o queijo minas é o queridinho nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pela cidade encontram-se diversas “casas” de pão de queijo, lojas especializadas em fabricar, vender e distribuir essa delícia e outras como rosquinhas e biscoitos que, nos perdoem por isso, não chegam nem aos pés do rei. No café-da-manhã, no lanche ou até para uma refeição apressada, toda hora é hora de comer um pão de queijo, ou melhor, dois, três, quatro... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na esquina da Rua Santos Dumont com a Rua Raul Soares que encontramos o mais tradicional pão de queijo de Frutal, o Pão de Queijo Mineiro. Quinze anos atrás, José Alves de Lima, o Zezinho e Maria Madalena Santana Lima, a Madalena, abriram a loja. Na época, era a segunda casa de pão de queijo da cidade e se localizava na Rua Itapagipe. Estão até hoje no mercado, agora como o estabelecimento mais antigo do setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Madalena, é feita uma média de 1500 pães por dia. “Em Frutal o pessoal considera o pão de queijo como um pão francês. E com uma vantagem: o pão francês precisa de manteiga, requeijão ou mussarela, o pão de queijo vem pronto”, diz Madalena, que aprendeu com a mãe a receita que segue até hoje. &lt;br /&gt;Sem dúvidas, em Frutal o pão de queijo é o preferido a qualquer dia da semana e qualquer hora do dia. Já comeu o seu hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Minas para o mundo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delícia que teve sua origem em terras brasileiras é tão apreciada que acabou sendo difundida para todo o mundo. Cada lugar designou um nome próprio para o pãozinho. Na Colômbia é conhecido como pan de bono ou pandebono.Especialistas dizem que o alimento é semelhante ao pão de queijo, exceto pela forma mais achatada.&amp;nbsp; Levando em consideração a rixa existente entre Brasil e Argentina, pode-se dizer que eles não se contentaram em invejar o nosso futebol e também copiaram o queridinho e o mesmo acontece com o nosso vizinho das imitações. Na província argentina de Missiones e no Paraguai, é possível encontrar uma variação do pão de queijo, chamada chipá, que coincidentemente também é usado no Mato Grosso do Sul. Nesse caso, a diferença se dá pelo formato curioso em U. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, se reforça aquela velha história de que em qualquer lugar do mundo é possível encontrar um pouquinho de Brasil. Brasileiros estão por toda a parte, aventuram-se em terras estrangeiras, mas muitos, ao invés de se adaptarem a culinária do local, preferem apresentá-los a nossa típica cozinha, dona dos mais variados temperos e pratos. Dessa forma, por onde passam, levam traços de sua cultura mãe, agregando o gostinho da nacionalidade aos demais locais. Assim, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, França, Israel, Portugal, Japão, são alguns exemplos de quem também acabou se deliciando com o típico pão de queijo mineiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cheese bread, Käsebrot, pane formaggio, queso pan, pain au fromage, ーズパン” … &lt;br /&gt;Países de todo mundo, o Brasil pede desculpa, mas afirma sem humildade que o rei dos quitutes é, modestamente, nosso. Seja qual for o idioma utilizado, o pão de queijo é e continuará sendo legitimamente brasileiro, vestindo a camisa verde e amarela e reinando soberano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7788529649579433651?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7788529649579433651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/o-rei-da-padaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7788529649579433651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7788529649579433651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/o-rei-da-padaria.html' title='O rei da padaria'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-2744417941420428952</id><published>2011-05-31T05:32:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:32:35.356-07:00</updated><title type='text'>Som, luz, câmera... UEMG</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Eduardo Uliana e Priscila Minani&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma universidade é feita de educadores, alunos, teoria, prática, vivência acadêmica e estudo, muito estudo. É o local de busca e transferência de conhecimento, idéias, domínio e cultivo do saber humano. Mas em Frutal, o Campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) também abre espaço para manifestações artísticas envolvendo professores e universitários. Nesta edição, começamos uma série de reportagens sobre os projetos culturais desenvolvidos na UEMG Frutal. Nossa primeira matéria será sobre a Bateria da UEMG, ou melhor, a Besouteria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada no começo deste ano, a partir de um projeto do professor do curso de Comunicação Social, Edwaldo Costa (o “Guga”), a Bateria da UEMG tem como objetivo promover o desenvolvimento da sensibilidade e criatividade humana por meio do contato com a linguagem artístico-musical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A UEMG possui, hoje, cerca de 1,5 mil estudantes, sendo que grande parte gosta de música. Este fato pode ser comprovado nas repúblicas estudantis e casas de shows do município onde alguns alunos se apresentam com freqüência”, destaca Edwaldo, que completa, “queremos proporcionar aos alunos que vieram de outros municípios entretenimento e lazer. Afinal, não existem muitas opções na cidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Rodolfo da Silva Gorjon, aluno do 3º período de Comunicação Social e bolsista do projeto, ter uma bateria no campus ajuda a promover a Universidade e a integração entre alunos de todos os cursos. Ele conta que primeiro a idéia foi lançada na internet para ver qual seria a repercussão junto aos alunos. Foi um sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois disso, tivemos a primeira reunião para ter uma noção de quantas pessoas gostariam de participar. A primeira dificuldade foi conseguir instrumentos, que conseguimos emprestados. Estamos ensaiando e já conquistamos o reconhecimento de coordenadores e da direção da Universidade, tendo por conseqüência doações e melhorias para a Bateria”, relata Rodolfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a bateria conta com 40 integrantes dos cursos de Administração, Comunicação Social, Direito e Geografia. Os alunos ensaiam com instrumentos cedidos pelo Centro Cultural “Yara Lins” e pela Escola de Samba Sonho e Fantasia, de Araçatuba (SP). O projeto de extensão do professor Edwaldo foi aprovado pela UEMG e conta com uma bolsa do Estado. Os encontros são realizados no anfiteatro da instituição, duas vezes por mês, após a aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do pouco tempo de existência e apenas quatro ensaios no currículo, a Besoteria já mostra a que veio. “Já criamos uma harmonia musical. Agora estamos trabalhando nas paradas e nas músicas que vamos apresentar”, revela Guga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Warley Damásio Neto, aluno do 5º período de Direito, diz que o desempenho dos participantes no ensaio tem sido muito bom. “O que geralmente acontece quando há uma atividade diferente na faculdade é muitos alunos se apresentarem para participar apenas de ‘oba-oba’ sem nenhum compromisso, o que aconteceu no início do projeto. Mas depois de alguns ensaios, ficou o pessoal que realmente quer participar. Assim não medem esforços para aprenderem o ritmo e desenvolverem bem a melodia”, declara Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha a responsabilidade. Logo na primeira reunião do grupo, o diretor do Campus de Frutal, Ronaldo Wilson Santos, fez dois convites à Bateria. “Gostaria que a Bateria tocasse na inauguração do HIDROEX (Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa aplicada em Águas) e no JUEMG (Jogos Universitários das Universidades do Estado de Minas Gerais)”. Também foi por meio do diretor do Campus Frutal que a Bateria teve instrumentos reparados e outros comprados para completar a composição do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira apresentação da Bateria aconteceu no dia 18 de maio. O grupo participou da comemoração referente ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Organizado pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial), o evento chamado “Mica Louca” contou com a participação da Besouteria. A apresentação foi realizada na Concha Acústica, no calçadão de Frutal e despertou o interesse de quem transitava pelo local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto também tem cunho sócio-cultural. Isso porque a idéia não é só inserir a bateria dentro da Universidade criando um espaço cultural, mas dar oportunidade para que crianças e jovens participem de oficinas musicais, aprendam a confeccionar fantasias e instrumentos musicais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre que assistia aos desfiles das escolas de samba, o que mais me chamava atenção era a bateria, tanto na televisão quanto ao vivo, era a parte da escola que eu mais admirava o som, o ritmo, a batida. Quando surgiu a idéia da bateria da UEMG, percebi que ali estava a chance de participar de uma coisa que eu tanto gostava”, finaliza Matheus Bassi Petelincar, do 3º período de Administração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-2744417941420428952?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/2744417941420428952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/som-luz-camera-uemg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2744417941420428952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/2744417941420428952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/som-luz-camera-uemg.html' title='Som, luz, câmera... UEMG'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-7208168376961294433</id><published>2011-05-31T05:30:00.001-07:00</published><updated>2011-05-31T05:30:43.203-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez um clássico...</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Rafael Del Giudice Noronha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campeonato Brasileiro apenas na sua segunda rodada e já começaram as gozações, as piadinhas, a tiração de sarro. O futebol tem fanatismo. Qualquer torcedor que ama seu clube já acompanha, grita, xinga, comemora, vibra. Mas, e se seu time deixasse de existir? Seus ídolos, seus títulos, suas histórias, vitórias e derrotas ficassem apenas no passado, nas fotos, nas lembranças? É algo comum para as equipes do interior e infelizmente em Frutal a história não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há décadas, onde hoje é a Praça dos Três Poderes, havia um estádio chamado Woyames Pinto. Havia também duas equipes, vários personagens, centenas de torcedores e uma cidade que parava para assistir aos embates entre Arsenal e Treze de Maio. Para os frutalenses mais velhos – ou mais experientes, como queiram -, lembrar desse clássico é praticamente viver tudo de novo. E há quem fique com os olhos marejados ao falar sobre os jogos e recordar daquela que foi a época mais bonita do futebol na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O início da rivalidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois times nasceram após uma briga entre dois amigos que jogavam juntos. Edgar e Dêgo. Após o desentendimento, cada um partiu para um lado e levantou sua bandeira. Edgar foi para o Treze de Maio, que já tinha um time, mas só se tornou forte após a sua chegada. Dêgo foi para o Arsenal, que era formado por trabalhadores de uma fábrica de bebidas. Nesse momento nascia a rivalidade que muitos apontam como a maior da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frutal, então, passou a viver as emoções desse clássico. Em dia de jogo, para mostrar como a população gostava de prestigiar os times, costumava-se dizer que qualquer casa estaria livre para quem quisesse, afinal, todo mundo estava no campo da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura das equipes era digna de clubes de primeira divisão. Enquanto o Treze de Maio mantinha uma base frutalense no seu elenco, o Arsenal buscava jogadores de fora para os confrontos. Os times levavam uma rotina de clubes profissionais, treinavam periodicamente e, mesmo nos treinos, contavam com a presença de torcedores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 70, o Arsenal tinha um retrospecto vantajoso nos confrontos, porém, do ano de 1974 até 1982, ano em que o clássico praticamente morreu, o Treze de Maio conseguiu reverter a situação, conquistando títulos importantes, como o Torneio Tubal Vilela. Nos anos 70 as duas equipes participaram da Taça Minas Gerais, o Campeonato Mineiro da época, porém as campanhas não foram expressivas e a vida de Arsenal e Treze na elite mineira foi curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O fim do clássico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último ano em que Treze e Arsenal fizeram grandes clássicos foi em 1982. Hipóteses para que a morte deste derby tenha ocorrido não faltam. A demolição do Estádio Woyames Pinto é uma delas, como conta J. Vasco, veterano radialista e que chegou em Frutal no ano de 1976. “Apesar de ter chegado na cidade quando as equipes já estavam em um momento difícil, acredito que a demolição do Woyames Pinto tenha sido o ponto final do futebol frutalense. A primeira vez que estive aqui foi em uma transmissão da Taça Minas Gerais em 1975, no ano seguinte me mudei para Frutal e acompanhei os últimos anos da rivalidade, pelo menos em campo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Vasco trata o fim da rivalidade apenas no campo, porque acredita que as torcidas permanecem até hoje, e o que falta são profissionais que tenham vontade para reerguer o futebol na cidade. “O futebol é muito político. O material humano de Frutal até hoje é bom, mas quando dez pessoas se unem para fazer algo de bom, outras dez ou até um número maior se unem em oposição, por isso que, em minha opinião, a política mata o futebol. Mas, amanhã, se formarem duas equipes com os nomes Arsenal e Treze, tem torcida. É fanatismo, futebol é assim. A torcida não morreu, ainda é ferrenha e existe.”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de profissionais, patrocínio e apoio ao futebol, também foi apontado por dois ex-jogadores trezistas como causas para que hoje não existam equipes como as de 30 anos atrás.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, como conta Aldo Ayrs, ou Pelé – ex-zagueiro do Treze e hoje treinador de jovens – as pessoas envolvidas com o futebol tinham paixão pelo esporte, além de credibilidade. “Hoje faltam pessoas qualificadas para assumir os times, como no passado. Não vejo ninguém como Tuti, que foi diretor e treinador arsenalista, ou como Antonio Ferreira Borges, trezista apaixonado. Essas pessoas tinham crédito e respeito para pedir um patrocínio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toninho Borges, filho de Antonio Ferreira Borges e ex-capitão do Treze por dez anos, também concorda que a organização atual é precária. “Hoje, temos mais de um estádio na cidade, uma estrutura física boa e os atletas frutalenses continuam bons, mas falta organização. Se um campeonato será realizado, por exemplo, os atletas se juntam, jogam e só voltam a jogar juntos meses depois em outra competição. Enquanto que, em minha época, eu joguei com os mesmos jogadores no Treze durante 10 anos. Nós jogávamos por música, sabíamos onde o companheiro estava sem nem olhar. Talvez essa seja a diferença do futebol de 30 anos atrás para hoje, os meninos não têm a oportunidade que nós tivemos. Então, se por um lado essa entrevista é gratificante, por outro é triste, porque vemos que grupos como aqueles de Treze e Arsenal dificilmente serão formados novamente.”, relata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A polêmica demolição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tratar da demolição do Woyames Pinto, alguns fatores devem ser considerados. A capacidade, a estrutura, os interesses, tudo deve ser analisado, como fala Toninho Borges, que é engenheiro. “Frutal já pensava em futebol profissional e o estádio não comportava o número de pessoas que era exigido pela Federação Mineira de Futebol, 15 mil. O Woyames tinha capacidade apenas para 1500.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demolição impactou a população, mesmo existindo o projeto de construção de um novo estádio, este um pouco mais afastado, o Marretão. O antigo Woyames Pinto era central, por isso a crença de muitos de que a ação do prefeito Pedro Marreta foi uma agressão ao futebol frutalense. O Marretão foi construído seguindo o modelo dos demais estádios brasileiros daqueles anos. Ou seja, estádios grandes, com fossos, onde a torcida ficava mais afastada do campo. Hoje, a arquitetura moderna projeta estádios ao estilo de arenas, com a intenção de deixar o público mais perto do gramado. Portanto, o tema tem de ser olhado segundo os padrões e costumes do momento do acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jogos inesquecíveis&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rivalidade entre Treze e Arsenal se desenhava como os clássicos entre Ponte Preta e Guarani, em Campinas, Botafogo e Comercial, em Ribeirão Preto. Duas equipes interioranas e da mesma cidade. Em Frutal, a equipe do Arsenal tinha um caráter mais elitista, enquanto o Treze de Maio era mais popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Toninho Borges e Pelé, que atuaram pelo Treze, se lembram da partida mais significativa para cada um.&amp;nbsp; Pelé rememora uma decisão: “Naquela partida fiz o gol que alavancou nossa vitória.”, conta e não consegue segurar as lágrimas ao recordar o fato. Muito emocionado, completa: “Tenho amigos na Europa que dizem não ter visto lá o que a gente fazia aqui. Agora estou aguardando uma oportunidade de estágio na Alemanha, para conseguir realizar meu sonho que é viver de futebol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toninho Borges diz que todo jogo contra o Arsenal era diferente, que os atletas literalmente jogavam com o coração no bico da chuteira e relata seu jogo inesquecível. Diferente de Pelé, ele consegue conter as lágrimas, mas se deixa envolver pela emoção e diz: “Para mim, o jogo mais importante do Treze de Maio foi a final do Torneio Tubal Vilela de 1980. Meu pai, que já não estava entre nós naquele ano, sempre sonhou com a conquista e eu pude marcar um dos gols da partida em que conseguimos o título.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O esporte vive&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que os clubes deixem de existir, mesmo que a organização se torne precária com o passar dos anos, os clássicos interioranos sempre irão existir, ao menos na memória afetiva de cada pessoa que viveu a época.&lt;br /&gt;O esporte perde muito com a preocupação excessiva com o lucro, quando deveria se preocupar com o prazer, com a saúde de cada praticante, seja qual for a modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de estrutura e profissionais dispostos a lutar pelo esporte não pode desaparecer. Trata-se hoje o esporte como mero negócio, mais uma forma de ganhar dinheiro. Deve-se ganhar dinheiro sim, mas não se pode esquecer que, em primeiro lugar, o esporte é lazer, o esporte é inclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é através dele que vemos países humildes, como a Jamaica – no caso do atletismo – se destacar em relação a outras nações desenvolvidas e com muito mais recursos. O esporte é uma maneira de igualar e tem de ser valorizado, seja no interior ou em megacidades. Esporte é vida, não pode morrer.&lt;br /&gt;RDGN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-7208168376961294433?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/7208168376961294433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/era-uma-vez-um-classico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7208168376961294433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/7208168376961294433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/era-uma-vez-um-classico.html' title='Era uma vez um clássico...'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-1865264305188009731</id><published>2011-05-31T05:28:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T05:28:12.520-07:00</updated><title type='text'>Um Show na Avenida</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Priscila Minani&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É frito. Em época de obsessão pela silhueta há quem prefira o assado, mas o frito é, cá entre nós, o tradicional e verdadeiro. Feito com uma massa fina e leve, resultado da fusão entre farinha de trigo, óleo, água e uma pitada de sal. Pode ser consumido em qualquer época do ano e agrada a todos os gostos. Eis aí o tão apreciado pastel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alimento é típico da cultura chinesa, nacionalidade que apresentou a delícia ao Brasil. Em pouco tempo, foi transformada em uma comida genuinamente brasileira. Do pastel de “vento”, composto só pela massa, passando pelos tradicionais, queijo, carne, frango, palmito, até os mais variados e elaborados recheios, poucos tem a coragem de recusar um bom pastel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O recanto do artista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente pastel é bom, e aqui em Frutal é possível encontrar uma pastelaria com um “Q” a mais.&amp;nbsp; Chegar até ela é fácil: parta do Calçadão, ande dois quarteirões no sentido avenida Euvaldo Lodi, e logo em seu começo você chegará na conhecida Pastelaria do Show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizado no eixo de Frutal, é numa área de aproximadamente 6 metros quadrados que se divide um espaço de trabalho e cultura. O ambiente é de uma simplicidade monástica. Uma panela com óleo. Uma geladeira. Um freezer. Potes com recheio. Molhos. Massa para pastel. Instrumentos de trabalho que se separam da clientela por um modesto balcão. E a atenção e carisma que Show tem com cada pessoa que passa pelo seu cantinho. Uma barraca pequena e simples, mas que faz a alegria dos clientes. O que ocorre também porque há um diferencial no trabalho que seu dono exerce. Além de suculentos pastéis, o lugar conta com uma atração especial destinada à clientela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um instrumento de cordas friccionadas. Composto por quatro delas. É pequeno. Apoia-se no ombro. Considerado o mais agudo dos instrumentos de sua família. Na antiguidade, teve uma versão semelhante à atual, porém com outro nome, utilizada por povos como os gregos e egípcios. Mas foi um italiano que deu vida a esse instrumento musical.&amp;nbsp; Já deu pra adivinhar o que é, não? Eis que surge o violino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal descrição se fez necessária porque na pastelaria do Show é possível uma apreciação dupla, proporcionada pela parceria pastel – violino. Soa exótico, não? Em uma cidadezinha do interior mineiro, comer pastel ouvindo música clássica pode até não ser totalmente estranho, mas é, no mínimo, diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O homem Show&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernane Soares Reis, 38 anos. É esse o nome de batismo do personagem Show. O apelido surgiu da atitude espontânea de pessoas que passavam pelo local e o chamavam assim. Pelo fato da pastelaria, a princípio, não ter nome, decidiu titulá-la Pastelaria do Show. O estabelecimento existe há seis anos e é fruto de um sonho que Reis sempre teve.&amp;nbsp; Ele via na televisão jantares finos nos quais pessoas apreciavam boa música e sonhava em proporcionar isso aos seus clientes. Tendo em mente esse interesse, foi em busca de aprender a tocar violino e há seis meses a atração é sucesso. Show diz estar homenageando e dando atenção às pessoas que o frequentam, além de transmitir carinho e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural de Tocantins, mas mineiro desde os cinco anos, a figura dessa história diz que tudo que é novidade é sucesso, mas que no começo as pessoas estranharam a parceria. “Havia timidez e até achavam que eu era maluco, mas hoje as pessoas vêem de outro ângulo porque quero mostrar que elas são importantes e a própria música manifesta isso.” Tenta agradar todos os públicos, tocando diversos tipos de música, pois considera o cliente o seu maior patrimônio. Mas por que escolher justamente o violino?&amp;nbsp; Show tem a resposta. “O violino é o único instrumento que tem alma. É um instrumento que alegra todas as pessoas que ouvem. Que não dói no ouvido, transmite paz, aconchego, afeto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proprietário de estabelecimento tão diferenciado tem notável paixão por aquilo que faz. No início, pensou em construir uma Rede de pastelarias na cidade. Conseguiu adquirir até a terceira, mas, juntamente com novos pontos, surgiram novos problemas. Show pretendia fabricar somente a massa, matéria-prima de seu trabalho, e não os pastéis em si. Por fim, com a responsabilidade de desempenhar bem o seu papel, decidiu fixar somente um ponto da pastelaria para que pudesse se dedicar à música e tratar atenciosamente seus clientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Música no ar, dinheiro no bolso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à atitude inusitada de conciliar violino e pastel, Reis afirma que as vendas triplicaram depois que o show começou e atraiu não só os frutalenses, mas também os universitários de outras cidades que aqui vivem. Muitas pessoas vão até o local pela pura curiosidade de conferir de perto a real existência do violino e acabam por não resistir à principal atração. Outras chegam tristes ou cansadas após um dia de trabalho, e ao se sentar para degustar a delícia, são surpreendidas pela educação e musicalidade de Ernane e saem de lá visivelmente mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo por qual motivo for a pessoa se dirige ao local, é certo que todos se sentem bem, pois não há restrições do público para um lugar que oferece desde o simples e saboroso pastel, até a refinada música clássica num toque de violino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-1865264305188009731?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/1865264305188009731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/um-show-na-avenida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1865264305188009731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/1865264305188009731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/um-show-na-avenida.html' title='Um Show na Avenida'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-4796554254883282274</id><published>2011-05-31T05:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T05:26:05.586-07:00</updated><title type='text'>Vida Longa</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Lausamar Humberto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem que sonha com a eternidade não sabe o que fazer numa tarde de sol de domingo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tememos a morte. Se não a nossa, tememos por nossos pais, por nossos filhos, por nossos irmãos, por nossos amigos, por todos a quem amamos. Apesar de ser um evento certo e incontornável, o simples pensar na morte nos angustia e por isso procuramos sempre evitá-la em nossas conversas e reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando Ariano Suassuna, em toda a sua história o homem trava um duelo com o seu fim irremediável. A crença em uma alma imortal, bálsamo que nos é dado por quase todas as religiões, é uma trincheira importante desta batalha. À fragilidade de nossas carnes, opomos uma alma inquebrantável.&lt;br /&gt;Agimos assim porque é difícil imaginar não sermos nada. Isso abala a importância que nos damos. Como tudo aquilo que construímos, tudo o que somos, num dia qualquer pode se tornar apenas cinzas? A idéia de nossa aniquilação, o grande enigma do que virá depois, se é que virá, é pensamento que nos atemoriza. Contra isso, esperneamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia vivemos mais. Os avanços tecnológicos, a alta qualificação da medicina moderna, as possibilidades da biotecnologia, todos estes fatores são os responsáveis por termos avançado de uma expectativa de vida de 50 anos no início do século passado para 80 anos nos dias atuais. E não é sonho pensar em uma expectativa de vida de 120 anos até o fim deste século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a finitude nos irrita. Isso explica o fascínio causado por assuntos como a clonagem. A simples possibilidade da construção de outro ser à nossa imagem e semelhança nos deixa excitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a criação de bebês clonados é uma possibilidade científica real. Ainda que hoje o que se conseguirá será apenas uma cópia idêntica fisicamente ao ser clonado, já há aqueles que vislumbram a possibilidade de clonagem da memória e da personalidade do homem original. Seria a conquista da ressurreição vinda pela genética, não pela religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que técnicas como a criogenia também prometem. Pessoas com doenças incuráveis seriam congeladas até que a ciência descubra a cura para suas moléstias e elas possam ser reanimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabem as perguntas: por que tanta busca por uma prolongação inesgotável da existência? Estamos nos fazendo merecedores de todos os prazos ganhos? Evoluímos em comportamento assim como evoluímos cientificamente? As infinidades de erros que nos são escancarados dia-a-dia, cometidos por nós, em todas as partes do mundo, não apenas reforçam a nossa mediocridade? É ela que queremos perpetuar? &lt;br /&gt;De minha parte, não pretendo ser clonado, nem congelado, muito menos viver indefinidamente. Que venham os anos que me couberem, e que sejam intensos e úteis, e sei que já é esperar demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crise de identidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sério problema com fisionomias. Esta dificuldade de me lembrar das pessoas já me colocou em algumas situações verdadeiramente constrangedoras. É muito comum pessoas me cumprimentarem, conversarem comigo e eu não ter a menor idéia de quem elas sejam. Como minha discrição ou timidez me impedem de perguntar o nome das ditas cujas acaba que tenho longos papos com completos desconhecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias desses estava revendo o álbum da minha formatura em jornalismo ocorrida no longínquo 1998. Tomei um susto. Na foto que mostra toda a turma, um monte de estranhos. Não que eu não me lembre do nome daquelas pessoas. Minha disfunção é bem pior. Eu simplesmente não me lembro de um dia tê-las conhecido. Convivemos praticamente todo santo dia durante quatro anos e é como se elas nunca tivessem passado pela minha vida. O leitor já deve estar imaginando: esse cara não bate muito bem. Tendo a concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o episódio mais exemplar deste meu probleminha com rostos se deu ainda na infância, quando tinha 12 anos. Naquela época – explico para os mais jovens – tirar uma foto 3x4 levava algum tempo. A revelação não era imediata como hoje. Não me lembro&amp;nbsp; por qual razão, precisei tirar tal foto. &lt;br /&gt;Um dia depois, voltando da aula no Estadual, passo no Foto Aurélio e retiro minhas fotografias. Ao chegar em casa, observando-as, não gostei de minha aparência. Mostrei pra minha mãe, que ficou espantada. Pensei: nossa, tô feio mesmo. E minha mãe: Mas Lausamar, este não é você. ??? Como não?? Eu vi as fotos. Eram minhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram. Eu tinha pegado as fotos de outro garoto. Parecido comigo, mas não era eu. E a vergonha de voltar no Foto para trocar...Constrangido, imaginando que o atendente por certo me imaginaria um débil mental, disse timidamente que havia pegado as fotos erradas. Uma senhorinha de cabelos brancos que estava ao meu lado viu as fotos e notou: É meu netinho. Os óculos dela eram mais eficientes do que os meus olhos. &lt;br /&gt;Aliás, pensando bem, quem sabe o uso de óculos não resolva meu problema? Preciso agendar uma consulta com o Alexandre Canhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-4796554254883282274?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/4796554254883282274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/vida-longa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4796554254883282274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/4796554254883282274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/vida-longa.html' title='Vida Longa'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2659901550004303630.post-5656702016819380678</id><published>2011-05-31T05:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T05:19:20.719-07:00</updated><title type='text'>Tablet: você ainda vai ter um</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por Eduardo Uliana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da onda dos telefones celulares com câmera, TV, rádio e internet wireless, agora é a vez dos tablets. Computadores em forma de prancheta eletrônica, sem teclado e com tela sensível ao toque, os tablets foram apresentados ao mundo no início de 2010 e, por meio do seu principal representante, o iPad, ganharam força e prometem ser uma das principais tendências da tecnologia pessoal para os próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tela entre 7 e 10 polegadas, eles podem ser usados para acesso à internet, organização pessoal, visualização de fotos e vídeos, leitura de livros, jornais e revistas, e para jogos. Todos os tablets já vêm com conexão Wi-Fi e alguns também usam conexão 3G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se engane. Apesar de apresentar funcionalidades semelhantes aos microcomputadores e smartphones, o tablet é um novo conceito de comunicação, uma vez que a ponta dos dedos funciona como mouse ou caneta, acionando todas as funções do aparelho. E esqueça adaptadores, aparelhos periféricos, fios ou cabos. Nos tablets, tudo é acessado pela tela, ou melhor, o aparelho é a tela touchscreen que cabe nas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, há três modelos distribuídos oficialmente no Brasil: o Galaxy Tab, da Samsung; o Xoom, da Motorola e o iPad, da Apple (a segunda geração estará disponível em meados de junho). Mas outros grandes fabricantes do segmento estão de olho no promissor mercado brasileiro e pretendem desembarcar no país ainda este ano.&amp;nbsp; Para quem não está disposto a desembolsar R$ 1,6 mil e comprar um iPad, existem dezenas de modelos "genéricos" disponíveis em sites de comércio eletrônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a pergunta que não quer calar é: por que eu preciso de um tablet? &lt;br /&gt;Um dos grandes apelos dos tablets são os aplicativos, que permitem acessar redes sociais e notícias em uma interface confortável. Esses aparelhos também possuem desde simuladores de guitarra e bateria até programas para ensino de química e biologia. Não por acaso, o iPad, da Apple, é o tablet que tem o maior número de aplicativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somado a isso, estão as já citadas funcionalidades: navegação na web, e-mail, leitura e edição de documentos simples, exibição de vídeos e fotos, além de ouvir músicas. Porém – sempre há um porém – os tablets possuem limitações. Devido ao baixo poder de processamento de alguns modelos, não é recomendável trabalhar com programas pesados, como o Photoshop, CorelDraw ou abrir arquivos pesados de aplicativos como Word, Excel e PowerPoint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fique conectado sem dor de cabeça&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de se render ao aparelho que vai mudar seus hábitos de entretenimento e a forma como você acessa a internet, preste atenção em algumas dicas para não se decepcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelos com processador de menos de 1 GHz são lentos, especialmente para jogos. Evite as telas “resistivas” (muito menos sensíveis que as telas capacitivas do iPad) e outros modelos incapazes de recursos como o multitoque, essencial em muitos aplicativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução de tela também é importante: 1024 x 600 pixels em uma tela de 7 polegadas (a resolução do primeiro Samsung Galaxy Tab) é o mínimo em um tablet, especialmente para quem gosta de navegar na web. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tablet ofertado por R$ 500 pode parecer muito atraente, mas o preço baixo tem seu motivo. Ele não terá o poder de processamento, capacidade de memória, resolução e tamanho de tela ou agilidade dos modelos mais caros, necessários para uma experiência satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas operadoras oferecem tablets com conexão 3G por preços atraentes se combinados a um contrato de serviço, tipicamente de 2 anos, com uma mensalidade pré-estabelecida. O problema é que depois de assinar o contrato você não poderá mudar de plano (ou de operadora) antes do fim do contrato sem pagar uma multa. E no mercado de tablets, onde a tecnologia evolui rapidamente, acredite: dois anos é uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O fruto proibido mais desejado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, a marca gravada em todos os produtos da Apple é uma maçã. A empresa de Steve Jobs é responsável por desenvolver e produzir os aparelhos mais cobiçados da última década. Nesta lista estão incluídos: iPod, iMac, iPhone e o sucesso do momento, o iPad. A coleção de aparelhos “i” levou a Apple a fechar o segundo trimestre de 2011 com ganho líquido de quase US$ 6 bilhões. Nesse período, o lucro da companhia subiu 95% e a venda de iPads atingiu a marca de 4,69 milhões de unidades comercializadas. Também foram vendidos 18,3 milhões de iPhone e 9 milhões de unidades do player iPod. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vendas impulsionaram a empresa a registrar recorde de receita, com US$ 24,6 bilhões no período medido. O bom resultado fez com que a Apple superasse a concorrente Microsoft em lucros líquidos pela primeira vez em duas décadas. Foram US$ 5,99 bilhões contabilizados contra US$ 5,23 bilhões da rival. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;iPad 2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iPad 2, segunda geração do tablet da Apple, será lançado oficialmente no Brasil em junho. Inicialmente, os aparelhos comercializados no país serão importados, sobretudo para suprir a demanda por alguns modelos da primeira geração, esgotada há meses. Mas a previsão é que até dezembro os produtos encontrados nas prateleiras daqui sejam fabricados em solo nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2659901550004303630-5656702016819380678?l=360frutal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://360frutal.blogspot.com/feeds/5656702016819380678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/tablet-voce-ainda-vai-ter-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5656702016819380678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2659901550004303630/posts/default/5656702016819380678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://360frutal.blogspot.com/2011/05/tablet-voce-ainda-vai-ter-um.html' title='Tablet: você ainda vai ter um'/><author><name>Eduardo Uliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06380661817855511215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='1
