Por Lausamar Humberto
- Ao contrário do senso comum das redes sociais, que adoram ditos como "quando mais conheço o homem, mais gosto de meu cachorro" - uma frase espirituosa, mas tola -, quanto mais conheço as pessoas mais confirmo como existe gente boa neste mundo de meu deus. E esse conhecer refere-se tanto a novidade daqueles que entram cotidianamente na vida gente, quanto ao aprofundamento de relações já antigas. O sentimento contrário, de que o mundo, e a gente que o povoa, não prestam, revela uma alma doente, com evidentes sinais de egolatria.
- Vejo um texto com uma comunicação de um evento do PT. Erros aos montes. Uma provocadinha básica nos meus amigos vermelhinhos. Por que esquerdista escreve tão mal? O que eles têm contra plurais, orações coordenadas e concordâncias? É tanta preocupação em construir um outro mundo possível ou em salvar as pessoas de suas vidas conservadoras que não sobra tempo para a gramática? Ou já assumiram o Lulês como idioma oficial?
- Qualidades necessárias para ser um grande jornalista, segundo o lendário jornalista americano Gay Talese: ser muito curioso, mas muito mesmo; ser paciente; gostar de estar com pessoas e escrever bem, muito bem. Mesmo quem faça um excelente curso de jornalismo não será necessariamente bom jornalista. Nem todos que querem ser jornalistas serão. É duro. Mas é fato.
- Quando do dia da poesia, uma constatação: poesia não é para todos. Há bons leitores de prosa que não gostam de poesia. Eu, ao contrário, prefiro esta. O que me encanta na poesia é a síntese, a força concentrada de poucos versos que reverberam pela vida inteira. Poesia é a expressão absoluta da inteligência. E a prospecção mais profunda dentro de nossos eus. Ela nos desnuda, revela nossos temores e desejos mais secretos. Talvez, por isso, não agrade a todos. Para se gostar verdadeiramente de poesia é preciso coragem. E uma alma com eternos resquícios de infância.
- “Acredito que Deus não existe! Mas, olha Deus, caso existas, não se zangues. Estou apenas sendo sincero."
- "Deus pode até existir, mas Ele é inverossímil."
- No limite, é preferível uma imprensa que queira derrubar um governo do que um governo que queira derrubar a imprensa.
- Não existe fala mais ingênua do que a categórica: Eu sou desse jeito. Dita assim, em tom monolítico. Ingênua porque quem a pronunciou pode ser outro diametralmente oposto já no instante seguinte. E é tudo uma questão de vontade ou de destino.
Postar um comentário