Por Mariana Nogueira
Para os que acham brega amar incondicionalmente, saibam que cartas de amor são bregas, juras de amor são bregas, canções de amor são bregas ou não seriam cartas, juras e canções de amor. Na música, principalmente, nem se fale. O amor inspirou canções como “Eduardo e Mônica” do Renato Russo, “É o amor” da dupla Zezé de Camargo e Luciano, “Codinome Beija flor” do Cazuza, além da clássica “Como é Grande o Meu Amor Por Você” do rei Roberto Carlos. Músicas que embalam muitos romances até hoje.
O romantismo também encanta no cinema. O filme “Ghost - do Outro Lado da Vida” deixou moças sonhando acordadas. E como se esquecer de Titanic? A história do fervoroso amor impossível que não morre com o tempo. São muitos longas-metragens apaixonantes, como “E o Vento Levou”, “Casablanca”, “Uma Linda Mulher”, “Cidade dos Anjos” e para os mais jovens, “Um Amor Para Recordar” e “Antes que Termine o Dia”.
No Brasil, o amor também sempre esteve no ar, ou melhor, na televisão. Foram centenas de mocinhos e mocinhas sofrendo pelo grande amor nas telenovelas. Sinhozinho Malta e a Viúva Porcina nos anos 80 fizeram história em “Roque Santeiro”, Babalu e Raí encantaram em “Quatro Por Quatro” e, em “Paraíso”, a santinha Maria Rita e o filho do diabo Zeca provaram que o amor ultrapassa as barreiras culturais. Não podendo faltar o novo casal desejo dos contos de fadas, Jesuíno e Açucena de “Cordel Encantando”, folhetim cheio de príncipes e princesas.
A química do amor
O amor inspira e bagunça até as nossas funções biológicas. Coração acelerado, mãos suando, maçãs do rosto avermelhadas e dificuldade para respirar. São os sintomas corpóreos do amor. O fluxo de substâncias químicas do corpo humano quando se está amando é maior que o comum. Adrenalina, noradrenalina, dopamina, serotonina e endorfinas são algumas das inas que são afetadas pelo amor e bagunçam com a gente. Adrenalina acelera o nosso coração, a dopamina nos dá sensação de felicidade, já a noradrenalina é responsável pela química, diríamos, um pouco mais caliente.
E infelizmente caros leitores, essas reações, como todas as outras que ocorrem em nosso organismo, acabam sendo aliviadas com o tempo, pois nosso corpo cria resistência a elas, e assim o amor acaba. Mas acalme-se, ele só acaba nas funções orgânicas! O fogo do amor pode continuar aceso por muitos e muitos anos.
Metamorfoses do coração
Antigamente, havia o casamento arranjado. Muitas famílias faziam acordos e decidiam casar seus filhos como uma troca de interesses. E por mais inacreditável que seja os casais aprendiam a se amar e continuavam juntos. Uma grande parte até hoje, como muitos avós podem testemunhar. Com o tempo os casais foram ganhando mais liberdade, até que se tornou normal namorar e casar. Hoje, namora-se muito, e os casais estão demorando cada vez mais para assumir um compromisso mais sério. Há até os que preferem manter o clima de romance, sendo eternamente namorados.
Mas, o amor é um sentimento de afeição que vai além das pessoas, como a paixão pelos animais de estimação, a paixão pelas coisas que adquirimos com os anos de trabalho e a paixão pelas sensações que aprendemos a experimentar. Tratados filosóficos afirmam que os seres humanos são pré-moldados pelo e para o amor e, nascidos dele, estão automaticamente prontos para amar.
Impossível, antigo, platônico, recente, fervoroso, fácil, bonito, de cinema ou infinito. Ele amolece o coração de pedra dos mais machões e arranca suspiros das mulheres maduras que vivem a sonhar acordadas. Existem coisas que só o amor é capaz de permitir para uma pessoa. Afinal amor é amor, e, como garante Vinícius de Moraes, é eterno enquanto dura.
Porquinho-da-índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
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